Conectar é incluir

UNICEF e Lenovo/Motorola se unem na entrega de 250 kits conectividade em comunidades de São Paulo

UNICEF Brasil
Uma adolescente está em pé na frente de um banner. Ela usa máscara e segura uma sacola com o logotipo do UNICEF.
UNICEF/BRZ/Alécio Cezar
21 julho 2021

Interagir com os amigos, ouvir música, assistir a filmes e estudar. Essas são algumas das atividades que os jovens praticam na internet.

O acesso à internet é fundamental para que crianças e adolescentes, em especial os que estão em situação de vulnerabilidade, consigam exercer seu direito à educação, cuidar da saúde mental, se proteger e ser protegidos contra a violência e ter acesso a informações confiáveis. É um investimento fundamental não apenas no contexto da pandemia, mas também em médio e longo prazos.

Letícia Cristiely Oliveira, adolescente de 15 anos, moradora da comunidade Real Parque, em São Paulo, é um exemplo disso. Ela, que participa do projeto Trilhas Digitais do UNICEF em parceria com a British Telecom, foi uma dos 250 adolescentes que receberam kits conectividade, fruto de uma doação da empresa Lenovo/Motorola. Para a realização da entrega, o UNICEF contou com o apoio do Instituto Tellus. Três organizações da sociedade civil (OSC) receberam os kits conectividade em diferentes territórios de São Paulo: Arco Associação Beneficente (Chácara Flórida), Instituto Ana Rosa (Vila Sônia) e Projeto Casulo (Real Parque), do qual Letícia faz parte.

Os kits oferecem um aparelho de celular com chip com recarga para seis meses, uma publicação com dicas de prevenção contra a Covid-19, máscaras e álcool em gel. Além disso, os adolescentes contemplados com os kits conectividade foram inscritos no sistema de apoio pedagógico e acompanhamento utilizados nas formações em cada OSC.

A estudante, que está no primeiro ano do ensino médio, já vê resultados positivos e mudanças na sua rotina. “Agora uso meu celular sem preocupação. Não só para os estudos, mas também para me comunicar com meus amigos e familiares que moram longe”.

Uma adolescente está sentada a uma mesa, olhando para o celular. Na frente dela, em cima da mesa, aparece um laptop e uma sacola com o logo do UNICEF.
UNICEF/BRZ/Alécio Cezar
Letícia Oliveira, 15 anos, participa do projeto Trilhas Digitais, na Cidade de São Paulo, e foi uma dos 250 adolescentes que receberam kits conectividade, fruto de uma doação da Lenovo/Motorola.

Letícia mora em uma casa com mais quatro pessoas. Duas delas, seus irmãos, também estão em fase escolar. A alternativa para os tempos sem celular era ir à escola buscar materiais e atividades impressos. Letícia destaca que essa rotina era muito cansativa, pois, além de sua escola ser longe de casa, ela ainda precisava lidar com a falta de internet e recursos para assistir às aulas. Isso porque, antes de receber o kit conectividade, a família da adolescente contava com apenas um celular e seu pai precisava utilizá-lo para trabalhar.

Em novembro de 2020, mais de 5 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos estavam sem acesso à educação no País – seja por estar fora da escola, seja por não conseguir acessar atividades escolares. O número equivale a um retrocesso de duas décadas, voltando aos números da exclusão escolar no ano 2000.

Uma das principais razões para a exclusão é a falta de acesso à internet. Em 2019, 4,8 milhões de crianças e adolescentes de 9 a 17 anos de idade viviam em domicílios sem acesso à internet no Brasil (17% dessa população). É fundamental, portanto, investir agora e priorizar recursos para ampliar o acesso à internet a estudantes e professores, em especial aqueles em situação de maior vulnerabilidade.

Embora o ensino remoto tenha sido visto como uma possível solução durante a pandemia, Letícia revela que não teve uma boa experiência. “É muito complicado estudar em casa sem os professores presentes. Às vezes, durante a aula online, a internet caía e eu ficava perdida nas atividades”, afirma.

Com a possibilidade de interagir e estudar virtualmente, Letícia revela a esperança de realizar seu sonho de ser advogada. No futuro, a adolescente espera fazer a diferença em sua comunidade. “Se, assim como eu tive, as pessoas tiverem problemas com internet e com os estudos no futuro, eu quero ajudar da mesma forma que fui ajudada”, afirma.