Imprensa

Notícias

Notícias de 2017

Notícias de 2016

Notícias de 2015

Notícias de 2014

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Materiais para radialistas

Contatos

 

Comitê para Prevenção de Homicídios de Adolescentes é lançado no Rio de Janeiro

  • Iniciativa marca o compromisso de ação conjunta de variados setores do governo e da sociedade civil para reduzir a violência letal contra adolescentes no Rio de Janeiro.
  • Primeiros focos serão na pesquisa sobre as trajetórias de adolescentes assassinados e na incidência no orçamento público para garantir recursos para programas específicos de prevenção.

Fotos disponíveis em: http://bit.ly/flickrunicef
 
Rio de Janeiro, 10 de maio de 2018 – "Os adolescentes querem viver. E quando a vida de um menino ou uma menina é interrompida antes mesmo de chegar à vida adulta, todos precisamos responder. Nenhuma morte violenta pode ficar silenciada. Cada vida importa". Assim começa o documento de lançamento do Comitê para Prevenção de Homicídios de Adolescentes no Rio de Janeiro, assinado nesta quinta-feira, 10 de maio de 2018, por 21 organizações fluminenses e o UNICEF, para promover o direito à vida de cada criança e cada adolescente.

Em um evento no Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia, adolescentes de diversas comunidades do Rio de Janeiro, familiares de meninos e meninas vítimas de homicídio, representantes de diferentes esferas do poder público e organizações da sociedade civil se uniram de forma inédita para firmar um compromisso pela redução dos homicídios de adolescentes.

Logo na abertura, Monica Brailko, mãe de um adolescente morto, expressou a dor das famílias ao perder seus filhos. "Para a sociedade, esses meninos mortos são números. Mas é preciso lembrar que cada um tem a sua história, são mais do que estatística, são nossos filhos", disse ela. Somente na cidade do Rio de Janeiro, 335 meninos e meninas foram assassinados em 2016, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, – quase todos meninos, negros e moradores das favelas (os dados de 2017 ainda não estão disponíveis). O cenário do Rio se repete por todo o País. A cada dia, cerca de 29 meninos e meninas são assassinados no Brasil, segundo estimativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Depois das falas das famílias, foi a vez do ator Lázaro Ramos, embaixador do UNICEF no Brasil, se unir a um grupo de 17 adolescentes para um manifesto pelo direito à vida. Em conjunto, meninos e meninas leram os nomes de crianças e adolescentes mortos, relembrando casos emblemáticos no País e repetindo "presente" a cada nome. A jovem Lays dos Santos comandou o grupo, ao lado de MC Xandy, que fez um rap de improviso. "Hoje se cria uma ação prática de prevenção desses homicídios. Estou muito feliz de estar aqui e espero que essa ação seja abraçada pela sociedade como um todo porque esse é um assunto grave e urgente, de que a gente precisa tratar", disse Lázaro Ramos.

As falas dos adolescentes refletem os objetivos do Comitê, que nasce para promover o compromisso de ação convergente de diversas instituições para evitar que mais vidas adolescentes sejam interrompidas. Uma a uma, as 22 organizações participantes tomaram a palavra para expressar sua contribuição com o objetivo do Comitê.

"O compromisso do UNICEF é sempre promover os direitos de cada criança e cada adolescente, fazendo valer a Convenção sobre os Direitos da Criança. O UNICEF coloca à disposição do Comitê sua força de articular diferentes atores do governo e da sociedade civil e facilitar que atuem juntos. E, de maneira especial, nos propomos a promover a participação de adolescentes para que as propostas planejadas para eles sejam sempre com eles", disse Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

"A Defensoria Pública participa deste comitê fortemente comprometida pelo direito à vida de nossos adolescentes. Para que não sejam mortos pela cor da pele ou pelo local em que moram. Para que eles possam viver, desenvolvendo todas as suas potencialidades, e que isso não seja abatido pela morte, prisão ou apreensão, como vem acontecendo em nosso estado e país. Lamentavelmente, temos visto o aumento da evasão escolar por um lado e, por outro, o aumento do encarceramento dos nossos jovens. Essa curva tem que se reverter", declarou André Castro, defensor público-geral do Estado do Rio de Janeiro.

"O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) aderiu ao Comitê de Prevenção de Homicídios de Adolescentes por ser uma iniciativa inovadora, que busca identificar as causas dessas mortes, além de uma proximidade com os adolescentes, protagonistas na construção de uma política pública preventiva. Uma das grandes contribuições que daremos será na realização de uma pesquisa que identifique as causas e os motivos determinantes dessa intolerável violência que afronta o Estado Democrático de Direito", disse Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

"Os jovens, meninos e meninas, negros e periféricos são centrais na democracia brasileira. Não vai haver democracia sem o respeito à vida. Existem os invisíveis, mas existem também os cegos. Que este comitê possa quebrar a invisibilidade e garantir cidadania e democracia. Assumimos esse compromisso", declarou Marcelo Freixo, deputado estadual e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Juliana de Oliveira Cavalcante Barros, presidente do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca – RJ), reforçou: "Estamos felizes em fazer parte do comitê e esperamos que a união possibilitada por essa importante iniciativa impacte na proteção dos adolescentes de nossa cidade e na garantia de seus direitos".

Sobre o Comitê
O Comitê terá linhas de ação complementares, inspiradas na experiência do Comitê Cearense para Prevenção de Homicídios na Adolescência, existente desde 2016. Já em 2018, o Comitê do Rio inicia sua atuação com uma pesquisa sobre as trajetórias de vida de adolescentes assassinados na capital e as dinâmicas de suas mortes com o objetivo de compreender o que poderia ter sido diferente e como as mortes podem ser prevenidas.

Outra prioridade, ainda neste ano, será incidir no orçamento público estadual para garantir recursos para programas específicos de prevenção como o Programa de Proteção à Criança Ameaçada de Morte (PPCAM). Outra ação central será aprimorar fluxos e procedimentos para garantir a responsabilização pelas mortes. Em médio prazo, o Comitê buscará propor um plano estadual para prevenção de homicídios de adolescentes com políticas públicas integradas.

Organizações participantes

  1. Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro
  2. Centro de Defesa dos Direitos da Criança do Adolescente – Cedeca Rio de Janeiro
  3. Centro de Promoção da Saúde (Cedaps)
  4. Comissão de Assuntos da Criança, Adolescente e Idoso da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)
  5. Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)
  6. Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)
  7. Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDCA-RJ)
  8. Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
  9. Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)
  10. Instituto de Estudos da Religião (Iser)
  11. Instituto de Segurança Pública (ISP)
  12. Instituto Pereira Passos (IPP)
  13. Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV/Uerj)
  14. Luta pela Paz
  15. Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro
  16. Movimento Moleque
  17. Observatório de Favelas
  18. Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro
  19. Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
  20. Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos
  21. Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro
  22. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

Mais informações
UNICEF Brasil
Immaculada Prieto
Telefone: (21) 98237 0856;
E-mail: iprieto@unicef.org.
Elisa Reis
Telefone: (61) 3035 1979;
E-mail: ereis@unicef.org.

 

 
unite for children