Estudo sobre comportamento no âmbito da vacinação

Relatório final

vaccines
UNICEF Guinea-Bissau/2020/Prinsloo

Destaques

INTRODUÇÃO

A vacinação representa uma das intervenções mais efetivas no âmbito da saúde publica, protegendo milhares de crianças de doenças e de deficiências. O acesso à vacinação evita a morte de milhares de Crianças com menos de 5 anos, por doenças evitáveis por vacinação, permitindo a realização de todo o seu pleno potencial.

A vacinação é uma responsabilidade individual e coletiva, que deve ser analisada, compreendida e reforçada sobretudo entre os mais vulneráveis e de difícil acesso. Garantido, que cada criança nasça, viva e cresça livre de doenças evitáveis, independentemente do lugar onde vivam e das circunstâncias em que se encontram.

A responsabilidade social deve, por isso, ser intensificada através de uma estratégia mobilização social que reforce a comunicação interpessoal no espaço organizacional, social e individual promovendo a adoção de boas praticas, a mudança de comportamento e atitude, convergindo numa mudança social para ao aumento do acesso à vacinação, concorrendo para o objetivo de eliminar, erradicar e controlar

todas as doenças evitáveis por vacina. Para que cada criança nasça, viva e cresça livre de doenças evitáveis.

Identificar os comportamentos e atitudes que impedem o pleno acesso a vacinação, através de um estudo sobre comportamento torna-se essencial para identificar as razões e ultrapassar as barreiras e constrangimentos de modo a erradicar e controlar todas as doenças evitáveis por vacina.

Nesse sentido, o estudo comportamental contribuirá para a definição de estratégias de comunicação baseadas em dados administrativos, operacionais e complementado com o conhecimento comportamental das comunidades em meio rural e urbano, correspondentes às zonas de mais baixa cobertura vacinal.

 

CONTEXTO

O Serviço de Imunização e Vigilância Epidemiológica (SIVE), do Governo da Guiné-Bissau, tem como alvas crianças menores de 1 ano e mulheres gravidas. No entanto, foram consideradas para esta análise apenas as crianças menores de 1 ano.

De acordo com os dados administrativos do SIVE, referentes aos anos de 2015, 2016 e 2017, a variação de crianças menores de 1 ano completamente vacinadas é quase inexistente, verificando-se uma redução da cobertura entre 2015 e 2016 e um aumento de apenas 1% relativamente a 2017.

A região de Biombo e SAB têm vindo a registar decréscimos anuais de cobertura de vacinação completa, atingindo os 56% e 65%, respetivamente. Das 11 regiões, cinco registaram uma descida quando comparadas com 2016, nomeadamente, Bijagós, Biombo, Bolama, Cacheu e o Setor Autónomo de Bissau (SAB). A região de Oio manteve a mesma cobertura em 2017.

A cobertura de vacinação completa foi inferior a 70% em nove das regiões com exceção de Bafatá que atingiu os 78% e Farim que registou o aumento mais significativo entre 2016 e 2017, de 52% para 79%.

No entanto, nenhuma região na Guiné-Bissau atingiu os 80% de vacinação completa entre 2015 e 2017, inclusive.

De acordo com o calendário vacinal da Guiné-Bissau, deverão ser administradas 16 vacinas antes de completarem 1 ano.

Estudo sobre comportamento no âmbito da vacinação - capa
Autor
UNICEF
Data de publicação
Idiomas
Português