Moçambique em perspectiva
Uma nação em progresso Moçambique é um país com grande potencial e muitos contrastes. Situado na África Austral, é um país vasto que faz fronteira com seis outros países e com mais de 2.500 Km de costa do Oceano Índico. A sua população é espantosamente jovem, com 10 milhões de crianças representando metade da população total de 20 milhões. Cerca de 70 por cento dos Moçambicanos vive em zonas rurais, onde a maioria sobrevive com base na agricultura de subsistência. No entanto, as secas recorrentes no interior do país levaram as pessoas a migrar para zonas urbanas e costeiras com consequências ambientais adversas tais como desertificação e poluição das águas superficiais. Apesar do rendimento per capita de Moçambique ser de US$ 310, bem abaixo da média subsaariana de US$ 754, o país surge como um dos exemplos Africanos mais bem sucedidos de reconstrução e recuperação económica pós-conflito. Desde o final de uma guerra civil de 16 anos em 1992, a economia de Moçambique tem crescido a um ritmo contínuo. Entre 1997 e 2003, o crescimento económico médio foi de cerca de 9 por cento, bem acima da média do continente e continua a crescer. No mesmo período, a proporção de Moçambicanos a viver abaixo do limiar da pobreza passou de 69 por cento para 54 por cento, ultrapassando as metas definidas na primeira Estratégia para a Redução da Pobreza do Governo, conhecida como PARPA. Desenvolveram-se políticas e legislação nacional com as prioridades globais chave para as crianças e mulheres em mente. Moçambique promete cumprir vários dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) relacionados com a redução da pobreza, mortalidade infantil e saúde materna. Os ODM – que incluem, entre outros, reduzir a pobreza extrema para metade e parar a propagação do HIV e SIDA até 2015, constituem um esquema global para corresponder às necessidades das pessoas mais pobres do mundo. O país realizou com sucesso três eleições desde o final da guerra. As eleições presidenciais mais recentes, em 2004, reafirmaram o empenho do país no que diz respeito à estabilidade política, governação democrática e reconciliação nacional. O país atraiu também forte apoio dos doadores e grandes influxos de investimento externo directo. A ajuda externa representa 15 por cento do Produto Interno Bruto de Moçambique, em comparação com 6–8 por cento para o resto da África subsaariana. Cerca de 80 por cento da assistência externa para o desenvolvimento para Moçambique é agora fornecida por um grupo de 18 doadores bilaterais e multilaterais.
Desafios a enfrentar Apesar da recuperação económica impressionante, Moçambique está entre os 20 países mais pobres, em 168 lugar de 177 países no Índice de Desenvolvimento Humano de 2005. Cerca de metade da população adulta vive na pobreza. A pobreza infantil é um problema difuso e profundamente enraizado, com 58 por cento das crianças a viver abaixo do limiar da pobreza. Um dos maiores desafios de Moçambique será utilizar as suas receitas económicas para melhorar a saúde e bem-estar infantil e materno a médio e longo prazo. Os esforços para a redução da pobreza e outros avanços sociais não beneficiaram todos de forma igual. Existem disparidades em termos de rendimento, educação, estado de saúde e nutrição bem como acesso à água e saneamento seguro entre os que vivem em áreas rurais e em áreas urbanas; entre homens e mulheres, rapazes e raparigas e entre os que têm escolarização e os que não têm. No caso dos pobres e vulneráveis, a vida é agravada por secas e cheias periódicas. A pobreza significa que as famílias não podem recuperar do golpe dos desastres naturais e doenças debilitantes. A pobreza, quando aliada ao HIV e SIDA e secas, atinge os mais vulneráveis. É possível encontrar concentrações de malnutrição severa, que afecta em particular crianças órfãs, em areas com insegurança alimentar severa e elevada prevalência do HIV. O HIV/SIDA é a maior ameaça para o desenvolvimento de Moçambique. Existem cerca de 1.7 milhões de pessoas a viver com HIV e SIDA – 58 por cento são mulheres. Dos 1.6 milhões de órfãos de pais, mais de 380.000 perderam os pais devido a doenças relacionadas com o SIDA. À medida que os pais continuam a morrer, prevê-se que o número de crianças órfãs aumente para 626.000 em 2010. Prevê-se também que a esperança de vida passe de 37.1 anos em 2006 para 35.9 anos até 2010. O Governo e os seus parceiros aumentaram a escala da resposta para parar a propagação do HIV e SIDA. Este esforço deve ser sustentado e reforçado à medida que o impacto nos que estão infectados e afectados aumenta.
Factos breves
População:
20 milhões
Crianças com menos de 18 anos: Rendimento per capita: Pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza: Taxa de mortalidade em crianças com menos de cinco anos: Prevalência nacional do HIV e SIDA: Alfabetização: Esperança de vida: Links relacionados Moçambique: Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano 2005 [PDF] (PDF documents require Acrobat Reader to view.) |