Imprensa

Notícias

Notícias de 2017

Notícias de 2016

Notícias de 2015

Notícias de 2014

Notícias de 2013

Notícias de 2012

Notícias de 2011

Notícias de 2010

Notícias de 2009

Notícias de 2008

Notícias de 2007

Materiais para radialistas

Contatos

 

7.000 recém-nascidos morrem a cada dia, apesar da queda constante na mortalidade dos menores de 5 anos, diz relatório

Mantidas as tendências atuais, 30 milhões de recém-nascidos morrerão nos primeiros 28 dias de vida entre 2017 e 2030

No Brasil, crianças indígenas têm duas vezes mais chances de morrer antes de completar 1 ano do que as outras crianças

NOVA IORQUE / GENEBRA / WASHINGTON, 19 de outubro de 2017 – A cada dia de 2016, 15 mil crianças morreram antes do seu quinto aniversário, 46% delas – ou 7.000 bebês – morreram nos primeiros 28 dias de vida, de acordo com um novo relatório da ONU.

Levels and Trends in Child Mortality 2017 (Níveis e Tendências da Mortalidade na Infância 2017 – disponível somente em inglês) revela que, embora o número de crianças morrendo antes dos 5 anos de idade tenha sido reduzido para 5,6 milhões em 2016, em comparação com quase 9,9 milhões em 2000, a proporção de mortes de menores de 5 anos durante o período neonatal passou de 41% para 46% no mesmo intervalo de tempo.

"A vida de 50 milhões de crianças menores de 5 anos foi salva desde 2000, uma prova do compromisso sério dos governos e parceiros no desenvolvimento para combater as mortes infantis evitáveis", afirmou Stefan Swartling Peterson, chefe de Saúde do UNICEF. "Mas, a menos que façamos mais para impedir que os bebês morram no dia em que nascem, ou dias após seu nascimento, esse progresso permanecerá incompleto. Temos o conhecimento e as tecnologias requeridos – precisamos apenas levá-los aonde são mais necessários ".

Se mantidas as tendências atuais, 60 milhões de crianças morrerão antes do quinto aniversário entre 2017 e 2030, metade delas durante o período neonatal, de acordo com o relatório divulgado pelo UNICEF, a Organização Mundial da Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Undesa), que compõem o Grupo Interagencial das Nações Unidas para Estimativas da Mortalidade na Infância (UN-IGME).

A maioria das mortes de recém-nascidos ocorreu em duas regiões: Ásia Meridional (39%) e África ao sul do Saara (38%). Cinco países registraram a metade de todas as mortes neonatais: Índia (24%), Paquistão (10%), Nigéria (9%), República Democrática do Congo (4%) e Etiópia (3%).

O Brasil é uma das nações que têm se destacado por reduzir a mortalidade infantil e na infância. Entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade de crianças de até 1 ano caiu 73,67% (Sinasc).  No entanto, bebês de até 1 ano ainda morrem no País por causas que poderiam ser evitadas. E as maiores vítimas da mortalidade infantil no Brasil são as crianças indígenas. Elas têm duas vezes mais risco de morrer antes de completar 1 ano do que as outras crianças brasileiras (Datasus 2011).

"Para alcançar uma cobertura universal de saúde e garantir que mais recém-nascidos sobrevivam e prosperem, devemos atender famílias desfavorecidas", disse Flavia Bustreo, diretora-geral assistente de Saúde da Família, da Mulher e da Criança na OMS. "Para prevenir doenças, as famílias precisam de poder aquisitivo, que suas vozes para sejam ouvidas e de acesso a cuidados de qualidade. Melhorar a qualidade dos serviços e cuidados oportunos durante e após o parto deve ser uma prioridade".

O relatório observa que muitas vidas podem ser salvas se as iniquidades globais forem reduzidas. Se todos os países tivessem atingido a mortalidade média dos países de alta renda, 87% das mortes de menores de 5 anos poderiam ter sido evitadas e quase 5 milhões de vidas poderiam ter sido salvas em 2016.

"É inconcebível que, em 2017, a gravidez e o nascimento da criança ainda sejam condições que ameaçam a vida das mulheres, e que 7.000 recém-nascidos morram diariamente", disse Tim Evans, diretor sênior de Saúde, Nutrição e População no Grupo do Banco Mundial. "A melhor medida de sucesso para a cobertura universal de saúde é que cada mãe não só possa ter acesso aos cuidados de saúde com facilidade, mas que esse cuidado seja de qualidade e acessível, que assegure uma vida saudável e produtiva para suas crianças e família. Estamos empenhados em expandir nossos financiamentos para apoiar a demanda dos países nesta área, inclusive por meio de mecanismos inovadores como o Mecanismo Global de Financiamento (GFF)".

A pneumonia e a diarreia encabeçam a lista de doenças infecciosas que ceifam a vida de milhões de crianças menores de 5 anos globalmente, representando 16% e 8% das mortes, respectivamente. As complicações do nascimento prematuro e as complicações durante o trabalho de parto ou na hora do parto foram as causas de 30% das mortes de recém-nascidos em 2016. Além dos 5,6 milhões de mortes de menores de 5 anos, 2,6 milhões de bebês morrem antes de nascer a cada ano, a maioria dessas mortes poderia ter sido evitada.

O fim das mortes infantis evitáveis pode ser conseguido por meio da melhoria do acesso a profissionais de saúde especializados durante a gravidez e no momento do nascimento; de intervenções vitais, como imunização, aleitamento materno e medicamentos baratos; e do aumento do acesso a água e saneamento, que estão atualmente fora do alcance das comunidades mais pobres do mundo.

Pela primeira vez, os dados de mortalidade para crianças mais velhas, de 5 a 14 anos de idade, foram incluídos no relatório, capturando outras causas de morte, como acidentes e lesões. Cerca de 1 milhão de crianças de 5 a 14 anos morreram em 2016.

"Este novo relatório destaca o notável progresso desde 2000 na redução da mortalidade entre crianças menores de 5 anos", afirmou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Liu Zhenmin. "Apesar desse progresso, ainda existem grandes disparidades na sobrevivência infantil entre regiões e países, especialmente na África ao sul do Saara. No entanto, muitas mortes nessas idades são facilmente evitáveis por meio de intervenções simples e econômicas administradas antes, durante e imediatamente após o nascimento. Reduzir as iniquidades e alcançar os recém-nascidos, as crianças e as mães mais vulneráveis é essencial para atingir a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sobre acabar com as mortes evitáveis na infância e garantir que ninguém seja deixado para trás".

O relatório também observa que:

  • Na África ao sul do Saara, as estimativas mostram que 1 a cada 36 crianças morre no primeiro mês de vida, enquanto, nos países de alta renda, a proporção é de 1 a cada 333.
  • A menos que a taxa de progresso melhore, mais de 60 países não alcançarão o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU de acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos até 2030 e metade deles não atingirá a meta de 12 mortes neonatais por 1.000 nascidos vivos até 2050. Esses países registraram cerca de 80% das mortes neonatais em 2016.

###

Sobre o UN-IGME
O Grupo Interagencial das Nações Unidas para Estimativas da Mortalidade na Infância (UN-IGME, do nome em inglês) foi formado em 2004 para compartilhar dados sobre a mortalidade na infância, harmonizar as estimativas dentro do sistema das Nações Unidas, melhorar os métodos de reportar as estimativas da mortalidade na infância em relação ao progresso dos objetivos de sobrevivência infantil e aumentar a capacidade do país de produzir estimativas oportunas e devidamente avaliadas de mortalidade na infância.

O UN-IGME é liderado pelo UNICEF e inclui a Organização Mundial da Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas. Para mais informações, visite: http://www.childmortality.org/.

Sobre a OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) é a autoridade de direção e coordenação da saúde no sistema das Nações Unidas. É responsável por fornecer liderança em assuntos globais de saúde, moldar a agenda de pesquisa em saúde, estabelecer normas e padrões, articular opções de políticas baseadas em evidências, fornecer apoio técnico aos países e monitorar e avaliar tendências de saúde e melhorar a segurança sanitária global. Para mais informações sobre a OMS e seu trabalho, visite http://www.paho.org/bra/.

Sobre o Grupo do Banco Mundial
O Grupo do Banco Mundial é uma fonte vital de assistência financeira e técnica aos países em desenvolvimento em todo o mundo, com o objetivo de acabar com a pobreza extrema e aumentar a prosperidade compartilhada. Melhorar a saúde é parte integrante da realização desses objetivos. O Grupo do Banco fornece financiamento, análises de ponta e conselhos de políticas para ajudar os países a expandir o acesso a cuidados de saúde de qualidade e acessíveis; proteger as pessoas de entrar na pobreza ou piorar a pobreza devido a doenças; e promover investimentos em todos os setores que formam o alicerce de sociedades saudáveis. Para mais informações, acesse www.worldbank.org/health

Sobre a Divisão de População da ONU
A Divisão de População do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas é uma fonte líder de informação e análise sobre as tendências globais da população e um importante centro de pesquisa demográfica que apoia os processos intergovernamentais na ONU na área de população e desenvolvimento. A Divisão produz estimativas e projeções demográficas para todos os países, incluindo dados essenciais para o monitoramento do progresso em direção ao alcance dos objetivos globais de desenvolvimento. Para mais informações sobre a Divisão de População e seu trabalho, visite www.unpopulation.org.

Sobre o UNICEF
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

Acompanhe nossas ações no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.

Você também pode ajudar o UNICEF em suas ações. Faça uma doação agora.

Informações para a imprensa:
UNICEF Brasil
Elisa Meirelles Reis
Telefone: (61) 3035 1979
E-mail: ereis@unicef.org

Pedro Ivo Alcantara
Telefone: (61) 3035 1947
E-mail: pialcantara@unicef.org

 

 
unite for children

O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) é uma parte integral das Nações Unidas. A missão do UNICEF é promover os direitos e bem-estar de todas as crianças em tudo o que fazemos e, junto com nossos parceiros, traduzir esse compromisso em ações práticas em benefício das crianças de todos os lugares. Nossos programas dependem integralmente de contribuições voluntárias de pessoas físicas e organizações, além dos fundos arrecadados por meio de nossas atividades, como a venda de produtos licenciados. O UNICEF é isento de todos os impostos diretos no Brasil sob os direitos internacionais e brasileiros.

Para mais informações relacionadas à sua doação, entre em contato no 0800-605-2020 ou pelo e-mail amigodacrianca@unicef.org

Para informações de privacidade, acesse nossa política de privacidade.

CNPJ: 03744126/0001-69