Vidas reais

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Agentes comunitários de saúde: Trazer os serviços de saúde para as áreas mais remotas

Redemoinhos de poeira estão rodando através Catsanha, uma aldeia de cerca de uma dúzia de palhotas espalhadas numa planície empoeirada no distrito de Moatize. Mega-indústrias que recentemente se instalaram para explorar as reservas de carvão, tão abundantes nesta parte do país, e, no entanto, enquanto os recursos naturais aqui retirados do solo ajudam a manter as nossas sociedades modernas funcionando, as pessoas das aldeias continuam a enfrentar a dura realidade da desnutrição e mortes de crianças por doenças facilmente evitáveis​​.

José Azevedo trabalha como agente de saúde da comunidade, um Agente Polivalente Elementar (APE), como são chamados em Moçambique, em Catsanha e comunidades vizinhas. Esta aldeia dista 20 km para o centro de saúde mais próximo, e o APE provê a promoção da saúde e serviços básicos de saúde, relacionados principalmente às três principais causas de mortalidade de crianças em Moçambique, nomeadamente a malária, diarreia e infecções respiratórias agudas.

"Eu fui escolhido pela minha própria comunidade para me tornar um profissional de saúde. É importante para ajudar a sua própria família e sua comunidade ", explica Azevedo.

Azevedo dispõe de uma bicicleta fornecida pelo programa e, tal como outros agentes comunitários de saúde vão de porta-a-porta visitar a comunidade. As distâncias são enormes e as estradas de terra estão cheias de buracos e pedras aguçadas que podem facilmente rasgar um pneu. Sob a sombra de uma árvore colossal (embondeiro/baobab), um público atento, de representantes do UNICEF Japão, em visita oficial ao país esta semana, escuta atentamente as explicações do Azevedo sobre os desafios que enfrenta.

'É difícil encontrar peças e os pneus são muito caros. Algumas das comunidades que eu visito estão muito longe daqui e até mesmo de bicicleta é difícil alcançá-las. Sem uma bicicleta ser-me-ia impossível fazer o meu trabalho ", acrescenta Azevedo.

Para mais informações, favor contactar:

Patricia Nakell, UNICEF Moçambique, tel: (+258) 21 481 100;
email: pnakell@unicef.org;

Gabriel Pereira, UNICEF Moçambique, tel: (+258) 21 481 100;
e-mail: gpereira@unicef.org

 

 
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