Poder público e sociedade civil conversam sobre água, saneamento e higiene em Roraima
Encontro reuniu poder público, sociedade civil e lideranças migrantes para construir estratégias conjuntas de melhoria no acesso à água, saneamento e higiene
Boa Vista, 23 de outubro – Em continuidade ao primeiro encontro com associações de migrantes em Roraima, no qual o UNICEF apresentou sua metodologia de soluções para desafios comunitários, foi realizado o espaço de troca “Diálogo Comunitário sobre Acesso à Água, Saneamento e Higiene (WASH) para Populações Migrantes”. O evento reuniu representantes do poder público, da sociedade civil e lideranças comunitárias, promovendo a troca de conhecimentos sobre o funcionamento das políticas públicas do setor, a identificação dos principais desafios enfrentados para o acesso aos serviços e a elaboração de propostas para ampliar o acesso aos serviços, programas e políticas de água, saneamento e higiene para população migrante, com especial atenção para crianças e adolescentes.
No encontro, estiveram presentes a Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (CAER), o Programa Municipal de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua /Boa Vista), a FUNASA por meio da Superintendência Estadual de Roraima (SUEST- Roraima) e a Universidade Federal de Roraima (UFRR) que, na oportunidade, ouviram as dúvidas e demandas reais da população imigrante em Boa Vista relacionadas aos serviços de água, saneamento e higiene.
A chefe do escritório do UNICEF em Roraima, Tâmara Simão, ressalta que a atuação integrada entre o poder público e a sociedade civil é essencial para a construção e o fortalecimento de políticas públicas e na promoção do direito das crianças e adolescentes.
“Essa cooperação amplia a escuta das necessidades reais da população migrante, favorece a construção de soluções inclusivas e sustentáveis e fortalece a gestão participativa. Ao unir esforços, é possível ampliar o alcance das ações e promover melhorias efetivas nas condições de vida, com impacto direto sobre crianças e adolescentes em comunidades migrantes” destacou Tâmara.
A representante do Voz Migrante, Alba González, explica que o maior desafio enfrentado pela população migrante é ser visualizada enquanto cidadã do estado.
“Tanto o poder público, quanto a sociedade brasileira precisam entender que estamos aqui para somar, achar soluções. Mas isso deve partir do princípio de que somos parte dessa população. Então, por isso essa aproximação é importante para que possamos não só comunicar as lacunas, mas também construir as soluções em conjunto”, disse.
Na ocasião, instituições do poder público, organizações de migrantes e lideranças comunitárias tiveram a oportunidade de apresentar seus mandatos e campos de atuação. O espaço de diálogo também contou com grupos de trabalho por eixos temáticos - acesso a água potável, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e práticas de higiene -, com o objetivo de identificar desafios para acesso aos serviços e propor soluções.
O encontro resultou na elaboração, revisão e aprovação conjunta de um plano de ação entre as organizações, que consolida os principais desafios e propõe soluções colaborativas entre o poder público, associações e grupos comunitários de migrantes, visando ampliar o acesso da população migrante venezuelana aos serviços de água, saneamento e higiene. Entre as ações propostas destacam-se a implementação de soluções domiciliares, conexão com a rede pública de abastecimento de água e esgoto junto a CAER, expansão e fortalecimento das ações de monitoramento da qualidade de água junto ao Vigiagua, fortalecimento das ações de higiene/educação ambiental e a disseminação de informações culturalmente adequadas sobre programas e políticas públicas relacionados a WASH.
O espaço de troca “Diálogo Comunitário sobre Acesso à Água, Saneamento e Higiene (WASH) para Populações Migrantes” é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e o Instituto Pirilampos.
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