O porto seguro de Jéssica

Espaço Amigo da Criança na Rodoviária Internacional de Boa Vista, criado pelo UNICEF em parceria com a Visão Mundial, recebe crianças venezuelanas que vivem em situação de rua

UNICEF Brasil
imagem mostra a mão de uma menina montando um brinquedo. seu rosto foi propositalmente escondido para preservar a identidade da criança.
UNICEF/BRZ/Inaê Brandão

02 Maio 2019

Em Boa Vista, 500 crianças venezuelanas e suas famílias ainda vivem em situação de rua enquanto aguardam vaga em um dos 11 abrigos para imigrantes instalados na cidade. Jéssica*, de 6 anos, é uma delas. Sem destino certo no País, a menina dorme com a mãe e o irmão de 14 anos na Rodoviária Internacional de Boa Vista há dois dias.

A família veio para o Brasil buscando tratamento de saúde para Jéssica, que sofre com uma cardiopatia congênita. “Apesar da doença, ela é muito ativa, inteligente e faz amigos com muita facilidade. Não há quem não goste dela”, diz a mãe da menina.

Após a primeira noite na rodoviária, Jéssica teve uma grata surpresa pela manhã ao se deparar com um espaço preparado para recebê-la. “Quando vi que eles tinham jogos, saí correndo para brincar. Hoje fiz amigos e participamos de várias atividades. Gostei bastante e quero vir todo dia”, conta a menina.

O Espaço Amigo da Criança onde Jéssica passou o dia foi criado na rodoviária pelo UNICEF em parceria com a Visão Mundial para atender crianças e adolescentes que vivem em situação de rua próximo ao local. Ele é uma ferramenta usada em situações de emergência e tem como foco proteger e garantir o direito da criança de brincar.

foto mostra duas crianças sentadas a uma mesa plástica; uma delas está desenhando. os rostos das crianças estão propositalmente escondidos para preservar sua identidade.
UNICEF/BRZ/Inaê Brandão

É por meio da brincadeira que meninos e meninas se expressam e se recuperam dos impactos emocionais causados pela migração. Enquanto as crianças se divertem, cabe aos monitores do local atuar na prevenção contra violência e reportar à rede de proteção possíveis casos detectados.

Com o início do funcionamento em fevereiro de 2019, cerca de 60 crianças são atendidas por dia no local. Para os pais que buscam no Brasil um recomeço, o espaço é uma ajuda. “Fico contente porque aqui meus filhos não estão no sol e estão protegidos”, afirma a mãe de Jéssica.

*O nome da criança foi alterado para preservar sua identidade


Conheça o trabalho do UNICEF Brasil pelas crianças e pelos adolescentes migrantes venezuelanos.


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