Mais de 395 mil crianças nascerão em todo o mundo no Dia de Ano Novo

À medida que 2019 se aproxima, o UNICEF apela às nações para que assegurem os direitos dos recém-nascidos à sobrevivência e ao acesso à saúde.

01 janeiro 2019
Foto de um dos primeiros bebês a nascer em 2019 no mundo
UNICEF/UN0269241/Chute
Um dos primeiros bebês nascidos em 2019. A filha de Losena Adi Bale nasceu à meia-noite do dia 1º de janeiro de 2019. Losena foi uma das duas mães que deram à luz entre 0h e 0h01 no hospital Memorial da Guerra Colonial, em Suva, Fiji.

Nova Iorque, 1º de janeiro de 2019 – Estima-se que 395.072 bebês nascerão em todo o mundo no Dia de Ano Novo, afirma o UNICEF. Desses, um quarto nascerá no sul da Ásia.

Em cidades ao redor do mundo, 2019 chega com grandes festas, mas também celebrará o nascimento de seus mais novos residentes. No primeiro dia do ano, Sydney vai receber cerca de 168 bebês, seguida por 310 em Tóquio, 605 em Pequim, 166 em Madri e, finalmente, 317 em Nova Iorque.

Fiji no Pacífico provavelmente terá o primeiro bebê nascido em 2019. Os Estados Unidos, o último. Globalmente, estima-se que mais da metade desses nascimentos ocorrerá em apenas oito países:

  1. Índia – 69.944
  2. China – 44.940
  3. Nigéria – 25.685
  4. Paquistão – 15.112
  5. Indonésia – 13.256
  6. Estados Unidos – 11.086
  7. Congo – 10.053
  8. Bangladesh – 8.428

Em todo o mundo, em 1º de janeiro, as famílias darão as boas-vindas a inúmeros Alexanders e Ayeshas, Zhengs e Zainabs. Mas, em vários países, muitos bebês nem chegarão a receber um nome, pois não passarão do primeiro dia.

Em 2017, cerca de 1 milhão de bebês morreram no dia em que nasceram e 2,5 milhões, durante o primeiro mês de vida. Entre essas crianças, a maioria morreu em decorrência de causas evitáveis, como prematuridade, complicações durante o parto e infecções como septicemia e pneumonia.

"Neste dia de Ano Novo, vamos todos fazer uma resolução para cumprir todos os direitos de todas as crianças, começando com o direito de sobreviver", disse Charlotte Petri Gornitzka, diretora executiva adjunta do UNICEF. "Podemos salvar milhões de bebês se investirmos em treinar e equipar profissionais de saúde locais para que todo recém-nascido venha em segurança".

O ano novo marcará o 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, que o UNICEF vai comemorar com eventos mundiais ao longo de 2019. Sob a convenção, os governos comprometeram-se, entre outras coisas, a tomar medidas para salvar todas as crianças, fornecendo cuidados de saúde de boa qualidade.

Nas últimas três décadas, o mundo registrou um progresso notável na sobrevivência infantil, reduzindo o número de crianças em todo o mundo que morrem antes de seu quinto aniversário em mais da metade. Mas houve um progresso mais lento para os recém-nascidos. Os bebês que morrem no primeiro mês respondem por 47% de todas as mortes entre crianças menores de 5 anos.

A campanha do UNICEF Every Child Alive pede investimentos imediatos para oferecer soluções de saúde acessíveis e de qualidade para todas as mães e recém-nascidos. Isso inclui fornecimento contínuo de água limpa e eletricidade nas unidades de saúde, a presença de um profissional de saúde durante o parto, amplos suprimentos e remédios para prevenir e tratar complicações durante a gravidez, parto e nascimento, e capacitar meninas adolescentes e mulheres que podem exigir melhor qualidade dos serviços de saúde.

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Notas para editores
Para obter estimativas completas e não arredondadas sobre nascimentos e expectativa de vida para 190 países, clique aqui. Para os 10 nomes de bebês mais populares em 20 países e número de nascimentos em 26 cidades, clique aqui. Para os dados, o UNICEF trabalhou com o World Data Lab.

As estimativas para o número de bebês nascidos baseiam-se nos indicadores do período e nas expectativas de vida dos World Population Prospects (2017). Com base nesses conjuntos de dados, o algoritmo do World Data Lab (WDL) projeta o número de nascimentos para cada dia por país e sua expectativa de vida correspondente. Métodos semelhantes foram aplicados para calcular o número de bebês nascidos em cidades específicas dos EUA e internacionais. Outras fontes de dados incluem dados da ONU, diferentes serviços governamentais dos EUA e estatísticas nacionais em vários países.

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