UNICEF anuncia apoio ao modelo de rotulagem de triângulos proposto pelo Idec

Para órgão, modelo é o mais eficiente para conter os índices crescentes de obesidade infantil e permite interpretações rápidas por parte das crianças

14 Outubro 2019

São Paulo, 11 de outubro de 2019 – O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), juntamente com outras organizações, tem liderado a discussão para a inclusão de alertas na parte frontal dos produtos alimentícios ultraprocessados para quando há excesso de nutrientes como açúcar, sódio e gorduras saturadas. Hoje, Dia Mundial da Prevenção da Obesidade, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), instituição que também defende tal proposta, anunciou o apoio às ações do Idec para informar a sociedade sobre os benefícios da rotulagem frontal.

A aliança inédita acontece no momento em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está recebendo contribuições e opiniões dos consumidores, por meio de uma consulta pública, sobre qual o modelo de rotulagem nutricional deve ser adotado no País. O processo de participação popular termina em 6 de novembro.

Saiba mais sobre o modelo de rotulagem frontal e a consulta pública.

“O Brasil vive um grande crescimento da obesidade e do sobrepeso entre crianças e adolescentes, o que traz uma série de consequências negativas para o desenvolvimento e a saúde em todo o ciclo de vida. Desenvolver hábitos alimentares saudáveis nos primeiros anos de vida traz benefícios para toda a vida. A informação é fundamental para isso e a rotulagem frontal é uma importante ferramenta para que as famílias tomem decisões sobre a alimentação de suas crianças”, afirma Cristina Albuquerque, chefe de Saúde, Desenvolvimento Infantil e HIV/aids do UNICEF no Brasil.

Atualmente, uma a cada três crianças está acima do peso e, segundo estimativas do Ministério da Saúde, até 2025, a população infantil com obesidade chegará a 11,5 milhões. De acordo com Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Idec, uma rotulagem adequada e eficiente ajuda na prevenção dessa e de outras doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes e alguns tipos de câncer.

“As informações presentes hoje nas embalagens de alimentos são ineficientes para informar as reais características de um produto. Lutamos muito pela abertura dessa consulta, pois os brasileiros tem o direito de saber o que comem”, afirma Bortoletto.

Modelo de triângulos
Pesquisas feitas no Brasil e no exterior e a experiência bem-sucedida de outros países não deixam dúvidas de que os triângulos, defendidos pelo UNICEF, Idec e outras organizações, são a melhor opção quando o assunto são as novas regras para os rótulos dos alimentos.

O modelo apresentado pelo Instituto simboliza a noção de alerta de forma mais fácil para os consumidores, já que permite interpretações rápidas de crianças pequenas ou adultos não alfabetizados.

Segundo a proposta, os alimentos embalados poderão ter até três ícones para identificar o excesso de açúcar, sódio e gorduras saturadas. Ou seja, cada triângulo representará um nutriente prejudicial à saúde.

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