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Mais de 104 milhões de crianças e adolescentes – 1 em cada 3 – estão fora da escola em países afetados por guerras ou desastres naturais – UNICEF

  • Adolescentes em países com emergências enfrentam futuro sombrio, com 2 em cada 5 jovens de 15 a 17 anos sem o ensino primário completo
  • No Brasil, 2,8 milhões de meninas e meninos de 4 a 17 anos estavam fora da escola em 2015, segundo a Pnad

Nova Iorque, 19 de setembro de 2018 – Um em cada três meninas e meninos entre 5 e 17 anos de idade vivendo em países afetados por conflitos ou desastres – 104 milhões – não está na escola, um número que representa mais de um terço da população global fora da escola, de acordo com um novo relatório do UNICEF. No total, 303 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos estão fora da escola em todo o mundo.

O relatório observa que um em cada cinco adolescentes entre 15 e 17 anos vivendo em países afetados por conflitos ou desastres nunca entrou em nenhuma escola, e dois em cada cinco nunca completaram a escola primária.

A future stolen: young and out-of-school (Um futuro roubado: jovem e fora da escola – disponível somente em inglês) olha para a situação da educação de crianças e adolescentes da pré-escola ao ensino médio em todos os países, incluindo aqueles afetados por emergências humanitárias.

"Quando um país é atingido por um conflito ou desastre, suas crianças e seus adolescentes são vitimados duas vezes", disse Henrietta Fore, diretora executiva do UNICEF. "No curto prazo, suas escolas são danificadas, destruídas, ocupadas por forças militares ou mesmo deliberadamente atacadas, e eles se juntam aos milhões de jovens fora da escola e, à medida que os anos passam, raramente retornam às salas de aula. No longo prazo, eles – e os países em que vivem – continuarão a enfrentar ciclos perpétuos de pobreza".

Uma vez que menos de 4% dos apelos humanitários mundiais são dedicados à educação, o relatório pede mais investimento em educação de qualidade, em que crianças e adolescentes podem aprender em um ambiente seguro, da pré-escola ao ensino médio, em países afetados por emergências humanitárias complexas e crises prolongadas.

O relatório – lançado antes da 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas – analisa a situação global das crianças e dos adolescentes fora da escola, destacando que em todo o mundo:

  • Quase 303 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade – cerca de um em cada cinco – estão fora da escola globalmente.
  • Mais da metade das crianças em idade escolar primária fora da escola vive em países afetados por emergências.
  • A pobreza continua a ser a barreira mais significativa para a educação em todo o mundo, com as crianças mais pobres em idade escolar primária tendo uma probabilidade quatro vezes maior de estar fora da escola do que aquelas das famílias mais ricas.

Pelas tendências atuais, o número de pessoas entre 10 e 19 anos subirá para mais de 1,3 bilhão até 2030, um aumento de 8%, segundo o relatório. Proporcionar a essa futura força de trabalho uma educação de qualidade e melhores perspectivas de emprego produzirá maiores dividendos econômicos e sociais.

"Este é um momento crítico da história. Se agirmos com sabedoria e urgência, poderemos fortalecer e capacitar os jovens para que estejam preparados para criar sociedades pacíficas e prósperas", disse Fore. "A alternativa é muito sombria. Não podemos nos dar ao luxo de falhar".

No Brasil
No Brasil, 2,8 milhões de meninas e meninos de 4 a 17 anos estavam fora da escola em 2015. Desse total, quase 1,6 milhão tinham entre 15 e 17 anos, haviam passado pela escola, mas evadiram, e outros 820 mil estavam fora da educação infantil. A exclusão escolar afeta principalmente meninas e meninos das camadas mais vulneráveis da população, já sem outros direitos constitucionais. Do total fora da escola, 53% vivem em domicílios com renda per capita de até ½ salário mínimo.

Garantir o direito à educação é mais que ofertar vagas na escola. É preciso unir diferentes setores – Educação, Saúde e Assistência Social, entre outros – para ir atrás de quem está fora, entender as causas da exclusão escolar e tomar as medidas necessárias para saná-las e garantir a matrícula e a permanência na escola, aprendendo.

Sobre a Busca Ativa Escolar
Pensando nesse desafio, o UNICEF lançou a Busca Ativa Escolar. Trata-se de uma plataforma gratuita para ajudar os municípios a combater a exclusão escolar, desenvolvida pelo UNICEF em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e o Instituto TIM.

A intenção é apoiar os governos na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão. Por meio da Busca Ativa Escolar, municípios e Estados terão dados concretos que possibilitarão planejar, desenvolver e implementar políticas públicas que contribuam para a inclusão escolar.

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Notas para editores:
Conteúdo multimídia para download aqui.
O UNICEF utilizou dados do Instituto da Unesco para Estatísticas e pesquisas domiciliares para conduzir as análises detalhadas no relatório.
A lista completa dos países para os quais o UNICEF lançou um apelo humanitário está disponível aqui.

Sobre o UNICEF – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

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