“Estou com a cabeça nas alturas!”

O UNICEF, em parceria com a marca JOHNSON’S®, da Johnson & Johnson, contribuiu para João Marcelo, 8 anos, e outras crianças voltarem às aulas presenciais, após mais de um ano em casa

UNICEF Brasil
Foto mostra um menino lavando as mãos em uma estação de lavagem de mão com desenhos do Mauricio de Sousa e o logo do UNICEF. O menino está usando máscara e olha para a câmera. Atrás dele vemos um corredor de uma varanda.
UNICEF/BRZ/Elias Costa
06 dezembro 2021

Na Ilha do Combu, em Belém, no estado do Pará, a Escola Municipal Professor Milton Monte finalmente pôde abrir suas portas após mais de um ano sem aulas presenciais. “Eu percebi que a escola está diferente, estamos seguindo todos os protocolos de segurança”, diz João Marcelo Silva, de 8 anos, que está no 3º ano do ensino fundamental. “Já faz uns dois dias que eu voltei para a escola e já estou me sentindo com a cabeça nas alturas”, completa o menino, feliz.

Para apoiar a reabertura segura em 44 escolas no Pará e no Piauí, o UNICEF, em parceria com a marca JOHNSON’S®, pertencente a Johnson & Johnson, entregou estações de lavagem de mãos, beneficiando mais de 4 mil crianças, incluindo a escola de João. Ele acha que, podendo se prevenir, vai melhorar bastante a ida à escola. “Estamos sempre passando álcool em gel, lavando as mãos, usando máscara, mantendo distanciamento, para ver se todo mundo fica seguro por aqui”, conta.

Desafios na pandemia
A pandemia foi um desafio a mais para estudantes que não tinham acesso à internet ou a aparelhos adequados para acompanhar aulas remotas na Ilha do Combu. João passou mais de um ano estudando por meio de atividades impressas que sua mãe buscava na escola. “Lá em casa a internet não é bacana, e é só no telefone da mamãe. Como [a internet] no celular não dura muito tempo, ela olhava quando mandavam as tarefas, dizia o que tinha que fazer e eu fazia”, lembra o menino. Ele contou com a ajuda da mãe e dos avós em todos os momentos para seguir com o vínculo com a escola, mas sentia falta de poder voltar para as aulas.

Foto mostra uma mulher parada em frente à entrada de uma escola. Ela usa máscara e segura um panfleto nas mãos.
UNICEF/BRZ/Elias Costa

Magnólia Medrado, coordenadora pedagógica da Milton Monte, também esperava ansiosamente por esse momento. Apesar de trabalhar na escola desde 2018 e na rede municipal há 22 anos, enfrentar as mudanças trazidas pela covid-19 precisou de novas adaptações. “Aqui na ilha a dificuldade é a conectividade, porque muitas crianças moram no centro da ilha e não têm aparelhos, celular, internet, ou o crédito no celular. E isso dificulta muito”, explica.

Por isso, era tão importante a volta às aulas presenciais na ilha do Combu. A escola tomou todas as providências necessárias para fazer isso acontecer: conversou com as famílias dos estudantes e com toda a comunidade escolar, adaptou as salas de aula e os espaços da escola com distanciamento, orientação adequada contra a covid-19, além do álcool em gel. Agora, somam-se a esses esforços também as estações de lavagem de mão recebidas pela escola. “Vão ajudar muito. São adaptadas para educação infantil, é um mobiliário novo, interessante, lúdico, e chamativo para a criança. Incentiva e ajuda na higiene, estou muito feliz que nossa escola tenha sido contemplada”, agradece.

Com tudo funcionando para a volta às aulas presenciais, Magnólia está positiva. “Houve perdas sim, prejuízos na aprendizagem, mas acho que vamos recuperar em menos tempo do que imaginamos”, explica. Todos os cuidados foram tomados, e os alunos já puderam voltar para as salas de aulas, mas João ainda sonha com algo mais. “Quando chegar a nossa vez da vacina, espero que eu já esteja pelo menos no 4º ano, para ver se posso pelo menos dar um abracinho”, diz, esperançoso.