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Promover actividades desportivas no recinto escolar ajuda a elevar as taxas de frequência

© UNICEF Moçambique
Phumzile Nkavele, de 11 anos de idade, numa sala de aulas da sua escola no distrito de Chibuto.

Moçambique, distrito de Chibuto, Outubro de 2010 – Hoje é um dia típico na escola para Phumzile Nkavele, de 11 anos de idade. As crianças sentam-se nas carteiras com livros e canetas, os professores ensinam usando giz e quadro preto.

É um cenário típico aqui, mas pouco comum em muitas escolas de zonas rurais do país. A escola de Phumzile é uma das 750 escolas primárias em sete distritos do país que fazem parte da iniciativa Escolas Amigas da Criança.

A iniciativa visa melhorar a qualidade da educação através da formação de professores, melhoria de infra-estrutura e instalações, intervenções de saúde e envolvimento da comunidade. O objectivo é manter mais de 300 mil crianças a frequentar as aulas até à conclusão do ciclo.

É uma resposta a um sistema de ensino em que há muito poucas escolas, as salas estão superlotadas e há carência de professores capacitados e materiais didácticos e recreativos.

Assim, enquanto Moçambique tem uma taxa de matrículas quase universal, tem também uma elevada taxa de desistências e reprovações.

De acordo com Anjana Mangalagari, Chefe do Programa de Educação do UNICEF em Moçambique, a falta de retenção nas escolas é o maior desafio para a Educação no país.

"Enquanto temos 99 por cento de matrículas no ensino primário, ainda há menos de 50 por cento das crianças a concluir o ensino primário," diz Anjana.

© UNICEF Moçambique
Crianças fazem exercício físico no pátio da sua escola no distrito de Chibuto.

O desporto mantem as crianças saudáveis
 
A saúde e educação física são componentes chave da abordagem escolas amigas da criança. Os professores foram capacitados para reconhecer problemas de saúde, e um pacote de saúde escolar proporciona aos alunos imunizações, atendimento odontológico e educação em habilidades de vida.

O programa de educação física também mantem as crianças saudáveis e ajuda a construir a sua confiança. As raparigas lideram o voleibol e o salto. E elas estão até a quebrar as barreiras e a tirar o lugar aos rapazes no futebol.

As crianças mais velhas, com idade entre os 10 e os 14 anos, são incentivadas a aderir aos clubes da escola onde elas podem lidar com questões como a violência, o abuso sexual e o HIV.

Actividades desportivas e de educação física de alta qualidade e inclusivas têm o potencial para melhorar a educação básica e melhorar o desempenho na aprendizagem, tornando as escolas mais atraentes para as crianças e os pais e aumentando as taxas de matrículas, de retenção e de conclusão.

Quatro anos depois, o programa escolas amigas da criança já está a ter alguns resultados expressivos - as taxas de desistência diminuíram para menos da média nacional e as taxas de retenção têm aumentado. As taxas de passagem de classe – um indicador chave – também subiram nos distritos abrangidos para cerca de três vezes a média nacional.

"Há definitivamente uma melhoria na qualidade do ensino que está sendo fornecido aqui, incluindo a capacidade que a escola tem agora para absorver mais crianças", diz Pedro Macamo, director de uma das escolas.

O programa implica que as crianças como Phumzile e seus amigos podem obter uma educação de qualidade e procurar um futuro melhor.

“Eu gosto de aprender – nós podemos aprender nesta escola – e espero que todos possamos ir para a escola secundária juntos”, diz Phumzile.

 

 
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