“As pessoas precisam ter mais conhecimento sobre a pandemia”

O UNICEF, em parceria com a Colgate-Palmolive, entregou mais de 200 mil kits de higiene para famílias de estudantes de escolas públicas de Belém, Fortaleza, Manaus, Recife, Salvador e São Luís

UNICEF Brasil
uma adolescente usando um cocar e máscara lava as mãos
UNICEF/BRZ/José Nilson
31 março 2021

Thaís Silva, de 14 anos, era uma adolescente muito ativa em sua comunidade antes da pandemia. A menina é indígena, moradora da aldeia Pitaguary, no município de Pacatuba, perto de Fortaleza, no Ceará. Além de estudar na escola de sua comunidade, atuava como guia no museu indígena local, fazia cursos, promovia palestras e participava de grupos da juventude indígena. “Isso eu fazia todo dia, e nessa pandemia mudou tudo. E eu ainda estou tentando me acostumar”, conta.

Com a chegada da pandemia, todas as atividades de Thaís foram adaptadas para o online, e a sua aldeia passou a enfrentar os desafios com a contaminação pelo coronavírus. “Foi bem complicado aqui e ainda está sendo, porque agora aumentou o número de casos, tivemos mortes próximas, outras pessoas que pegaram Covid. Mas estamos conseguindo reverter essa situação”, diz a adolescente.

Para ajudar na missão de prevenção da Covid-19, em parceria com a Colgate-Palmolive, o UNICEF distribuiu 200 mil kits de saúde bucal infantil e sabonetes em Belém, Fortaleza, Manaus, Recife, Salvador e São Luís para crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade.

Para Thaís, além de ajuda para as famílias, a doação significou uma oportunidade para que pais, mães e responsáveis se informassem mais sobre o coronavírus. “O kit foi um alerta para os pais terem cuidados de higiene com os filhos. Gostei do panfleto que veio com algumas informações sobre o que fazer. Isso é importante porque, quando os pais receberem, eles vão ver, ler e se preocupar, vão ter uma noção melhor [sobre a Covid-19]”, explica.

Thaís também aproveita para deixar um recado importante para todos. “Queria alertar as pessoas para que pesquisem mais sobre a pandemia, que tenham conhecimento. O problema que eu vejo são as notícias falsas que estão compartilhando sobre o vírus”, explica.

uma adolescente usando um cocar e máscara segura uma sacolinha com produtos de higiene
UNICEF/BRZ/José Nilson

As entregas de doações foram realizadas em escolas das cidades, que receberam as doações e distribuíram para estudantes e famílias. A escola em que Thaís estuda, que está fechada por conta da pandemia da Covid-19, foi um desses polos de entrega. Thaís foi até lá para buscar o seu kit. Ela tem estudado de maneira remota durante a pandemia, mas já não vê a hora de poder voltar para as aulas presenciais. Apesar de ter se acostumado ao novo formato, percebe que muitos de seus colegas não conseguiram. “Mas minha escola está fazendo de tudo para o aluno aprender”, diz.

No futuro, ela sonha em devolver para sua escola tudo o que aprendeu, cursando faculdade de pedagogia e sendo professora em sua comunidade. Para o presente, deixa mais uma mensagem importante, para os adolescentes. “Mesmo o ensino remoto sendo difícil, quero dizer que todo mundo se esforce. Porque, se Deus quiser, esta pandemia passa, e todo mundo vai estar vacinado!”, conclui, esperançosa.