Como viverão as crianças em 2022? Elas contam o que desejam

A expressão de opinião faz parte dos direitos fundamentais da criança. No mês em que se celebra a Jornada da Criança, perguntamos a seis delas sobre como imaginam o seu futuro em Angola

Marco Prates, Oficial de Comunicação Digital
These five children around 9 and 11 years old participated in the launch ceremony of the Child's Journey 2018 in Jamba Mineira, Huila Province, and talked to UNICEF Angola about how they envision their country for children in 2022
UNICEF/Angola/2018/Marco Prates

06 Junho 2018

Jamba Mineira (Huíla), Angola – Como você gostaria que fosse a vida de todas as crianças de Angola daqui quatro anos? Foi a pergunta que fizemos a seis crianças que vivem na Huíla, durante o lançamento nacional da Jornada da Criança 2018, que ocorreu na província no Dia da Criança, 1º de Junho.

O ano de 2022 não foi escolhido ao acaso: é o horizonte do novo Plano de Desenvolvimento Nacional de Angola (PND) 2018-2022, que sucede o PND 2013-2017 no âmbito da estratégia de longo prazo “Angola 2025”. 

Aprovado em finais de Abril, o novo Plano contempla medidas de protecção e promoção dos direitos da criança que podem, se implementados, diminuir as vulnerabilidades que atingem meninas e meninos no país.

É, portanto, o momento de dar às crianças a oportunidade de vislumbrar o futuro desejado para que possam desenvolver todo o seu potencial. Vale lembrar que elas têm garantido o direito de exprimir livremente a sua opinião sobre questões que lhe dizem respeito, de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança.

A Jornada da Criança vai até 16 de Junho, Dia da Criança Africana, e é realizada pelo Governo de Angola através do Instituto Nacional da Criança (INAC), com o apoio do Conselho Nacional de Acção Social (CNAS) e do UNICEF.

É hora de ouvir as crianças! 

Domingas Cassinda participated in the launch ceremony of the Child's Journey 2018 in Jamba Mineira, Huila Province, and talked to UNICEF Angola about how she envisions her country for children in 2022
UNICEF/Angola/2018/Marco Prates

"Eu quero que todas as crianças tenham família. A família é muito importante: ela cuida, dá comida e água, dá carinho. Toda a criança precisa de família."

Domingas Cassinda, 10 anos
Jorge Helio Mendonça participated in the launch ceremony of the Child's Journey 2018 in Jamba Mineira, Huila Province, and talked to UNICEF Angola about how he envisions his country for children in 2022
UNICEF/Angola/2018/Marco Prates

“Que todas possam estudar. Hoje tem muita criança que não estuda. Para ela crescer e trabalhar, precisa estudar. Se não, como ela vai fazer quando crescer?”
 

Jorge Helio Mendonça, 10 anos
Amarildo Daniel Sacramento Tipebie participated in the launch ceremony of the Child's Journey 2018 in Jamba Mineira, Huila Province, and talked to UNICEF Angola about how he envisions his country for children in 2022
UNICEF/Angola/2018/Marco Prates

“Eu desejaria que todas as crianças tivessem brinquedos. Para as crianças, se divertir é muito importante mesmo.” 

 

Amarildo Daniel Sacramento Tipebie, 10 anos
Victorina José participated in the launch ceremony of the Child's Journey 2018 in Jamba Mineira, Huila Province, and talked to UNICEF Angola about how she envisions her country for children in 2022
UNICEF/Angola/2018/Marco Prates

“Que toda a criança possa ter um médico. Quando a gente fica doente, precisa que um médico diga como curar e o que fazer. Não dá para viver sem.”

Victorina José, 11 anos
Jacira Carmos participated in the launch ceremony of the Child's Journey 2018 in Jamba Mineira, Huila Province, and talked to UNICEF Angola about how she envisions her country for children in 2022
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“Eu quero que toda a criança consiga se formar, na faculdade. Para fazer o país crescer, todo o mundo tem que estudar muito. Eu quero ser doutora.”

Jacira Carmos, 9 anos
Sílvio do Santos participated in the launch ceremony of the Child's Journey 2018 in Jamba Mineira, Huila Province, and talked to UNICEF Angola about how he envisions his country for children in 2022
UNICEF/Angola/2018/Marco Prates

“Eu gostaria que todas as crianças tivessem muitos alimentos, e não vale alimento estragado. Hoje muita gente passa fome. Se ninguém passar fome, é muito melhor. O meu prato favorito? Cozido!”
 

Sílvio do Santos, 10 anos