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História do UNICEF em Moçambique

unicef moçambique
© UNICEF/MOZA01235/G.Pirozzi

O UNICEF tem estado a apoiar Moçambique há quase quatro décadas, durante as quais o país enfrentou os desafios da guerra, da construção da paz, da pobreza, de calamidades naturais e do surgimento do HIV/SIDA. A presença oficial do UNICEF no país teve início há 30 anos atrás.

Em finais dos anos 60, o UNICEF começou a cooperar com movimentos pró-independência nos territórios africanos sob administração portuguesa, incluindo Moçambique, proporcionando assistência para serviços básicos, nomeadamente saúde, nutrição, fornecimento de água rural, educação e auxílio em emergências.

Em Fevereiro de 1975, uma missão de exploração das Nações Unidas visitou Moçambique, o que resultou num primeiro compromisso contínuo de 1,2 milhões de dólares destinados a uma campanha de vacinação em massa e outras intervenções na área de saúde, fornecimento de água rural e reabilitação de centros de formação de professores.

Depois da independência de Moçambique, em 25 Junho de 1975, o UNICEF abriu o seu primeiro escritório em Maputo, com um Representante e um Oficial de Projectos Assistente.

Até 1985, tinham quadruplicado as despesas do UNICEF em Moçambique. Contudo, na mesma altura, uma guerra civil entre o Governo e o grupo rebelde RENAMO afectou a maior parte das regiões rurais, fazendo-se sentir o seu peso particularmente sobre as mulheres e as crianças. A guerra durou 16 anos. Até 1990, o UNICEF havia gasto 35 milhões de dólares em actividades de emergência para apoiar mulheres e crianças deslocadas pela guerra que ceifou a vida a cerca de um milhão de pessoas.

Depois da assinatura do Acordo de Paz em 1992, o UNICEF apoiou os esforços de reconciliação, incluindo a desmobilização de crianças-soldado e sua reintegração na sociedade. O UNICEF apoiou o Governo e ONGs como a Save the Children na reunificação das crianças com as suas famílias, tendo também apoiado o aconselhamento em situações de trauma para milhares de crianças e respectivas famílias.
 
Outra área de foco do programa do UNICEF foi a reabilitação de postos de saúde, escolas e outros serviços sociais, especialmente em áreas remotas que não podiam ter sido atingidas durante a guerra.

Em 2000, Moçambique sofreu as piores cheias da sua história recente. Quase 1 milhão de pessoas foram directamente afectadas por esta emergência, que mereceu grande atenção internacional. O UNICEF, por si só, recebeu 21,5 milhões de dólares para apoiar as vítimas, um apoio que permitiu à organização expandir os programas existentes, como, por exemplo, o de desenvolvimento de capacidades da comunidade para lutar contra a malária e o de saúde escolar.

Moçambique sofreu, uma vez mais, cheias em 2001, as quais, apesar de terem abrangido uma área geográfica ainda maior, afectaram apenas cerca de metade do número de pessoas devido à fraca densidade populacional na região. Além disso, o Governo, bem como o Sistema das Nações Unidas, estavam melhor preparados para dar resposta à emergência devido aos mecanismos de preparação e prontidão para fazer face a calamidades estabelecidos depois das cheias de 2000.

Desde finais dos anos 90, a resposta à crescente crise do HIV/SIDA tornou-se o principal enfoque para o UNCEF, dado o seu enorme impacto sobre cada vez mais crianças, tendo o Programa de Cooperação 1999-2001 abordado a pandemia pela primeira vez.

No Programa de Cooperação para o período de 2002 a 2006, o combate ao HIV/SIDA foi uma das prioridades, juntamente com a Sobrevivência da Criança, a Educação da Rapariga e a Protecção da Criança. O objectivo geral da cooperação era apoiar o fortalecimento do cometimento de Moçambique e a capacidade de promover, proteger e realizar os direitos das crianças. 

O actual Programa de Cooperação 2007-2009 continua a priorizar a Sobrevivência e o Desenvolvimento da Criança, o HIV/SIDA, a Educação Básica e a Protecção da Criança. O Programa procura reduzir as disparidades no bem estar das crianças, assegurando que as crianças vulneráveis nas famlías em desvantagem e comunidades progressivamente realizem o seu direito à sobrevivência, desenvolvimento, protecção e participação. O programa apoia os esforços nacionais para melhorar a prestação de serviços, na saúde e nutrição das crianças, educação básica, água, saneamento e higiene, protecção da criança e política social, advocacia e comunicação. O Programa de Cooperação basea-se numa abordagem baseada nos direitos humanos.

 

 
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