“Eu fico mais segura na escola agora”

Para apoiar o município de Goiana, em Pernambuco, o UNICEF, em parceria com a Klabin, entregou 13 estações de lavagens de mãos a escolas públicas

UNICEF Brasil
Foto mostra a mão de uma criança embaixo de uma torneira de água.
UNICEF/BRZ/João Lucas
02 agosto 2021

A escola de Maria Lúcia Gonçalves, de 10 anos, está se preparando para a volta às aulas, e a menina está contando os dias para estar na sala de aula. “Eu estou muito animada para a volta, não vejo a hora, estou muito feliz. Já estava esperando há muito tempo, estava orando muito para as aulas voltarem”, conta. A menina estuda na Escola Municipal Francisco Nicolau da Silva, na Praia de Atapuz, uma vila pesqueira no município de Goiana, em Pernambuco. Depois de mais de um ano de ensino remoto, agora pouco a pouco a escola tem se preparado para receber novamente meninas e meninos para aulas presenciais.

Para apoiar o município, o UNICEF, em parceria com a Klabin, realizou a entrega de 13 estações de lavagens de mãos em escolas públicas, compostas por uma pia, dispenser para sabão líquido e para papel de secagem de mãos. Além disso, foram entregues totens de álcool em gel, sabonete líquido e absorventes. Folhetos informativos e cartazes sobre como prevenir e controlar a covid-19, com orientações sobre lavagem de mãos, uso de máscara e saúde menstrual, também foram disponibilizados nos espaços da escola. Tudo para contribuir com uma reabertura segura, e com a saúde de todos na escola.

Vendo todas as adaptações, a vontade de Maria Lúcia em voltar a percorrer os corredores aumenta mais ainda. “Eu fico mais segura agora”, confessa.

“A gente tem que se prevenir muito bem, porque o caso está muito sério. Com distanciamento, usar o álcool em gel, usar a máscara, não tocar no olho, na boca e no nariz.”

Maria Lúcia Gonçalves, 10 anos, Goiana, Pernambuco
Foto mostra uma mulher colocando álcool em gel na mão. Na parede em frente a ela, há um cartaz com o personagem Cascão, da Turma da Mônica, instruindo sobre lavagem de mãos.
UNICEF/BRZ/João Lucas

Desafios na pandemia
Durante a pandemia, a escola permaneceu aberta, mesmo sem as aulas presenciais, e adotou o ensino remoto para os estudantes, o que foi um grande desafio. A diretora da Francisco Nicolau, Maria José de Oliveira, conta que foi um período muito difícil, já que muitos estudantes não têm acesso a internet ou celulares para as atividades online.

A escola tem disponibilizado atividades impressas a cada 15 dias para que os estudantes realizem em casa, mas Maria José acredita que será um grande diferencial ter todos os meninos e as meninas dentro da sala de aula novamente, para garantir o contato necessário com os professores e melhorar o aprendizado. “Não é a mesma coisa a aula online e a aula presencial. Os alunos que não têm internet estão sem nenhum contato direto com professor”, conta.

Maria Lúcia está no 5º ano e contou muito com a ajuda da mãe durante este período de ensino remoto. O acesso à internet tem sido um desafio para a menina por conta da instabilidade de conexão. Ela tem assistido às aulas e feito as atividades escolares pelo celular, mas, por vezes, quando perde o acesso à internet, não consegue acompanhar as tarefas passadas pelo professor. “Por exemplo, o professor passa uma atividade e, quando a internet volta, eu já não entendo o que é aquilo”, explica.

Por isso, para a gestora da escola, a volta às aulas é essencial e urgente. Maria José conta que, na Praia de Atapuz, a covid-19 já está controlada, com grande parte da população vacinada, incluindo os professores, além de não haver registros de casos da doença em crianças. A ansiedade para a volta não é só dos estudantes como Maria Lúcia, que sente muita falta dos amigos, mas também das famílias e dos professores. “A escola está sendo preparada para receber os alunos. A volta seria em dias alternados, dividindo as turmas, para que todos os alunos sejam atendidos e as aulas voltem a acontecer. Essa é a nossa maior expectativa, e a dos pais também”, conta.

Foto mostra o pé de uma mulher acionando o pedal do totem de álcool em gel.
UNICEF/BRZ/João Lucas

Maria José está esperançosa, e acredita que os novos materiais recebidos pela escola vão contribuir para a volta às aulas com mais segurança. “As crianças vão passar a ter uma rotina que talvez não tenham em casa, de lavar as mãos, de usar o álcool em gel. Sabemos que muitas não têm acesso a isso em casa, e aqui na escola elas vão ter todo o material esperando por elas. Ensinar a lavar as mãos, usar o álcool gel é uma educação, é um hábito que vai passar a ser diário aqui na escola”, conclui.

Além de as entregas de materiais, foi realizada uma capacitação para professores e gestores educacionais das 13 escolas municipais de Goiana beneficiadas com as doações – e ainda um webinário que alcançou mais outras 31 escolas do município – sobre protocolos para promoção de higiene, comportamentos protetivos de saúde e rotinas de lavagem de mãos para preparação dos espaços escolares para a reabertura segura.