Bebés do Ano Novo: cerca de 3.300 crianças nascerão em Moçambique no Dia 1º de Janeiro de 2020, segundo o UNICEF

Em 2020, o UNICEF exorta a todos os dirigentes do mundo e a todos os países a investirem no treinamento e equipamento dos profissionais de saúde a fim de garantir o direito de todos os recém-nascidos à saúde e sobrevivência

01 Janeiro 2020
Bebés do Ano Novo: cerca de 3.300 crianças nascerão em Moçambique no Dia 1º de Janeiro de 2020, segundo o UNICEF
Mães e Prematuros em Rede

Maputo, Moçambique –  Estima-se que no Dia do Ano Novo nascerão cerca de 3.300 bebés em Moçambique, disse hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Essas crianças Moçambicanas recém-nascidas representarão cerca de 1 % dos aproximadamente 392.078 bebés que nascerão no Dia do Ano Novo em todo o mundo.

"O início de um novo ano, ainda mais quando se inicia uma nova década, é a ocasião de reflectirmos sobre as esperanças e aspirações que temos para o nosso futuro, mas também para as gerações futuras", disse Henrietta Fore, Directora Executiva do UNICEF. “Além disso, no início de cada ano novo, é importante ter em mente o potencial disponível para cada criança que começa sua vida, bem como todas as possibilidades disponíveis para ela - se é que damos tal oportunidade da criança usufrui-las."

O mais provável é que o primeiro bebé do ano 2020 nasça em Fiji, no Pacífico; e o último, nos Estados Unidos da América. Estima-se que mais de metade desses nascimentos tenham lugar em oito países:

Um quarto de todos os bebés nascerá na Ásia Meridional. Globalmente, estima-se que mais de metade desses nascimentos tenham lugar em oito países:

  1. Índia — 67.385
  2. China — 46.299
  3. Nigéria — 26.039
  4. Paquistão — 16.787
  5. Indonésia — 13.020
  6. Estados Unidos — 10.452
  7. República Democrática do Congo — 10.247
  8. Etiópia — 8.493

Todos os anos em Janeiro, o UNICEF celebra bebés nascidos no primeiro dia do Ano, que é considerado um dia auspicioso em todo o mundo. Assim, as crianças nascidas hoje terão o mesmo aniversário de algumas celebridades do mundo como Ousmane Sembene (Actor, Director e Roteirista do Senegal, 01.01.1923-09.6.2007). Por feliz coincidência, a menina Luna Duarte Armando, filha de uma funcionária do UNICEF Moçambique, também nasceu a 1 de Janeiro.

No entanto, milhões de bebés recém-nascidos em todo o mundo não nascem sob essa estrela da sorte. Em 2018, 2,5 milhões de bebés morreram durante o primeiro mês de vida, um terço deles no dia do nascimento. Destas crianças, a maioria morreu de causas evitáveis, como o nascimento prematuro, as complicações durante o parto ou infecções como sépsis. Além desses números, mais de 2,5 milhões de bebés nascem sem vida a cada ano.

Nas últimas três décadas, o mundo foi testemunha de notáveis progressos em matéria da sobrevivência infantil, já que o número de crianças que morreram em todo o mundo antes de completarem cinco anos reduziu para metade. Mas o progresso tem sido muito mais lento no caso dos recém-nascidos. Os bebés que morreram em 2018, morreram durante o primeiro mês de vida, representam 47% de todas as mortes de crianças menores de cinco anos em comparação com 40% em 1990.

“Neste Dia do Ano Novo, tomemos a decisão de tornar realidade todos os direitos de cada criança, começando pelo direito à sobrevivência”, disse Marcoluigi Corsi, Representante do UNICEF em Moçambique. “Podemos salvar milhões de bebés se investirmos na capacitação e dotarmos de meios aos trabalhadores de saúde para que o nascimento de cada recém-nascido esteja em boas mãos”.

“Renovemos os nossos esforços para dar a cada bebé que nasça este ano em Moçambique, uma oportunidade de sobreviver, de rir, de chorar, de brincar, de crescer, de ter um nome e de viver plenamente o seu potencial” concluiu o Representante do UNICEF em Moçambique, Marcoluigi Corsi.

O UNICEF pede investimento imediato em treinamento e equipamento dos profissionais de saúde para cuidar de todas as mães e bebés recém-nascidos como parte de sua campanha, «Para todas as crianças, uma chance de viver» por mãos especializadas que são capazes de prevenir e tratar complicações antes, durante e após o nascimento.

"Muitas mães e recém-nascidos não têm a sorte de receber os cuidados de parteiras ou enfermeiras treinadas e equipadas, o que leva a situações dramáticas", acrescentou Henrietta Fore. "Milhões de bebés poderiam sobreviver ao primeiro dia de vida e crescer durante essa década e além, se todos eles tivessem nascido em mãos especializadas." 


 

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