Jovens visitam diversas comunidades para garantir prevenção contra a COVID-19

Para além das mensagens sobre prevenção da COVID-19 os activistas passam mensagens relacionadas com outros serviços como nutrição, vacinação e saúde materna infantil.

Heitor Lourenço
Mantem a COVID-19 distante
UNICEF/ANG-2021/Luis Nicolau
25 Agosto 2021

Manhã movimentada num dos mercados da Cidade de Luanda, um grupo de jovens organizam o seu material para mais uma sessão de sensibilização dentro do projecto Mantém a COVID-19 distante, implementado com o financiamento da ECHO e o apoio do UNICEF.

A jovem activista Tomazina Vielengue, oficial do programa ‘Mantenha a COVID-19 distante’, coordena o grupo de jovens e explica que o projecto consiste num conjunto de acções de sensibilização sobre a doença e as medidas de prevenção como as boas práticas de higiene e também tem a ver com o acesso aos serviços de saúde materno, neonatal e infantil.”

Implementado em 5 zonas principais de Luanda: nos municípios de Belas, Talatona e Cazenga e nos distritos da Maianga e Sambizanga a abordagem inclui a transmissão de mensagens às comunidades, sobre o uso correcto das máscaras, a lavagem das mãos e o distanciamento social.

A província de Luanda é o epicentro da pandemia em Angola e apesar do aumento do número de casos várias pessoas ainda ingoram as medidas de prevenção da COVID-19 ou negligenciam outras medoidas de saúde, contou preocupada Tomazina.

jovem activista Tomasina Vielengue
UNICEF/ANG-2021/Luis Nicolau
A jovem activista Tomasina Vielengue, oficial do programa ‘Mantenha a COVID-19 distante’ apresenta algumas mensganes sobre a prevenção da doença

"Lavem as mãos" é uma das principais mensagens. E para quem ainda não foi vacinado, nós recomendamos que se dirija aos postos de vacinação. São essas algumas das mensagens que passamos às pessoas que encontrarmos nos mercados, escolas e nas comunidades, conta Tomazina.

Mais de 150 membros nas plataformas comunitárias foram formados e a alguns meses participam activamente nas suas comunidades visitando algumas familias e encaminhado alguns casos as unidades de saúde.  

Um dos grandes desafios que encontramos no nosso trabalho é a rejeição. Algumas pessoas ainda  não acreditam na pandemia, dizem que é doença dos ricos, conta Bino Salvador, um dos jovens activistas.  

Mantem a COVID-19 distante
UNICEF/ANG-2021/Luis Nicolau

Apesar dos desafios o grupo de jovens inova todos os dias para tentar alcançar o maior numero de pessoas. Recorrem essencialmente a musica, peças de teatro e ao contacto interpessoal.  Os mercados e paragens estão entre os espaços selecionados devido ao grande movimento de pessoas.

Josefina Dino, ajuda na banca de vendas da sua irmã, no mercado do São Paulo conta que a peça de teatro permitiu aprender alguma coisa sobre a COVID 19, principlamente sobre as formas de se proteger. Acrescenta que não tinha noção do risco que corre pelo facto de muitas vezes vender alguns produtos sem o uso da máscara.

Josefina deixa claro que ainda existem muitas dúvidas sobre a doença, mas iniciativas como o projecto ‘Mantenha a COVID-19 distante’ têm ajudado a esclarecer as dúvidas que tem “a dúvida que eu tenho, não sou só eu que tenho, muitas pessoas dizem que essa pandemia não existe, mas eu acredito que existe sim, mas existem pessoas que não querem acreditar. Existe sim a COVID-19 só que algumas pessoas não conseguem aceitar.”

Mantem a COVID-19 distante
UNICEF/ANG-2021/Luis Nicolau