UNICEF e OMS apelam a maior investimento nos sistemas de saúde para apoiar mães que amamentam

Declaração conjunta do Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, e da Diretora Executiva do UNICEF, Catherine Russell

06 Agosto 2025
World Breastfeeding Week photo
@UNICEF

Bissau, 7 de agosto de 2025 – A amamentação é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde, o desenvolvimento e a sobrevivência de uma criança nos primeiros momentos da vida. Funciona como a primeira vacina do bebé, protegendo-o contra doenças comuns como diarreia e pneumonia.

Apesar dos seus benefícios comprovados, apenas 48% dos bebés com menos de seis meses são alimentados exclusivamente com leite materno — muito abaixo da meta de 60% estabelecida pela Assembleia Mundial da Saúde para 2030. Este défice reflete os desafios enfrentados por mães, profissionais de saúde e sistemas de saúde em todo o mundo.

A OMS e o UNICEF reconhecem os progressos significativos alcançados pela Guiné-Bissau na promoção, proteção e apoio à amamentação, evidenciados pelas:

  • Aumento da taxa de amamentação exclusiva para 59% (MICS 2019);
  • Pelo alargamento da licença de maternidade de 60 para 90 dias e pela introdução da licença de paternidade de 15 dias.
  • Apoiar a implementaação dos 10 passos para o sucesso da amamentação.

Na Guiné-Bissau, aumentar as taxas de amamentação para mais de 60% permitiria proteger, anualmente, cerca de 10 596 crianças contra diarreias e infeções respiratórias agudas.

No mundo, milhões de mães não recebem apoio qualificado e oportuno nos serviços de saúde, justamente quando mais precisam.

Apenas 20% dos países incluem formação sobre alimentação infantil no curriculum dos médicos e enfermeiros. Isto significa que a maioria das mães em todo o mundo sai dos hospitais sem orientação adequada sobre como amamentar os seus bebés e quando iniciar a alimentação complementar.

Em muitos países, os sistemas de saúde continuam subfinanciados, fragmentados e mal preparados para oferecer apoio consistente e baseado em evidências.

No entanto, cada dólar investido pelo Estado em amamentação gera um retorno económico estimado de 35 dólares, ou seja, cada dólar investido na amamentação pode gerar cerca de 21,194.65 Francos CFA de retorno econômico.

Sob o lema “Priorizar amamentação: Criar Sistemas de Apoio Sustentáveis”, a OMS e o UNICEF apelam aos governos, autoridades de saúde e parceiros para que:

  • Assegurem investimento adequado em cuidados maternos e neonatais equitativos e de qualidade, incluindo serviços de apoio à amamentação.
  • Aumentem as alocações orçamentais nacionais para programas de amamentação.
  • Integrem aconselhamento sobre amamentação nos serviços de saúde materno-infantil de rotina, incluindo os cuidados pré-natais, de parto e pós-natais.
  • Assegurem que todos os profissionais de saúde tenham as  competências e os conhecimentos necessarios para apoiar a amamentação, inclusive em contextos humanitarios e de emergência.
  • Reforcem os sistemas de saúde comunitários para garantir apoio contínuo às mães até dois anos ou mais.
  • Apliquem o Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno em todas as unidades e sistemas de saúde.

Apoiar a amamentação não é apenas uma prioridade de saúde — é uma responsabilidade moral e uma necessidade económica. A OMS e o UNICEF reafirmam o seu compromisso em ajudar os países a construir sistemas de saúde resilientes que não deixem nenhuma mãe ou criança para trás.

Contacto para os media

Wilson Gama
Oficial de Comunicação
UNICEF Guiné-Bissau
Telefone: +245 95 579 79 53

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