Participação dos pais é importante para a inclusão das pessoas com deficiência durante a COVID-19

Nesse tempo em que o apelo é ficar em casa para se prevenir do coronavírus, os pais têm um papel fundamental no apoio e acompanhamento dos filhos, principalmente para as crianças com deficiência.

Miraldina Gabriel e Cláudio Fauvrelle
Joana Maria Sidinde, é mãe solteira de seis filhos. A sua filha mais nova, Ester Bongo, nasceu com uma deficiência, em Guara-Guara, no distrito de Búzi, e começou a andar somente aos cinco anos de idade, tendo frequentado a escola até a segunda classe, “sempre que ela fosse a escola, voltava a queixar-se de fortes dores de cabeça, o que fez com ela abandonasse a escola muito cedo,” conta Joana.
Light for the World/2020/Miraldina Gabriel
11 Setembro 2020

Búzi, SOFALA - Nesse tempo em que o apelo é ficar em casa para se prevenir do coronavírus, os pais têm um papel fundamental no apoio e acompanhamento dos filhos, principalmente para as crianças com deficiência.

Joana Maria Sidinde, é mãe solteira de seis filhos. A sua filha mais nova, Ester Bongo, nasceu com uma deficiência, em Guara-Guara, no distrito de Búzi, e começou a andar somente aos cinco anos de idade, tendo frequentado a escola até a segunda classe, “sempre que ela fosse a escola, voltava a queixar-se de fortes dores de cabeça, o que fez com ela abandonasse a escola muito cedo,” conta Joana.

“Se eu estivesse em uma zona um pouco mais desenvolvida, talvez a minha filha teria tido um atendimento melhor e apesar da deficiência, hoje ela poderia ter uma vida diferente, poderia conseguir terminar os estudos e um dia realizar o seu sonho de ser professora,” contou Joana.

Hoje, Ester dedica-se as actividades da sua igreja local, onde ela actua como acólita e dançarina, ela ajuda a sua mãe nas tarefas domésticas e tudo isso, graças ao programa de Reabilitação Baseada na Comunidade da Light for the World, financiado pela Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Através da sensibilização, a Joana percebeu que apesar da deficiência, a sua filha Ester poderia participar de actividades que ela gosta e ser como outras meninas da sua idade. Infelizmente, por causa do encerramento das igrejas, devido a pandemia da COVID-19, Ester ficou impedida de continuar a fazer o que ela mais gosta.

“Foi muito difícil ela entender que não podia continuar a ir para a igreja, ela ficou muito irritada e triste, então eu decidi envolvê-la mais nas tarefas da casa e passamos mais tempo juntas a ouvir a rádio, a conversar, é uma forma que eu encontrei para ela enfrentar esse distanciamento social sem ficar muito chateada,” disse Joana.

Durante o período de confinamento, é importante que os pais e encarregados de educação, dediquem tempo e atenção a seu filhos, principalmente aos meninos e meninas com deficiência.