O meu desejo para as crianças de Moçambique por Ragia Amade, 18 anos

"Vejo casos de crianças que tem tido alguns direitos violados como o direito de brincar e o direito a família."

Ragia Amade
O meu desejo para as crianças de Moçambique por Ragia Amade, 18 anos
UNICEF/2019

12 Novembro 2019

Eu nunca tive direitos violados, mas vejo casos  de crianças que tem tido alguns  direitos violados como o direito de brincar e o direito a família.

Ragia Amade, 18 anos

QUELIMANE – “Eu nunca tive direitos violados, mas vejo casos  de crianças que tem tido alguns  direitos violados como o direito de brincar e o direito a família.” Olá eu sou Ragia Ngão Amade, tenho 18 anos de idade, nasci e vivo na Província da Zambézia, na cidade de Quelimane, frequento o terceiro ano de faculdade do curso de Psicologia Clínica, estudo no período da tarde e vou à faculdade a pé ou de bicicleta. Eu também sou conselheira do programa SMS Biz, que fornece aconselhamento gratuito sobre a saúde sexual e reprodutiva dos jovens e adolescentes via SMS, e sou apresentadora de programas infantis na Televisão de Moçambique (TVM). Nos meus tempos livres gosto de ler, conversar e participar em actividades de  reflexão e debate sobre os direitos e deveres das crianças, vivo com meus pais e meu irmão.

As pessoas que violam os direitos das crianças justificam que estas crianças não tem tempo de brincar porque precisam ajudar no sustento da família fazendo pequenos negócios, outras crianças são submetidas a troca de lares com a promessa de serem ajudadas a estudar e são enviadas em lares onde não são consideradas membros da família e são vistas como alguém que serve para ajudar nas tarefas domésticas ou até são forçadas a uma união prematura.

Em 2019 celebramos os 30 anos da Convenção, e para mim este ano está ser muito bom porque o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) convidou-me para ser uma Jovem Advogada dos direitos das crianças em Moçambique (Youth Advocate).
UNICEF/2019

Se eu fosse Presidente o que faria?

Se eu fosse presidente investiria em centros de apoio para dotar as pessoas com habilidades que possam servir de fonte de rendimento para suas famílias e para o mesmo centro, colocava mais psicólogos nas escolas para poder acompanhar a saúde e o desenvolvimento mental das crianças, criava mais parques infantis e diria não à exposição de menores de idade nas ruas fazendo negócios que coloquem em risco suas vidas.

Em 2019 celebramos os 30 anos da Convenção, e para mim este ano está ser muito bom porque o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) convidou-me para ser uma Jovem Advogada dos direitos das crianças em Moçambique (Youth Advocate). Eu aceitei ser uma das jovens advogadas do UNICEF porque estou disposta a dedicar-me ao máximo para a valorização e promoção dos direitos das crianças.

O meu desejo para as crianças de Moçambique é que todas tenham um crescimento saudável, livre de violências, conhecendo os seus direitos.