26 dezembro 2023

O papel do UNICEF em Israel e na Palestina

Qual é o papel humanitário do UNICEF durante conflitos armados? Quais são os princípios humanitários universais que orientam as operações e advocacy do UNICEF? Por que o UNICEF se refere às “partes em conflito” sem as chamar pelo nome? O compromisso do UNICEF com a neutralidade e outros princípios humanitários impede-o de se manifestar contra as…, 1. Qual é o papel humanitário do UNICEF durante conflitos armados?, O mandato humanitário do UNICEF é ajudar a aliviar o sofrimento de crianças e adolescentes, independentemente de quem sejam ou onde vivam. Em determinadas situações, quando os recursos estão prontamente disponíveis para satisfazer as necessidades de crianças e adolescentes durante uma emergência, fazemos isso oferecendo orientação e apoio a quem…, 2. Quais são os princípios humanitários universais que orientam as operações e advocacy do UNICEF?, Como organização humanitária operacional, o UNICEF orienta-se pelos princípios da humanidade, imparcialidade, neutralidade e independência. Nosso objetivo é defender esses princípios universais em todos os contextos, por ação e por palavra. Humanidade: O sofrimento humano deve ser abordado onde quer que seja encontrado. O objetivo da ação…, 3. Por que o UNICEF se refere às “partes em conflito” sem as chamar pelo nome?, O mandato do UNICEF em qualquer conflito é ajudar a proteger os direitos de crianças e adolescentes e aliviar o seu sofrimento. Isso significa apelar aos envolvidos nos combates para que cumpram as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, da forma como a experiência demonstrou servir os melhores interesses das crianças e dos…, 4. O compromisso do UNICEF com a neutralidade e outros princípios humanitários impede-o de se manifestar contra as violações dos direitos das crianças e dos adolescentes?, Não. O UNICEF continuará a denunciar as violações dos direitos das crianças e dos adolescentes, incluindo as graves violações cometidas contra meninas e meninos em todas as vertentes da violência. O nosso mandato é realizar a defesa humanitária do acesso contínuo e desimpedido a todas as crianças e todos os adolescentes necessitados, e fazê-lo em…, 5. O UNICEF pronunciou-se sobre as violações cometidas contra crianças e adolescentes em Israel e na Palestina?, Sim. Em público e a portas fechadas, o UNICEF tem-se manifestado sobre as violações cometidas contra as crianças e os adolescentes em Israel e na Palestina de forma inequívoca, consistente e desde os primeiros dias. Até as guerras têm regras. O assassinato e a mutilação de crianças e adolescentes são uma violação grave condenada pelo Conselho de…, 6. Como o UNICEF opera em Israel?, Em países de renda alta, como Israel, os governos geralmente têm capacidade adequada para responder a emergências. A pedido do Governo, o UNICEF pode estender esse apoio, como apoio psicossocial às crianças e aos adolescentes. Em mais de 30 países onde o UNICEF não realiza atividades programáticas, os Comitês Nacionais do UNICEF servem como seus…, 7. Como o UNICEF opera na Palestina?, O UNICEF tem apoiado crianças e adolescentes palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desde o início da década de 1980. Após a criação da Autoridade Palestina em 1994, o UNICEF nomeou o seu primeiro representante especial para servir as crianças e os adolescentes palestinos. Com funcionários em Jerusalém e na Faixa de Gaza, trabalhamos para…, 8. Qual é o papel humanitário do UNICEF no sistema mais amplo das Nações Unidas?, As Nações Unidas foram fundadas no rescaldo da Segunda Guerra Mundial para reforçar a paz e a segurança internacionais e promover os direitos humanos fundamentais. Por mandato da Assembleia Geral das Nações Unidas, o UNICEF trabalha para proteger os direitos das crianças e dos adolescentes, em tempos de paz ou de crise. O nosso dever de proteger…, 9. O que o UNICEF pede?, O UNICEF pede aos líderes mundiais para que cumpram as suas obrigações ao abrigo do direito internacional humanitário e dos direitos humanos para proteger as crianças e os adolescentes que sofrem devido a essa catástrofe sem precedentes. Meninas e meninos precisam de um cessar-fogo humanitário agora. Veja todos os nossos apelos à ação aqui .
01 dezembro 2023

Nós somos a resposta

No Brasil, dos 43.403 casos de HIV notificados em 2022, quase a metade (41%) era de pessoas de 15 a 29 anos de idade. Para ouvir a opinião dessas e desses jovens, o UNICEF lançou a pesquisa “Nós somos a resposta: O que adolescentes e jovens que vivem com HIV/aids pensam sobre o acesso aos serviços de saúde no Brasil”, realizada com o apoio da Unaids e da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids (RNAJVHA), e parceria técnica da Oppen Social. O principal objetivo deste estudo foi levantar quais as vivências de acolhimento nos serviços de saúde são compartilhadas pela população de adolescentes e jovens que vivem com HIV/aids, quais são os potenciais entraves e constrangimentos vivenciados nos serviços de saúde especializados e que estratégias podem ser adotadas para que esses espaços se tornem, de fato, acolhedores para esse público. O estudo demonstra que o sistema de saúde é valorizado pelos adolescentes e jovens, que reconhecem os grandes avanços em relação a prevenção e tratamento. Entretanto, existem desafios em relação ao preparo dos profissionais de saúde para trabalhar com pessoas vivendo com HIV. Dados quantitativos revelam que em torno de um quinto dos(as) respondentes afirma já ter vivenciado, no sistema de saúde brasileiro, situações como desrespeito a privacidade, desconforto durante o atendimento ou sentimento de culpa ou vergonha por ser uma pessoa com HIV/aids. Diante desse contexto, é fundamental que haja intervenções de promoção da saúde sexual focadas na população de jovens. O material traz algumas recomendações apontadas pelas e pelos adolescentes e jovens ouvidos pela pesquisa para a melhoria do atendimento no serviço de saúde para pessoas que vivem com HIV/aids:   Ampliar o acesso à informação;  Implementar o acompanhamento psicológico desde o diagnóstico;  Expandir os atendimentos para ampliação do acesso;  Humanizar os cuidados em saúde;  Criar e ampliar campanhas públicas para desconstrução do estigma do HIV/aids;  Incluir e ampliar a participação de adolescentes e jovens com HIV nas decisões de políticas públicas de resposta ao HIV/aids;  Elaborar um protocolo de comunicação do I=I (indetectável = intransmissível) para profissionais de saúde, educadores(as) e outros(as).