Gabriel agora é cidadão

Com registro civil de nascimento, Gabriel passou a ser atendido no posto de saúde e nas ações da assistência social

UNICEF Brasil
Gabriel, 1 ano, está vestido com uma camisa azul e olha para o lado. Ele segura um brinquedo na mão e está com a cordinha do brinquedo na boca.
UNICEF/BRZ/Taciano Brito

05 Julho 2019

O Conselho Tutelar de Urbano Santos (MA) começou a acompanhar a família de Marineide Alves Valentim. A moça vivia sozinha, com cinco dos nove filhos, e muitas dificuldades financeiras. Por conta disso, as crianças acabavam ficando muito sozinhas em casa.

Da esquerda para a direita, uma adolescente, um bebê, a mãe a uma menina pequena olham para a câmera. Eles estão dentro da casa de tijolos aparentes.
UNICEF/BRZ/Taciano Brito

Quando a conselheira tutelar Meyre Santos começou a conhecer melhor a situação, descobriu que os dois filhos mais novos, Gabriel, 1 ano, e Bruna, 4 anos, não tinham registro de nascimento. A mãe queria que o pai das crianças assumisse suas obrigações e registrasse os filhos. Ele se negava. E ela tinha receio de que fazer o registro sozinha o desobrigasse a ajudá-la financeiramente. “Depois de muita conversa, explicamos a ela que o registro era um direito das crianças”, conta Meyre.

uma mulher no cartório entrega a certidão de nascimento de Gabriel para sua mãe. O bebê está no colo da mãe e a irmãzinha está sentada ao lado deles. Atrás há um homem em pé.
UNICEF/BRZ/Taciano Brito

Junto com o registro, veio a vaga na pré-escola para a Bruna, que já tinha idade para ingressar nela. E as ações não pararam por aí. “Percebemos que as crianças precisavam de mais apoio e nos articulamos com diferentes áreas para garantir a proteção integral a eles”, diz a conselheira.

família saindo de casa a caminho da escola. a mãe segura o bebê e está de mãos dadas com o filho com uniforme escolar, que segura a mão da irmãzinha.
UNICEF/BRZ/Taciano Brito

O município organizou uma rede para cuidar de Gabriel, Bruna e dos outros três irmãos, Eliesio, Willian e Caroline. Os mais velhos já estavam na escola e passaram a frequentar, no contraturno escolar, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Centro de Convivência. Com isso, as crianças passaram a estar atendidas durante todo o dia, com diversas atividades, em vez de ficar em casa.

a mãe com o bebê no colo está atrás da filha caçula e ao lado de dois outros filhos - uma menina e um menino. eles estão em frente ao Creas.
UNICEF/BRZ/Taciano Brito

O diálogo entre os serviços foi se tornando cada vez mais forte, fazendo com que as informações fossem compartilhadas e as crianças estivessem protegidas. Hoje, a situação da família ainda é difícil, mas Marineide e os filhos têm com quem contar.