Quem somos

UNICEF no Brasil

UNICEF no mundo

Trabalho no UNICEF

Oportunidade para fornecedores

 

Histórico

O Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF – foi criado no dia 11 de dezembro de 1946, por decisão unânime da Assembleia Geral das Nações Unidas. Os primeiros programas do UNICEF forneceram assistência emergencial a milhões de crianças no período pós-guerra na Europa, no Oriente Médio e na China.

UNICEF NO BRASIL

Em 1950, foi instalado o primeiro escritório do UNICEF no Brasil, em João Pessoa, PB. O primeiro acordo assinado com o governo brasileiro representava um gasto anual de US$470 mil, destinados a iniciativas de proteção à saúde da criança e da gestante no Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte.

Décadas de 50 e 60

Em 1953, Gertrude Lutz, primeira representante do UNICEF no Brasil, segura criança, em visita a posto de puericultura em São Miguel dos Campos, Alagoas.

Lançamento da merenda escolar – Em setembro de 1954, foi feita a primeira liberação de recursos do UNICEF para alimentação nas escolas que permitiu a execução do primeiro programa nacional de merenda escolar. Começou, então, a política de alimentação escolar no Brasil.

Nos 10 primeiros anos de Brasil, a prioridade do UNICEF era a sobrevivência de crianças e adolescentes. Campanhas de vacinação e nutrição foram lideradas pelo UNICEF, que capacitava médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde para a atenção a gestantes.

Década de 70
Famílias e suas crianças que viviam em favelas tornaram-se uma das prioridades do UNICEF no início da década de 70. O acesso à água foi outra questão importante.

Os aspectos preventivos e sociais do atendimento à infância começavam a ser enfatizados na Escola de Medicina da Universidade de Pernambuco e em outros cursos de formação de médicos.

No final da década, um novo enfoque foi aprovado pelo UNICEF para o Brasil. A análise da situação da infância levou ao reconhecimento de que as políticas em favor da infância e da juventude deviam integrar o planejamento econômico e social do País, com ênfase nos programas preventivos. Reconheceu-se, também, a necessidade de haver um orçamento substancial para a cobertura nacional dos serviços básicos, com atenção especial para o saneamento.

Em 1979, o UNICEF celebrou o Ano Internacional da Criança. Começava a chamada Década dos direitos. Milhões de crianças aprenderam os princípios da Declaração dos Direitos da Criança, publicados em seus cadernos escolares.

Década de 80
O UNICEF ajudou a impulsionar campanhas de aleitamento materno e as primeiras campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite no País. Milhões de crianças foram vacinadas mesmo nos pontos de mais difícil acesso no Brasil.

Em 1983, o UNICEF inspirou a criação da Pastoral da Criança. O projeto revolucionou a forma de atenção básica à saúde infantil no Brasil.

Em meados da década, o UNICEF também liderou as campanhas pelo uso do soro caseiro, com o apoio de personalidades e agentes comunitários de saúde. O soro popularizou-se e seu uso ajudou a reduzir a mortalidade de crianças por diarreia.

Em 1985, o UNICEF apoiou o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, uma das mais importantes ONGs na área da infância naquele momento em todo o mundo, e ajudou a chamar a atenção para o drama e a violação dos direitos das crianças e dos adolescentes em situação de rua.

Em 1986, no auge do processo de redemocratização do País, o UNICEF lançou a campanha Criança Constituinte. O apelo era para que brasileiros votassem em candidatos comprometidos com as causas da infância no País.

Dentro do mesmo esforço, nasceu o Criança Esperança. Desde que foi criado, em 1986, até o ano 2003, o Criança Esperança arrecadou mais de R$ 130 milhões, apoiou cerca de 4.800 projetos, beneficiando mais de 2,7 milhões de crianças e adolescentes brasileiros. Os fundos arrecadados pela campanha Criança Esperança de 1986 a 2003 foram integralmente destinados a apoiar projetos que garantem os direitos de crianças e adolescentes brasileiros e suas famílias. O UNICEF sempre investiu, prioritariamente, o dinheiro arrecadado no Brasil.

Direitos da Criança: o Brasil antecipa-se – Em 1988, numa feliz oportunidade histórica, o Brasil incorporou na sua Constituição, no artigo 227, o conteúdo da Convenção sobre os Direitos da Criança, que viria a ser aprovada pela ONU em 1989. O UNICEF participou da mobilização que tornou possível a aprovação do artigo que mudou o marco legal dos direitos de meninas e meninos no País.
"É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão."

Em 13 de julho de 1990, o Brasil aprovou o Estatuto da Criança e do Adolescente e regulamentou de vez os Direitos da Criança e do Adolescente. O conteúdo do Estatuto está em perfeita consonância com a Convenção sobre os Direitos da Criança adotada, em 1989, pelas Nações Unidas, que retrata o consenso mundial. O UNICEF orgulha-se de ter participado e facilitado o processo de debate, redação e aprovação do Estatuto.

Década de 90
Em setembro de 1991, Renato Aragão finalmente conseguiu conciliar a sua agitada vida artística à função de Embaixador do UNICEF no Brasil e aceitou assumir a função que exerce até hoje.

Pacto pela Infância e Encontro de Governadores pela Criança – Ainda em 1991, inspirados pela Cúpula Mundial, UNICEF, CNBB, OAB, Ministério Público e o sociólogo Herbert de Souza convocaram o Pacto pela Infância, com metas claras de redução da mortalidade infantil, acesso a saneamento e água, aleitamento materno exclusivo, imunização. O governo federal e todos os governadores de Estado comprometeram-se com os objetivos. Foram traçados Planos de Ação e iniciativas como os agentes comunitários de saúde, incluídos como parceiros importantes para o alcance das metas.

Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde o certificado de Erradicação da Poliomielite. O País foi o primeiro no mundo a implementar o Dia Nacional de Vacinação, conforme sugestão do Dr. Albert Sabin, criador da vacina contra a pólio. O UNICEF orgulha-se por ter contribuído com a sociedade e o governo brasileiros para essa importante conquista.

Em 1995, o UNICEF lançou, com o Cenpec e o Banco Itaú, uma das maiores mobilizações brasileiras em favor da educação fundamental de qualidade para todas as crianças. O inovador kit “Raízes e Asas” apresentava experiências eficientes de promoção da educação de qualidade. Ainda como parte da parceria e da mobilização, foram lançados o Prêmio Itaú-Unicef Educação e Participação e o programa Ações Complementares à Escola.

No dia 11 de outubro de 1995, Daniela Mercury foi nomeada Embaixadora do UNICEF no Brasil e passou a exercer a função junto com Renato Aragão.

Ainda em 1995, o UNICEF apoiou uma importante campanha de combate à exploração sexual contra crianças e adolescentes, desenvolvida a partir de uma articulação de entidades civis e governamentais, sob a coordenação do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da Bahia.

Em 1997, o UNICEF ajudou a aprovar no Congresso a lei 9.534 que garante gratuidade no registro civil e na primeira certidão de nascimento de todas as crianças brasileiras, independente de comprovação de renda familiar. Renato Aragão gravou um spot sobre a lei, veiculado por emissoras de TV de todo o Brasil.

Em 1998, o UNICEF, com outros parceiros, colocou a aplicação de medidas socioeducativas para adolescentes infratores na agenda social e política brasileira. Foi lançada a primeira edição do Prêmio SocioEducando, que reconhece projetos exemplares de aplicação das medidas.

O Direito no ano dos Direitos – Milhares de estudantes da rede pública de todo o País discutiram seus direitos e deveres no dia 13 de outubro de 1998. Essa iniciativa, promovida pelo Ministério da Educação, UNICEF, Andi e Comunidade Solidária, fez parte das comemorações dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 10 anos da aprovação da Constituição Brasileira. Para a ocasião, foram convidados artistas, escritores, jornalistas, atletas, políticos, empresários, dirigentes de organizações não-governamentais e formadores de opinião que estiveram nas escolas para participar das discussões sobre os direitos.

Em 1999, o UNICEF inovou mais uma vez ao lançar a campanha Criança no Lixo, Nunca Mais, um apelo nacional pela erradicação do trabalho infantil nos lixões e na coleta de lixo nas ruas. A campanha deu visibilidade a esse tema até então oculto no País. Mais de 15 mil crianças que viviam essa realidade passaram a participar do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, com pagamento de bolsa-escola para suas famílias.

Nesse mesmo ano, o UNICEF participou ativamente da campanha pelo registro civil. Levantamento feito à época indicava que mais de um milhão de meninas e meninos brasileiros não tinham assegurado seu direito a um nome.

Ainda em 1999, o UNICEF lançou, no Ceará, uma das mais inovadoras metodologias para a implementação de políticas públicas municipais voltadas a crianças e adolescentes, o Selo UNICEF Município Aprovado. O projeto estabeleceu ainda uma nova forma de acompanhamento dos avanços dos municípios.

Em 2000, o UNICEF ajudou a convocar dezenas de organizações brasileiras para a comemoração e o balanço sobre os 10 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. A Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente estabeleceu metas de implementação de conselhos tutelares e de direitos em todo o País.

Às vésperas do novo século, o UNICEF chamou a atenção para a importância dos seis primeiros anos de vida para o desenvolvimento integral de meninas e meninos. Em parceria com o IBGE, lançou o Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI) – um instrumento que vem contribuindo para a formulação e o monitoramento de políticas públicas voltadas para a primeira infância no Brasil.

Século XXI
No dia 4 de abril de 2001, o fotógrafo Sebastião Salgado foi nomeado Representante Especial do UNICEF. Ele é o único brasileiro nomeado embaixador mundial do UNICEF. Sebastião tem ajudado o UNICEF a dar mais visibilidade a temas como a erradicação global da poliomielite, trabalho infantil e crianças em áreas de conflitos armados.

Em 2002, o UNICEF chamou a atenção do País para a existência de 8 milhões de adolescentes, de 12 a 17 anos, com baixa escolaridade (menos de quatro anos de estudo) e baixa renda (renda familiar inferior a ½ salário mínimo). Com parceiros em todo o País, debateu e apresentou linhas de ação para se enfrentar o problema.

Em 2003, o UNICEF conclamou a sociedade e o governo brasileiro para a superação das iniquidades que usurpam as oportunidades de crianças e adolescentes. Um seminário nacional, com participação de mais de 300 pessoas, incluindo senadores da República, governadores e ministros de Estado, denunciou a exclusão de meninas e meninos por raça e etnia, por gênero, por situação de domicílio e renda familiar, e buscou caminhos para a promoção da riqueza cultural e social do País.

Ainda em 2003, o UNICEF lançou um estudo que traçava, pela primeira vez, um perfil da condição de vida de meninas e meninos que vivem na região semiárida do Brasil. O documento Crianças e Adolescentes no Semiárido Brasileiro foi o ponto de partida para a grande articulação do UNICEF pela melhoria de vida na região que concentra alguns dos piores indicadores sociais do País.

Em 2004, o UNICEF iniciou uma campanha maciça de capacitação de agentes de saúde em torno do kit Família Brasileira Fortalecida, um conjunto de cinco álbuns simples, mas profundos, sobre as necessidades e direitos das crianças em seus seis primeiros anos de vida.

Apoiou ainda a realização da Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro, em abril de 2004. O encontro é o maior fórum mundial de produtores, pesquisadores na área de mídia e infância. O UNICEF levou para a agenda do encontro o debate sobre a participação de crianças e trouxe adolescentes de mais de 20 países para participar da conferência.

Também em 2004, o UNICEF articulou o Pacto Nacional Um mundo para a criança e o adolescente do Semiárido, assinado pelo governo federal e os governadores dos 11 Estados do Semiárido – Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Em outubro de 2004, o UNICEF, o Unaids e o governo brasileiro criaram a iniciativa Brasil+7, agora conhecida como Laços Sul-Sul. A iniciativa reúne Brasil, Bolívia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Nicarágua, Paraguai, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Os oito países comprometeram-se a enfrentar juntos a epidemia de HIV, trocando informações e elaborando estratégias e planos de ação em parceria.

Em janeiro de 2005, em uma ação extraordinária, o escritório no Brasil do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF abriu uma conta especial para receber doações em reais para os sobreviventes do terremoto e dos tsunamis do sul da Ásia e costa leste da África. Em dois meses de arrecadação, no Brasil, 8.370 doações de pessoas físicas e jurídicas alcançaram R$ 1.204.691,30 para a ajuda emergencial aos sobreviventes dos tsunamis ocorridos em 26 de dezembro de 2004 no Oceano Índico.

ESPN Brasil, em parceria com o UNICEF e o Instituto Esporte e Educação, lançou em 8 de março de 2005, a Caravana do Esporte. O projeto promove o direito da criança e do adolescente ao esporte e ao lazer. Nos dois últimos anos, a Caravana já levou atividades esportivas como ferramenta de educação a mais de 35 mil crianças e adolescentes e 5 mil professores da rede pública de ensino de 24 cidades, em 12 Estados brasileiros.

Em abril de 2005, a iniciativa Selo UNICEF Município Aprovado foi ampliada para todos os municípios do Semiárido brasileiro. O evento de lançamento, nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), comandado pelos embaixadores do UNICEF Renato Aragão e Daniela Mercury, teve a participação de representantes de diversos segmentos da sociedade brasileira, ministros, governadores, prefeitos, representantes de ONGs, artistas, crianças e adolescentes.

UNICEF e Mauricio de Sousa Produções uniram-se para divulgar os direitos das crianças e dos adolescentes. Desde abril de 2005, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e toda a turma dos quadrinhos passaram a aparecer em uma página das revistinhas mensais, falando sobre os direitos de meninas e meninos. Além de transmitir as mensagens, o UNICEF também ouve as crianças sobre suas experiências. Os leitores das revistinhas podem enviar textos e desenhos sobre seus direitos ao UNICEF.

A embaixadora do UNICEF no Brasil, Daniela Mercury, participou da cerimônia de lançamento da campanha Unidos com as crianças e os adolescentes – Unidos vamos vencer a aids!, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, com outros embaixadores internacionais do UNICEF, como o inglês Roger Moore. A campanha – lançada pelo UNICEF, Unaids, organizações não governamentais, organismos bilaterais e celebridades em 25 de outubro de 2005 – visa chamar a atenção da comunidade internacional sobre como a epidemia do HIV/aids tem ameaçado a infância de milhões de crianças em todo o mundo. O lançamento da campanha no Brasil ocorreu em 22 de novembro.

Em novembro de 2006, o UNICEF divulgou a relação dos 192 municípios do Semiárido que foram reconhecidos com o Selo UNICEF Município Aprovado por terem conquistado importantes avanços na melhoria das condições de vida de crianças e adolescentes. O evento, no Palácio do Planalto, em Brasília, contou com a presença de ministros, governadores parlamentares, prefeitos e de representantes da sociedade civil.

Marie-Pierre Poirier, então representante do UNICEF no Brasil, no evento de divulgação dos ganhadores do Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2006. Foto: Rayssa Coe.

Em 19 de dezembro de 2006, o UNICEF e o Ministério da Educação lançaram o estudo Aprova Brasil, o direito de aprender. O documento analisa 33 escolas em 14 Estados e no Distrito Federal, localizadas em pequenos municípios ou nas periferias de grandes cidades e que são frequentadas por crianças de famílias de baixa renda e que alcançaram notas maiores do que a média brasileira nas provas de leitura e matemática na avaliação Prova Brasil.

 

 

 

 

Colabore com o UNICEF

   
unite for children

O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) é uma parte integral das Nações Unidas. A missão do UNICEF é promover os direitos e bem-estar de todas as crianças em tudo o que fazemos e, junto com nossos parceiros, traduzir esse compromisso em ações práticas em benefício das crianças de todos os lugares. Nossos programas dependem integralmente de contribuições voluntárias de pessoas físicas e organizações, além dos fundos arrecadados por meio de nossas atividades, como a venda de produtos licenciados. O UNICEF é isento de todos os impostos diretos no Brasil sob os direitos internacionais e brasileiros.

Para mais informações relacionadas à sua doação, entre em contato no 0800-605-2020 ou pelo e-mail amigodacrianca@unicef.org

Para informações de privacidade, acesse nossa política de privacidade.

CNPJ: 03744126/0001-69 

and