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Cuidados integrados de saúde materna e infantil ajudam a salvar vidas

© © UNICEF Mozambique/G. William
Aida Olímpio, está grávida de seis meses e espera pela sua consulta no centro de saúde de Mavuzi Ponte.

Moçambique, Tete, Setembro de 2010 - Aida Olímpio, de 22 anos, está grávida de seis meses e chegou para sua consulta pré-natal no centro de saúde Mavuzi Ponte, um posto rural no distrito de Chiuta.

A manhã ainda está no seu início, mas uma dúzia de mães com seus bebés firmemente aconchegados nas suas costas já estão esperando por sua consulta na sombra do pátio.

Aida senta-se no longo banco ao lado de outras mulheres e, enquanto esperam pela sua vez, uma agente de saúde explica à audiência atenta a importância de dormir sob uma rede mosquiteira tratada com insecticida de longa duração. Tendo perdido seu primeiro filho devido a malária, Aida presta bastante atenção.

O centro de saúde Mavuzi Ponte providencia, tal como todos os centros de saúde do país, uma abordagem integrada para a saúde materna e infantil. Os serviços incluem cuidados pré-natais e pós-natal para as mulheres e um pacote básico de serviços de prevenção e tratamento para as crianças - vacinação, suplementação de vitamina A, acompanhamento do crescimento e desparasitação.

Após a observação, a enfermeira Fernanda Thobve dá a Aida Fansidar ™, um tratamento profilático que ajuda a afastar a malária, comprimidos de ferro para evitar anemia e uma rede mosquiteira tratada com insecticida de longa duração para levar para casa.

"Isto vai ajuda-la a garantir que tenha uma gravidez segura", diz a enfermeira Fernanda ao abrir a porta da pequena sala de consulta para que Aida possa sair.

© UNICEF Mozambique/G. William
Enfermeira Fernanda Thobve examina Olimpia.

As crianças moçambicanas têm actualmente maiores possibilidades de ter um começo de vida saudável do que tinham há vinte anos atrás. Ao longo das últimas duas décadas, a taxa de mortalidade de menores de cinco anos baixou de 219 para 138 por mil nados vivos em 2008, e a taxa de mortalidade materna caiu para 520 por 100 mil nascidos vivos, de acordo com os últimos dados disponíveis.

A redução da mortalidade infantil é devido, em parte, ao pacote integrado de serviços de prevenção e tratamento nas unidades sanitárias em todo o país - uma abordagem conhecida como Gestão Integrada das Doenças da Infância - em que o estado geral de saúde de uma criança é tomado em consideração, não apenas a doença que a criança apresenta.

"Uma criança muitas vezes vem ao centro de saúde com muitas doenças, não com apenas uma", explica a enfermeira Fernanda.

A abordagem promove uma abordagem holística e integrada para a gestão de casos de crianças doentes, olhando para as principais causas de mortalidade infantil - malária, pneumonia, diarréia e desnutrição.

No entanto, Moçambique tem ainda uma das maiores taxas de mortalidade infantil no mundo. Ganhos no bem-estar das crianças e das mães não têm sido equitativos em todo o país, e um grande número de crianças e mulheres, especialmente as que vivem em áreas rurais remotas, continua em risco.

É por isso que o UNICEF apoia o Ministério da Saúde para fortalecer e expandir o programa de Gestão integrada de Doenças da Infância para reduzir a mortalidade infantil, tendo como meta assegurar que pelo menos 85 por cento das unidades sanitárias do país estejam a implementar esta abordagem até 2011.

Aida inicia o longo caminho para casa com a certeza de que ela e o seu bebé estão saudáveis. Levará o dia inteiro para chegar à remota comunidade onde vive, mas ela sabe que a longa caminhada valeu a pena.

 

 
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