Semana Mundial da Vacinação: UNICEF e OMS defendem mais investimento na vacinação

A vacinação é uma importante medida de reforço dos cuidados primários de saúde para a realização da Cobertura Universal de Saúde e o investimento nesta área pode contribuir para a recuperação económica

28 Abril 2022
WIW
UNICEF/ANG-2021/Carlos Cesar

LUANDA 27 de Abril de 2022 - A Semana Mundial da Vacinação é celebrada este ano, de 24 a 30 de Abril, sob o lema “Longa vida para todos” com o objectivo de promover o uso das vacinas para proteger as pessoas de todas as idades contra várias doenças, pois cada ser humano merece uma chance de vida plena. Trata-se de uma oportunidade para destacar os avanços e a importância das vacinas na história da humanidade.

Numa altura em que o mundo tem vindo a testemunhar o papel da vacina na promoção do bem-estar global, a vacina para adultos e crianças não é vista apenas como uma medida de prevenção de doenças, é acima de tudo uma importante medida de reforço dos cuidados primários de saúde para a realização da Cobertura Universal de Saúde.

“As vacinas têm uma eficácia reconhecida na protecção da saúde dos indivíduos, particularmente crianças, sobretudo contra doenças preveniveis por vacinação. Elas salvam vidas, evitam deficiências e fazem despontar em todo o lado comunidades mais saudáveis” afirma Ivan Yerovi, representante do UNICEF em Angola.

A vacinas impedem entre 2 a 3 milhões de mortes por ano, em todo o mundo, e agora protegem as crianças não apenas contra doenças para as quais as vacinas já estão disponíveis há muitos anos, como a difteria, o tétano, a poliomielite e sarampo, mas também contra doenças como a pneumonia e diarreia por rotavírus, duas das maiores causas de morte de crianças menores de 5 anos.

Em Angola, segundo dados do Programa Alargado de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças foram vacinadas durante os serviços de rotina, em 2021, correspondendo a 65% da população alvo.

A melhoria da vacinação, particularmente nas crianças, contribui para a sua saúde e o seu desenvolvimento, por isso cada criança deve ter o calendário de vacinação completo pelo menos até aos 15 meses de vida.

Nos esforços de combate a pandemia de COVID-19 é também bastante notório o impacto que as vacinas têm, sobretudo na redução das formas graves da doença, reduzindo desta forma a mortalidade por COVID-19.

“É crucial que os países continuem com a vacinação de rotina e com as campanhas, explorando formas de integrar a vacinação da COVID-19 com a imunização de rotina. As vacinas são uma das inovações científicas com maior impacto na saúde de todos os tempos, ajudando a proteger gerações de pessoas contra doenças infecciosas ao longo das suas vidas”, disse a Dra. Djamila Khady Cabral, Representante da Organização Mundial da Saúde em Angola.

Importa sublinhar que o Governo de Angola tem feito investimentos significativos para vacinação em Angola. Por exemplo, dentro das acções de combate a pandemia da COVID-19, o Governo fez um enorme investimento para fortalecer o sistema de cadeia de frio de todo o país, tendo criado as condições para que fosse um dos primeiros países de África a receber vacinas.

O pais com o apoio de parceiros como a OMS, a GAVI, a Fundação Bill e Melinda Gates e o UNICEF,  procura dar resposta aos desafios relacionados aos cuidados primário de saúde pois evidências globais mostram que o investimento em cuidados primários de saúde e imunização pode ter um impacto na recuperação económica, contribuindo não só para a criação de novos empregos mas também na redução da ocorrência de várias doenças, por meio da prevenção.

Ao longo dos últimos anos o país tem procurado manter o compromisso de assegurar a disponibilidade das vacinas, destacando-se aqui o trabalho notável na aquisição de todas as vacinas do calendário infantil, com recursos próprios. Se a este esforço for acrescentado o fortalecimento dos cuidados primários de saúde, certamente, o país, conseguirá fortalecer o sistema de vacinação, alcançar maiores coberturas e garantir que ninguém fique sem vacinas.

Contacto para os media

Heitor Lourenço
Oficial de Comunicação
UNICEF Angola
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