COVID-19: IFRC, UNICEF e OMS emitem Directriz para proteger as crianças e apoiar o funcionamento seguro das escolas

A Directriz inclui acções prácticas e listas de verificação para gestores de escolas, professores, pais e filhos

11 Março 2020
Serviços alargados de Água, Saneamento e   Higiene em Moçambique
UNICEF Moçambique/2019

GENEBRA / NOVA IORQUE - A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram no dia 10 de Março uma Directriz com novas orientações para ajudar a proteger as crianças e as escolas da transmissão do vírus COVID-19. A Directriz fornece considerações críticas e listas de verificação prácticas para manter as escolas seguras. Também aconselha as autoridades nacionais e locais sobre como adaptar e implementar planos de emergência para instalações educacionais.

No caso de encerramento de escolas, as orientações incluem recomendações para mitigar os possíveis impactos negativos na aprendizagem e no bem-estar das crianças. Isso significa ter planos consistentes para garantir a continuidade da aprendizagem, incluindo opções de ensino-aprendizagem à distância, como estratégias de educação online e transmissões de rádio de conteúdo académico, o e acesso a serviços essenciais para todas as crianças. Esses planos também devem incluir as etapas necessárias para a eventual reabertura segura das escolas.

Onde as escolas permaneçam abertas e para garantir que as crianças e as suas famílias permaneçam protegidas e informadas, a Directriz apela a:

  • Fornecer às crianças informações sobre como se protegerem;
  • Promover as melhores prácticas de lavagem das mãos e higiene e fornecer materiais de higiene;
  • Limpeza e desinfecção de edifícios escolares, especialmente instalações de água e saneamento; e
  • Aumentar o fluxo de ar e ventilação.

A orientação, embora específica para países que já confirmaram a transmissão do COVID-19, também é relevante em todos os outros contextos. A educação pode incentivar os alunos a tornarem-se defensores da prevenção e do controle de doenças em casa, na escola e na comunidade, conversando com outras pessoas sobre como evitar a propagação do vírus. Manter as escolas a funcionarem de forma segura ou reabrir as escolas após o seu encerramento exige que se tenham em conta muitos factores, mas, se isso for bem feito, pode promover a saúde pública.

Por exemplo, as directrizes para escolas seguras implementadas na Guiné, Libéria e Serra Leoa durante o surto da doença pelo vírus Ébola de 2014 a 2016 ajudaram a impedir a transmissão do vírus nas escolas.

O UNICEF insta as escolas – seja as que estejam abertas ou as que estejam a apoiar os alunos através do ensino-aprendizagem à distância - a fornecerem aos alunos um apoio holístico. As escolas devem proporcionar às crianças informações vitais sobre lavagem das mãos e outras medidas para protegerem a si mesmas e às suas famílias; facilitar o apoio à saúde mental; e ajudarem a prevenir o estigma e a discriminação, incentivando os alunos a serem gentis uns com os outros e a evitarem estereótipos ao falarem sobre o vírus.

A nova Directriz também oferece dicas e listas de verificação úteis para pais e cuidadores, bem como para as próprias crianças e alunos. Essas acções incluem:

  • Monitorar a saúde das crianças e mantê-las em casa, afastadas da escola, se estiverem doentes;
  • Incentivar as crianças a fazerem perguntas e a expressarem as suas preocupações; e
  • Tossirem ou espirrarem em um lenço de papel ou no próprio cotovelo e evitarem tocar nos seus rostos, olhos, bocas e narizes.

 

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