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Semana do Aleitamento Materno em Moçambique destaca o papel dos profissionais de saúde

© UNICEF/MOZA-0396/Giacomo Pirozzi
Uma mãe amamentando o seu bebé em Changara, província de Tete.

Maputo, 23 de Agosto de 2010 – A cada dia, cerca de 340 crianças menores de cinco anos morrem em Moçambique, a maioria de doenças facilmente preveníveis e tratáveis. O aleitamento materno é uma das formas mais eficazes para reduzir estas mortes.
 
Com o início das celebrações da Semana Mundial do Aleitamento Materno em Moçambique, o UNICEF juntou-se ao movimento mundial incentivando as mães a amamentar exclusivamente seus bebés nos primeiros seis meses de vida, e a continuar o aleitamento materno por pelo menos mais dois anos, combinado com alimentação complementar segura e adequada.

"O leite materno é o melhor alimento que um bebé pode ter e que dá a uma criança o melhor começo possível na vida", disse o Director Executivo do UNICEF Anthony Lake.

Em Moçambique, a Semana do Aleitamento Materno começa dia 23 de Agosto. O tema deste ano, "Aleitamento Materno: Apenas 10 passos – o caminho amigo do bebé", centra-se na autoridade que os agentes de saúde têm para apoiar as mães a dar à sua criança o melhor começo na vida.

O UNICEF está a trabalhar com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) para educar os decisores políticos, doadores, parceiros, profissionais de saúde e o público sobre os benefícios do aleitamento materno, e para melhorar a capacidade dos agentes de saúde de apoiar as mães na amamentação.

Os 10 passos para um aleitamento materno bem sucedido têm sido implementados em mais de um quarto de todas as maternidades em todo o mundo. A experiência tem demonstrado que os passos tornam as mães mais confiantes e mais propensas a iniciar a amamentação cedo, e a amamentar exclusivamente seus filhos nos primeiros seis meses. Em Moçambique, a formação de formadores nos 10 passos foi realizada no início deste ano, e os hospitais nas províncias do sul estão já em processo de transformar os 10 passos em prática.

"É uma intervenção relativamente simples e muito interessante, que nós julgamos que deve ser empregue em todas as maternidades e unidades sanitárias que interagem com os bebés logo após a sua nascença", disse o Chefe do Programa de Saúde e Nutrição do UNICEF em Moçambique, Emanuele Capobianco.

Mudança de comportamento

Enquanto o início cedo do aleitamento materno contribui para a redução do total da mortalidade neonatal em cerca de 20 por cento, esta prática ainda não é universal. Em Moçambique, os últimos dados mostram que 63 por cento das crianças são amamentadas na primeira hora após o nascimento. Em 2003, esse número era de 65 por cento. Das crianças menores de seis meses de idade, 37 por cento são amamentadas exclusivamente, acima de 30 por cento em 2003.

Os profissionais de saúde podem e devem desempenhar um papel crucial na promoção, protecção e apoio ao aleitamento materno. Os 10 passos fornecem um instrumento útil para as maternidades. Tem sido demonstrado que quanto mais os 10 passos são implementados, mais provavelmente as mães atingem as práticas de aleitamento pretendido.
 
"Os agentes de saúde são fundamentais para o estabelecimento de boas práticas de amamentação", disse Capobianco. "É, portanto, muito importante garantir que os trabalhadores de saúde têm o conhecimento e as habilidades necessárias para o efeito."

Os 10 passos

Os 10 passos, inicialmente publicados pela OMS e UNICEF em 1989, orientam todas as unidades sanitárias com serviços de saúde para mulheres grávidas, mães de recém-nascidos e recém nascidos a: 

1. Possuir uma política de aleitamento materno escrita que seja rotineiramente transmitida a toda equipe de cuidados de saúde.

2. Treinar toda a equipe de cuidados de saúde nas práticas necessárias para implementar essa política.

3. Informar à todas as gestantes sobre os benefícios e o manejo do aleitamento materno.

4. Ajudar às mães a iniciarem a amamentação nos primeiros 30 minutos após o parto.

5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação mesmo se vierem a ser separadas dos seus filhos.

6. Não oferecer a recém-nascidos qualquer bebida ou alimento que não seja o leite materno, a não ser por orientação médica.

7. Praticar o alojamento conjunto – permitir que mães e recém-nascidos permaneçam juntos 24 horas por dia.

8. Incentivar o aleitamento materno sob livre demanda, quer dizer, amamentar sempre que a mãe ou o bebé quiserem, sem restrição na duração ou frequência das mamadas.

9. Não oferecer bicos artificiais ou chuchas aos bebés amamentados ao peito.

10. Promover a formação de grupos de apoio à amamentação e encaminhar as mães a esses grupos após a alta do hospital ou clínica.

 

 
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