UNICEF promove conscientização sobre HIV e Covid-19 para adolescentes e jovens de Belém

Desde 2020, o projeto Viva Melhor Sabendo Jovem já desenvolveu formações online, testagem e aconselhamento, disponibilização de autotestes de HIV, além de distribuição de kits conectividade para jovens em situação de vulnerabilidade social

04 março 2021
uma jovem vestindo a camiseta do projeto VMSJ posa segurando um certificado. Ela usa máscara.
UNICEF/BRZ/Karla Braga

Belém, 4 de março de 2021 – Por meio do projeto Viva Melhor Sabendo Jovem (VMSJ), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Instituto Peabiru, em parceria com a Prefeitura de Belém e diversas organizações sociais, estão realizando ações de formação, entrega do autoteste de HIV e aconselhamento antes e depois do teste para adolescentes e jovens da capital paraense e sua Região Metropolitana. Essa estratégia tem por objetivo a promoção da saúde e a ampliação da testagem entre jovens e adolescentes na cidade. O VMSJ também promoveu a discussão sobre os cuidados em relação ao HIV e direitos sexuais e reprodutivos com adolescentes e jovens de Belém ao longo de quatro meses, entre 2020 e 2021, realizando atividades como processos formativos online, e atendimento telefônico especializado para acolhimento, além de distribuição de kits conectividade para 300 alunos do 3º ano do ensino médio e jovens, em situação de vulnerabilidade social, que se prepararam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Além disso, o projeto contou com formações online para 25 adolescentes e jovens de diferentes organizações sociais e regiões da cidade com o objetivo de contribuir no desenvolvimento de competências para realizar formação entre pares na prevenção do HIV/aids e da Covid-19. Ademais, 60 profissionais que atendem adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade foram contemplados com processos de advocacy e compartilhamento de tecnologias de prevenção e testagem do HIV.

Com o intuito de ampliar em 30% a distribuição do autoteste de HIV para adolescentes e jovens, entre 14 e 29 anos, com aconselhamento pré e pós-teste, o projeto disponibilizou ainda gratuitamente o autoteste de HIV para 90 adolescentes e jovens da Região Metropolitana de Belém por meio de ação de testagem e aconselhamento e também por via de um atendimento telefônico especializado, objetivando aumentar o acesso de adolescentes e jovens mais vulneráveis ao diagnóstico oportuno para o HIV e a inserção ativa daqueles testados positivos na adesão ao tratamento, na sua capacidade do autocuidado e sucesso na terapia antirretroviral.

Na entrega do insumo, os jovens receberam orientações sobre como funciona o autoteste, riscos, potencialidades, janela imunológica, uso de preservativos e prevenção combinada, bem como passaram por uma entrevista para registro com um(a) técnico(a) do projeto. Para o estudante de enfermagem Eudes Júnior, 20, participar do projeto foi fundamental para a troca de experiências e aprendizados. “A gente pôde participar de rodas de conversas, palestras e cursos de aperfeiçoamento, porque antes de a gente entrar em contato com os adolescentes e jovens fomos orientados em como realizar a abordagem, a testagem rápida e os aconselhamentos. Tudo isso foi engrandecedor tanto na minha formação acadêmica quanto na minha formação pessoal”, garante.

Como primeira experiência nessa área de atuação, Caroline Nogueira, 22, estudante de comunicação social, considera que foi um contato excepcional. “Aprendi muito e a minha visão sobre o HIV melhorou a respeito das informações que pude absorver participando do projeto. Quando a gente trabalha na comunicação e vê os meios de prevenção sendo divulgados para mais pessoas é uma experiência muito boa”, explica.

De acordo com Antônio Carlos Cabral, especialista de Saúde e HIV do UNICEF Brasil, “a tendência à juvenilização da epidemia de HIV/aids é uma real preocupação nos tempos atuais. O Viva Melhor Sabendo Jovem garante o acesso às informações sobre prevenção, e por meio do autoteste a autonomia, o aconselhamento e a descentralização das atividades no diagnóstico de adolescentes e jovens que vivem com o HIV”, salienta.

Em concordância com o Ministério da Saúde, por meio do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids de 2020, o Pará apresenta um coeficiente de mortes pelos agravos da aids superior à média nacional: 7,7 óbitos por 100 mil habitantes, sendo a média nacional de 4,1 óbitos/100 mil habitantes. Outro dado preocupante é o de crianças nascendo com HIV transmitido pelas mães. Conforme o Boletim, entre as capitais do País, a maior taxa de detecção do HIV em crianças menores de 5 anos foi encontrada em Belém: 8,3/100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 1,9 por 100 mil habitantes.

Já segundo os dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), na região metropolitana de Belém, em 2019 foram notificados 260 casos positivos para o HIV em pessoas entre 14 e 29 anos. Já em 2020, até o mês de março foram notificados mais 50 novos casos na mesma faixa de idade, sendo 52% dos 96 casos notificados de todas as faixas etárias.

Contatos para a imprensa

Ida Pietricovsky de Oliveira
Especialista em Comunicação
UNICEF Brasil
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