Avó com deficiência recebe apoio para melhorar sua vida em Moçambique

"Depois de ficar 3 dias em coma, e os médicos já sem esperança, aconteceu o meu milagre. Hoje estou bem de saúde e mais forte que nunca."

Claudio Fauvrelle
- Laurinda Manuel Nhama, de 52 anos de idade, tem uma deficiência física e vive com nove filhos e quatro netos. O seu maior desejo é ver os seus netos a crescerem num mundo sem descriminação.
UNICEF Moçambique/2019/Light for the World

02 Setembro 2019

Beira, Moçambique - Laurinda Manuel Nhama, de 52 anos de idade, tem uma deficiência física e vive com nove filhos e quatro netos. O seu maior desejo é ver os seus netos a crescerem num mundo sem descriminação.

“As pessoas nem imaginam o que tive de fazer para sobreviver. A cicatriz que carrego e a deficiência que tenho são a prova de que lutei pela minha vida,” diz Laurinda. A sensivelmente dois anos, Laurinda foi atacada por um crocodilo a margem do Rio Búzi e contra todas as expectativas sobreviveu e tem orgulho de partilhar a sua experiência de vida.

“Depois de ficar 3 dias em coma, e os médicos já sem esperança, aconteceu o meu milagre. Hoje estou bem de saúde e mais forte que nunca. Não sei como consegui lutar durante quase duas horas com aquele crocodilo, mas o que interessa é que hoje eu me considero uma verdadeira heroína.”

Para ajudar pessoas com deficiência como Laurinda, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) criou uma parceria com a Light for the World, com apoio da Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento, em Moçambique, para proporcionar inclusão e ajuda a crianças, adolescentes, mulheres e homens com deficiência, na província de Sofala.  Laurinda e a sua família fazem parte do grupo de pessoas com deficiência que estão a receber apoio psicossocial, material e de reabilitação, oferecido pela Associação Local Kupedzana, com o apoio da Light for the World e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).