3.758 mochilas escolares expostas nas Nações Unidas mostram a grave escala de mortes de crianças em conflitos em 2018

No momento em que crianças em muitas partes do mundo retornam à escola, o UNICEF está pedindo uma maior proteção para as crianças que vivem em conflitos

08 Setembro 2019
Exposição ao ar livre mostra 3.758 mochilas em fileiras que lembram um cemitério, cada uma representando a perda irracional de uma vida jovem por causa de conflitos.
UNICEF/UN0341974

Fotos e vídeos disponíveis aqui

Nova Iorque, 8 de setembro de 2019 – Uma instalação do UNICEF para mostrar a escala devastadora de mortes de crianças em zonas de conflitos em 2018 foi descerrada hoje na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. A exposição sombria apresenta 3.758 mochilas em fileiras que lembram um cemitério, cada uma representando a perda irracional de uma vida jovem por causa de conflitos.

A instalação, que ficará exposta até 10 de setembro, é uma mensagem para os líderes mundiais no momento em que crianças em muitas partes do mundo estão retornando às aulas e apenas alguns dias antes da Assembleia Geral das Nações Unidas. Depois que a instalação for desativada, as mochilas vão continuar sua jornada para apoiar a educação de crianças.

"As mochilas do UNICEF sempre foram um símbolo de esperança e possibilidade de infância", disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore. "Em apenas duas semanas, os líderes mundiais reunidos na Assembleia Geral da ONU celebrarão o trigésimo aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança. Esta instalação deve lembrá-los do que está em jogo".

De acordo com o Relatório Anual de 2019 do Secretário-Geral sobre Crianças e Conflitos Armados, mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas em zonas de conflito no ano passado – o número mais alto desde que as Nações Unidas começaram a monitorar e denunciar essa grave violação. Esses são apenas incidentes verificados – é provável que os números reais sejam muito maiores. O UNICEF estima que em um quarto dessas incidências, as crianças perderam a vida.

Nos conflitos em curso no Afeganistão, no Iêmen, na República Centro-Africana, na Síria, na Somália, no Sudão do Sul e em muitos outros países, as crianças pagam o preço mais alto da guerra. O uso contínuo e generalizado de armas explosivas – como ataques aéreos, minas terrestres, morteiros, dispositivos explosivos improvisados, ataques com foguetes, bombas de fragmentação, projéteis de artilharia – causa a grande maioria dos danos em crianças nos conflitos armados.

"Como muitas crianças voltam às aulas nesta semana, estamos chamando a atenção para milhares de crianças mortas em zonas de conflito e cuja perda trágica será sentida para sempre em suas casas, salas de aula e comunidades em todo o mundo", disse Fore. "Os ganhos notáveis alcançados para as crianças nos últimos 30 anos mostram claramente o que podemos fazer se aproveitarmos a vontade política de colocar as crianças em primeiro lugar".

Contatos para a imprensa

Pedro Ivo Alcantara

Especialista em Comunicação

UNICEF Brasil

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Sobre o UNICEF
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