“Muitos jovens não sabem como conseguir uma primeira oportunidade”

Participante do projeto Chama na Solução Rio de Janeiro, Thayane Freitas criou com seu grupo a iniciativa Ponte para Mudanças, para apoiar jovens das periferias e favelas que estão procurando uma primeira oportunidade no mundo do trabalho

UNICEF Brasil
uma adolescente olha para a câmera sorrindo
UNICEF/BRZ/Fábio Caffé
19 junho 2020

Recém-formada no ensino médio, a adolescente Thayane Freitas da Silva, 17 anos, mora desde pequena na comunidade da Palmeirinha, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro. Thay, como também gosta de ser chamada, participa de diferentes ações sociais. Uma delas é o Ponte para Mudanças, que nasceu da solução desenvolvida por seu grupo durante os encontros do projeto Chama na Solução Rio de Janeiro, iniciativa do UNICEF em parceria técnica com o Cedaps para aproximar os jovens das favelas e periferias do mundo do trabalho.

“O maior desafio identificado foi a falta de informação que a juventude tem sobre como se preparar para uma entrevista de emprego”

Thayane Freitas da Silva, 17 anos, Rio de Janeiro

“Muitos jovens não sabem como conseguir uma primeira oportunidade. São muitos os que estão tentando pela primeira vez e não sabem como se comportar ou montar um currículo”, explica Thayane.

Ela conta que seu grupo buscou muitas informações relacionadas ao tema e que, ao longo dos encontros, foi consolidando as ideias. “As ideias passaram por muitas mudanças, mas alcançamos um resultado positivo”, conta a jovem.

Em especial, a mudança repentina nos hábitos por conta do novo coronavírus impactou à rotina de todos, além do planejamento do projeto.

 “Estou estudando por conta própria em casa e mantendo os projetos por meio de reuniões virtuais. Para minha família, também mudou. Minha irmã está trabalhando desde casa, e minha mãe teve que parar seu trabalho, que é na área de estética”, descreve Thayane.

um grupo de adolescentes e jovens posa para a foto, eles usam camiseta do projeto Chama na Solução e estão sorrindo
UNICEF/BRZ/Fábio Caffé

Em relação ao projeto, a adaptação não foi tão complicada, pois a maior parte da nossa proposta sempre foi digital. A proposta foi criar um jogo online que representa um plano de vida, que ajude na definição de metas e na busca de oportunidades. No contexto da pandemia, o grupo também pretende oferecer um espaço de acolhimento.

“Como nosso projeto é no mundo virtual, pensamos em levantar uma campanha relacionada a saúde mental no período da pandemia além de dar dicas de prevenção. Estamos usando o Twitter (@ChamanoPPM) para levar o assunto de forma mais divertida e de jovem para jovem”, finaliza Thayane.