398 milhões de doláres americanos necessários para apoiar a população afectada pelo eventos climáticos extremos que fustigaram Moçambique

As necessidades pendentes dos devastadores ciclones Idai e Kenneth, agravadas por secas e inundações consecutivas, exacerbaram as vulnerabilidades antes da próxima temporada de ciclones e de escassez de alimentos

12 Setembro 2019
Ciclone Idai e Kenneth Moçambique
UNICEF/MOZA2019-0604/James Oatway

Maputo - As Nações Unidas e os parceiros humanitários, em apoio ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) do governo, lançaram hoje o Plano de Resposta Humanitária (HRP) revisado para Moçambique.

O Plano busca US$ 398 milhões adicionais para atender às necessidades extraordinárias das pessoas afectads pelos dramáticos eventos climáticos dos últimos doze meses, incluindo os ciclones Idai e Kenneth, secas e inundações.

"Os choques climáticos extremos que o país enfrentou durante o último ano exigem uma resposta de igual proporção", disse Myrta Kaulard, Coordenadora Humanitária para Moçambique. O esforço maciço e incansável das instituições públicas, da sociedade civil, das organizações humanitárias e da comunidade internacional tornou possível atender às necessidades imediatas da população afectada. “A resposta humanitária tem sido exemplar mas, no entanto, enquanto a recuperação ainda está em andamento, um estação de ciclones e de escassez de alimentos estão se aproximando novamente”, refletiu Kaulard.

Com apenas 42% do apelo inicial financiado, até 2 milhões de pessoas podem enfrentar graves níveis de insegurança alimentar entre agora e a próxima colheita em março de 2020. Nas áreas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth, mais de 80 por cento da população é dependente da agricultura como fonte primária de renda. Muitos sofreram perdas significativas nas colheitas, as terras e as sementes de plantio foram danificadas. "É preciso apoio para garantir a próxima colheita", disse Kaulard.

“Embora tenha havido progressos notáveis durante a resposta aos ciclones, ainda existem áreas em que o acesso a água potável e assistência médica continua sendo um desafio. Também são necessários reparos urgentes em casas e escolas”, explicou a Coordenadora Humanitário. Myrta Kaulard enfatizou que mulheres e crianças, especialmente as que vivem nos locais de reassentamento, precisam percorrer longas distâncias para buscar água, colectar madeira para cozinhar e procurar serviços de saúde. “Isso também levanta preocupações de protecção. As escolas precisam ser construídas mais próximas dos locais de reassentamento para que todas as crianças tenham acesso”, disse Kaulard.

O Plano de Resposta Humanitária para Moçambique abrange o período até maio de 2020. “Eventos climáticos extremos estão criando desafios sem precedentes. Às vésperas da Cúpula do Clima em Nova Iorque, exorto a comunidade internacional a apoiar oportunamente e generosamente o povo de Moçambique. O efeitos do clima é uma responsabilidade global”, concluiu a coordenadora humanitária, Myrta Kaulard.

US $ 398 MILHÕES NECESSÁRIOS PARA APOIAR A POPULAÇÃO AFECTADA PELO EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS QUE FUSTIGARAM MOÇAMBIQUE

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