Imprensa

Centro de imprensa

Notícias

Comunicados de imprensa

Discursos oficiais

Vídeos

Fotografias

Rede de jornalistas amigos da criança

Dia Internacional da Criança na Rádio e Televisão

Calendário de eventos

Informação prática

Contacte-nos

Galeria de fotos

 

Alimentação de bebés e crianças pequenas

Alimentação de bebés e crianças pequenas
© UNICEF Mozambique
O aleitamento materno exclusivo é recomendado nos primeiros seis meses de vida

MAPUTO, Moçambique, 22 Agosto 2011 - As práticas apropriadas de alimentação infantil são cruciais para a sobrevivência e desenvolvimento da criança, recomendando-se o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida. Depois dessa idade, as crianças devem ingerir alimentos sólidos, semi-sólidos e moles, com frequência crescente, ao mesmo tempo que continua a ser amamentada. O aleitamento pode ser mantido até aos dois ou mais anos de idade. A OMS recomenda que a amamentação seja iniciada imediatamente após o parto, altura em que é forte o reflexo de sucção do recém-nascido. O Ministério da Saúde aprovou, no início de 2009, um plano quinquenal abrangente de comunicação e mobilização social, para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.

 Em 2008, 63 por cento dos recém-nascidos começaram a ser postos ao peito uma hora após o parto, comparativamente aos 65 por cento registados em 2003, e 88 por cento foram-no até um dia após o parto. As taxas de aleitamento materno exclusivo em crianças menores de seis meses, em Moçambique, aumentaram significativamente entre 2003 e 2008 (de 30 para 37 por cento), embora em termos absolutos o nível continue baixo. O aleitamento materno exclusivo diminui rapidamente com a idade, de 57 por cento para a faixa etária de zero a um mês, a 17 por cento entre os quatro e os cinco meses.

Os principais alimentos dados aos recém-nascidos que interferem com a amamentação exclusiva são água e alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles. Um estudo qualitativo realizado na Cidade de Maputo e nas províncias de Gaza, Tete, Zambézia e Nampula mostrou que as mães acataram a recomendação de alimentarem os seus filhos exclusivamente com leite do peito, mas não se acham capazes de aplicar na prática os seus conhecimentos, já que outros membros da família insistem que devem dar água, remédios tradicionais e/ou alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles ao bebé. Isto indica que os esforços de comunicação devem concentrar-se na eliminação desses alimentos da dieta e incluir familiares e as comunidades nos esforços para informar que o leite materno contém água e nutrientes suficientes para as crianças com menos de seis meses de idade, e que as mães precisam de apoio prático e emocional para amamentarem.

A duração média do aleitamento materno em 2008 reduziu para 18 meses, em comparação com os 22 meses registados em 2003.  Este facto é motivo de preocupação, pois o leite materno continua a fornecer nutrientes essenciais e protege a criança contra doenças da infância entre os 12 e 23 meses de idade. Uma amamentação continuada é de extrema importância quando as crianças estão doentes e perdem o apetite para outros alimentos, mas continuam a ser amamentadas. 

Depois dos seis meses, devem ser introduzidos alimentos sólidos, semi-sólidos ou moles na dieta das crianças, com uma frequência adequada: duas a três vezes por dia para bebés entre os seis e oito meses, e três vezes por dia para crianças dos nove aos onze meses, para além do leite materno.

Em média, apenas metade das crianças de seis a onze meses receberam o número mínimo recomendado de refeições e é considerável a variação entre as províncias, com setenta e um por cento das crianças nesta faixa etária a serem devidamente alimentadas no Niassa, em comparação com 32 por cento em Inhambane. 

Para mais informações, favor contactar

Arild Drivdal, UNICEF Moçambique, tel. (+258) 21 481 100; email: maputo@unicef.org

Gabriel Pereira, UNICEF Moçambique, tel. (+258) 21 481 100; email: maputo@unicef.org

 

 
Search:

 Email this article

unite for children