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Estudo de base sobre a cobertura da imprensa sobre o HIV e SIDA

Maputo, Abril 2010 – Com vista a melhorar a qualidade e quantidade da informação pública sobre o HIV e SIDA em Moçambique, foi criada uma Agência de Notícias de Resposta à SIDA, estabelecida pela parceria entre o ONUSIDA e o MISA Moçambique.

A principal tarefa de Agência é providenciar aos jornalistas informações actualizadas, entrevistas e reportagens sobre o HIV e SIDA, através de um website, formações e encontros regulares.

Uma cobertura mediática de qualidade sobre o HIV e SIDA pode ajudar os líderes políticos e económicos sobre as opiniões e perspectivas à volta deste assunto. A cobertura da imprensa influencia os líderes no desenvolvimento das políticas, programas e legislação, permitindo que vejam e percebam como os educadores de pares e especialistas abordam questões relacionadas com o HIV. Para além disso, a imprensa frequentemente tem um efeito de bola de neve ao definir a agenda dos outros media como a rádio, televisão e internet, e ajuda a sensibilizar as comunidades.

Neste âmbito, um estudo de base apoiado pelo UNICEF no âmbito da parceria com o MISA foi conduzido sobre a cobertura mediática do HIV e SIDA em Moçambique. Um estudo subsequente a ser conduzido em 2011 irá avaliar o impacto inicial da Agencia na cobertura noticiosa do HIV e SIDA.

Objectivos

O objectivo deste estudo é providenciar uma análise quantitativa e qualitativa da cobertura noticiosa do HIV e SIDA (com foco na criança) de forma a informar o trabalho da recém criada Agência de Notícias de Resposta à SIDA e ter uma melhor compreensão do potencial leque de informação, conhecimento, crenças e atitudes dos público sobre a pandemia do HIV em Moçambique.

Metodologia

Este estudo combina técnicas de análise quantitativa e qualitativa dos artigos e correspondentes fotografias publicadas em sete jornais  – três diários e quatro semanais – nomeadamente (i) Diário de Moçambique, (ii) Notícias, (iii) O País, (iv) Domingo, (v) Magazine Independente, (vi) Savana e (vii) Zambeze. O período de análise foi de seis meses, de Novembro de 2008 a Abril de 2009.

Constatações
 
Persistência de esteriótipos e julgamentos morais: a imprensa moçambicana continua a usar em grande escala expressões metafóricas à volta do HIV e SIDA, que encerram estereótipos e implicam um discurso moral. Estes julgamentos praticamente desapareceram do discurso científico e programático.

Limitada cobertura de factos e eventos relacionados com o HIV: A distribuição de artigos sobre o HIV e SIDA durante o período analisado (que teve um momento alto em Dezembro com a celebração do Dia Mundial da SIDA) combinado com o tipo de artigos publicados (notícias primárias) mostram que a cobertura do HIV e SIDA na imprensa moçambicana é baseada em eventos (isto é, ligada a dias comemorativos, seminários, workshops, marchas, etc) mais do que associada a um problema que atraia os jornalistas e os motive a desenvolver análises profundas de forma regular.

Assuntos relacionados com o HIV são tratados de forma superficial e os artigos focalizam nos dados epidemiológicos: Os jornalistas enfrentam dificuldades para desenvolver análises profundas sobre assuntos relacionados com o HIV e SIDA, que são complexos e multifacetados. Uma análise abrangente requer que jornalistas questionem a informação e verifiquem as várias fontes de forma a escrutinar todos os aspectos do problema.

Este estudo de base indica que os jornalistas usam uma variedade de fontes mas que os dados usados são mais relacionados com a incidência, prevalência e outras estatísticas relacionadas como o HIV. Os artigos não apresentam geralmente qualquer tipo de análise que permita compreender o que está por detrás dos números.

As fontes institucionais e oficiais são predominantemente citadas enquanto os grupos vulneráveis estão “silenciosos”: entre as várias fontes usadas na imprensa moçambicana, as vozes do Governo e das Organizações Não Governamentais (ONGs) são predominantes. O principal foco é colocado no discurso da “autoridade” e do “especialista competente”.

Grupos vulneráveis específicos como as pessoas vivendo com HIV e SIDA, adolescentes e jovens, crianças, trabalhadoras do sexo, etc, não têm voz na imprensa. Para além de não aparecerem como informantes, estes grupos estão na maior parte das vezes ausentes como protagonistas nos artigos relacionados com o HIV e SIDA, reduzindo por isso a diversidade das fontes e perspectivas na imprensa.

 

 

 

 

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