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Providenciando cuidados a crianças vulneráveis e suas famílias nas comunidades

© UNAIDS/Eliane Beeson
Farcelina Tamele da Kuvumbana, uma organização baseada na comunidade que presta assistência a pessoas vivendo com HIV e SIDA, visita Celeste e seus netos órfãos de ambos os pais em Xai-Xai.

Xai-Xai, Moçambique, 2010 - Celeste Macuacua*, viúva de 60 anos de idade que vive com seus dois netos órfãos, acabava de voltar para casa esta manhã, vindo da sua machamba, quando ela ouviu uma voz familiar do lado de fora.
 
À entrada do seu quintal estava a activista comunitária Farcelina Tamele, que passava por sua casa como parte das visitas domiciliárias que faz rotineiramente às famílias vulneráveis na comunidade. Farcelina dirige a Kuvumbana, uma organização baseada na comunidade que fornece assistência e apoio a pessoas afectadas pelo HIV e SIDA.
 
Buscando refúgio do já forte sol do meio da manhã, elas sentam-se numa esteira perto da pequena cabana, à sombra de uma frondosa mangueira. A activista inteira-se sobre a situação da família. Celeste vive com o HIV e SIDA, uma doença que está a minar a sua capacidade de prover para si e sua família. Quando a sua filha e seu genro terem perdido a vida há dois anos, ela ficou sozinha a cuidar dos netos Jumer de 6 anos e Manuel de 7 anos de idade.

"Meus netos estão a crescer bem", diz Celeste. "Mas está a tornar-se cada vez mais difícil para mim caminhar longas distâncias para ir trabalhar na machamba e vender o meu produto no mercado".
 
A pandemia da SIDA está a afectar um número crescente de famílias em aldeias e cidades de todo o país. Estima-se que existem 1,2 milhões de crianças órfãs em Moçambique, dentre as quais cerca de 350 mil perderam os pais devido à SIDA. Confrontados com um número crescente de crianças vulneráveis, os mecanismos tradicionais de apoio oferecidos pelos membros das famílias, parentes ou conhecidos, estão cada vez menos capazes de dar uma resposta adequada.
 
Como parte dos esforços para alcançar as famílias mais vulneráveis, o UNICEF apoia sete organizações baseadas na comunidade, como a Kuvumbana, para facilitar o acesso das crianças mais vulneráveis a um leque de seis serviços básicos - apoio jurídico, tal como registo de nascimento, educação básica, cuidados de saúde; alimentos e apoio nutricional, apoio financeiro e apoio psicossocial. Estes serviços foram definidos como prioridade no Plano de Acção para Crianças Órfãs e Vulneráveis adoptada pelo Governo para 2006-2010.
 
Kuvumbana começou a prestar assistência a Celeste e seus netos em 2006, no âmbito do programa “Nosso lar é aqui”. Kuvumbana reúne cerca de 30 activistas comunitários que foram treinados para prestar apoio psico-social e cuidados domiciliários a famílias vulneráveis, como as chefiadas por crianças e idosos.

Em 2009, Kuvumbana alcançou cerca de 4.200 crianças vulneráveis na província de Gaza com serviços sociais básicos. Durante as visitas domiciliárias, os activistas ajudam a garantir que as necessidades básicas dos membros da família mais vulneráveis são providenciadas, explica Farcelina.
 
"Por exemplo, nós referimos Celeste ao centro de saúde local para tratamento anti-retroviral, e ela está a reagir bem até agora", afirma Farcelina. "Nós também registamos as crianças de forma que elas tenham certidões de nascimento."

Como resultado, Manuel já vai à escola. Ele foi matriculado na escola primária mais próxima e recebeu material escolar e roupa para que possa frequentar as aulas. E sua irmã Jumer vai começar em breve.
 
"O apoio que recebemos dos activistas dá-me esperança de que meus netos vão poder ter uma vida melhor", confessa Celeste.
 
No ano passado, com apoio do UNICEF, sete organizações baseadas na comunidade assistiram quase 24 mil crianças de famílias vulneráveis em sete províncias, de modo a que tivessem acesso a pelo menos três dos seis serviços básicos.

*Nome fictício para proteger a sua identidade.

 

 
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