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Escolas Amigas da Criança para as mais vulneráveis

© UNICEF Moçambique/Emidio Machiana
Delfina, de 9 anos de idade, estudante da Escola Primária 3 de Fevereiro, no distrito de Búzi, com uma sacola escolar providenciada pelo UNICEF e Ministério da Educação.

Búzi, Província de Sofala, 2010 – De pé em frente à sua sala de aula recentemente construída, Muchindo Alberto, professor da quinta classe na Escola Primária 3 de Fevereiro, no distrito de Buzi, fala com orgulho da sua escola amiga da criança.

A escola é parte da iniciativa Escolas Amigas da Criança, uma parceria entre o Ministério da Educação e o UNICEF, introduzida no distrito de Búzi em 2007.

Olhando à volta, Alberto chama-nos rapidamente a atenção para as mudanças visíveis que melhoraram a experiência de ensino e aprendizagem nos últimos três anos.

“Até muito recentemente, muitas crianças tinham de se sentar no chão, mas hoje em dia temos carteiras suficientes para todas”, diz.

Ao mesmo tempo, a construção de cinco novas latrinas teve um papel importante na retenção das crianças na escola, explica.
 
“A escola tinha apenas três latrinas em más condições, o que fazia com que as crianças fossem relutantes em usa-las. Muitas vezes perdiam aulas por causa disso”.

Alberto indica as melhorias mais evidentes, mas sabe que a construção de novas infraestruturas é só uma parte da equação quando se trata de criar um ambiente de aprendizagem que se preocupa com as necessidades de todas as crianças, especialmente as mais vulneráveis.

Em países como Moçambique, o impacto do SIDA, pobreza e insegurança alimentar enfraqueceu o sistema de apoio tradicional providenciado pelas famílias e comunidades, dando lugar ao rápido crescimento do número de crianças vulneráveis.

Estima-se que existam cerca de 1.2 milhões de crianças órfãs no país, das quais 350 mil devido ao SIDA.

Em resposta a estes desafios, o programa Escolas Amigas da Criança pretende melhorar a qualidade de educação em escolas primárias através da implementação de um pacote integrado de intervenções nas escolas, com padrões de qualidade básicos. Neste contexto, as escolas tornaram-se pontos de entrada para providenciar um leque de serviços básicos.

© UNICEF Moçambique/Emidio Machiana
Crianças numa sala de aulas recentemente construída e equipada com novas carteiras escolares na Escola Primária 3 de Fevereiro, distrito do Búzi.

O pacote de intervenções inclui cinco áreas principais – educação, água, saneamento e higiene, saúde, protecção das crianças vulneráveis e participação comunitária – cuidando do bem estar físico, psicológico e emocional de todas as crianças, com atenção especial para as crianças vulneráveis e raparigas em sete distritos de sete províncias.

“Professores, pais e membros do Conselho de Escola trabalham em conjunto para identificar crianças vulneráveis na comunidade”, diz Alberto olhando para Delfina, de nove anos de idade, que brinca com os seus amigos no recinto escolar.

“Tentamos providenciar apoio em várias frentes, dando prioridade aos materiais escolares e referindo os mais vulneráveis para os serviços sociais”, esclarece.

Em colaboração com as autoridades de saúde ao nível local, a escola também facilita o acesso a cuidados básicos de saúde. Unidades móveis de saúde visitam a escola regularmente para vacinação, desparasitação e triagem nutricional.

“Os estudantes aprendem também habilidades de vida como a importância de prevenir o HIV e a maioria das doenças mais comuns, como melhor lavar os dentes e seguir uma boa dieta”, diz Alberto.

Introduzido em Moçambique em 2006, o pacote Escolas Amigas da Criança cobre agora todas as escolas primárias de sete distritos, beneficiando aproximadamente 750 escolas e cerca de 300 mil crianças do ensino primário.

Dados do sector da Educação mostram que todos os distritos amigos da criança registaram um aumento do número de crianças órfãs matriculadas, especialmente nos distritos de Chibuto e Búzi, onde os números são quase o dobro da média nacional. Desde 2006, o programa alcançou mais de 93 mil crianças órfãs e vulneráveis, 8354 das quais foram matriculadas na escola e 58 mil receberam apoio material.

 

 
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