Imunização provoca curiosidade
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© UNICEF Mozambique/2012/C.Bach |
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Pergunto a uma criança de 7 anos de idade, Antónia, se ela tem medo do que está prestes a acontecer. “Não.” Ela responde com confiança e a seguir olha para a seringa novamente e acrescenta calmamente “um pouco.” |
César Pascoal Macitela é um técnico de saúde do
hospital local que visita, semanalmente, a EPC 25 de
Junho em Chibuto, um distrito da Província de Gaza, para
administrar vacinas. "Gosto de vir para cá trabalhar com
as crianças; algumas vezes elas têm medo, outras vezes
elas estão felizes divertem-se; nunca se sabe antecipadamente
o que acontecerá." Todas as crianças olham
directamente para a seringa quando apanham a vacina;
a curiosidade parece ser dominante hoje.
Encontra-se um rapaz muito jovem na fila, que
parece ter muito medo e quando chega a sua vez de
se aproximar, ele se recusa a fazê-lo. As crianças a
sua trás começam a empurrá-lo, mas o rapaz está
completamente 'congelado' de medo e prestes a chorar.
O Sr. Macitela finge não reparar e continua a vacinar as
crianças que seguem o rapaz. "Não, não, está tudo bem,
deixem-no esperar, ele será o último." ele calmamente
diz para o professor que tenta empurrar o rapaz para
frente. "Se ele começa a chorar agora, então teremos
um problema." Há muitos anos que o Sr. Macitela faz
este trabalho e ele aprendeu que se uma criança
começa a chorar, todas as outras também o farão.
A Dra Yolanda Teodósio Mandlate acompanha
o Sr. Macitela para controlar o padrão de saúde da
escola. "Viemos para aqui semanalmente para ensinar
as crianças sobre a saúde oral e a higiene pessoal. Vacinamos, asseguramo-nos de que as crianças lavam
as suas mãos e avaliamos o padrão geral dos arredores;
acabo de verificar a área das casas de banho, hoje; elas
estão limpas e há água corrente."
No ano passado, os professores da escola receberam
formação na área de saúde escolar básica, como
parte do programa de saúde no âmbito da iniciativa
Escolas Amigas da Criança. Leonora José Jovo, uma
professora da quarta classe, participou na acção de
formação. "Aprendi como identificar as doenças mais
comuns e a forma de preveni-las e geri-las. Agora, faço
sempre recordar aos meus estudantes sobre as redes
mosquiteiras, sobre a necessidade de escovar os seus
dentes e lavar as suas mãos. O que é talvez mais importante
é que eu sei quando é que devo enviá-los para
o hospital para beneficiarem de atenção profissional."
afirma ela.
A Dra Mandlate recorda. "Sim, ensinamos-lhes muitas
coisas. Um aspecto que penso que foi muito importante
e novo para muitos professores foi de como identificar
os problemas mentais e assegurar que as crianças
recebam apoio profissional. As crianças necessitam de
ser alcançadas tendo já um entendimento com vista a
resolver os seus problemas; questões mentais não constituem
uma condição amplamente reconhecida aqui."
César Pascoal Macitela continua a destacar a
importância das vacinas. "É muito importante que elas
recebam esta protecção; desta forma, elas poderão
crescer e permanecer saudáveis." As crianças que ele
vacina frequentam a 1ª e a 2ª Classe.
Em Novembro de 2010, Moçambique juntou-se com
orgulho aos países que eliminaram o tétano materno e
neo-natal. Através da vacinação destas crianças, elas
agora também estão protegidas contra a doença fatal
e só necessitam de receber mais duas injecções nos
próximos meses, para completar a dose.