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Grupos de Apoio de Mães Seropositivas ajudam a trazer à vida crianças saudáveis

© UNICEF Moçambique/Emidio Machiana
Hortência trouxe a sua filha Maria, de 14 meses de idade, para ser pesada e observada na Consulta de Criança em Situação de Risco no Centro de Saúde de Xai-Xai.

Xai-Xai, Janeiro de 2010 – Tal como nos outros dias da semana, o Centro de Saúde da cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, regista uma grande azáfama logo de manhã. Na sala de espera dos serviços de saúde materno-infantil, cerca de duas dúzias de mulheres aguardam pela sua vez, muitas delas com as suas crianças pequenas dormindo ao colo ou nas suas costas, apesar do barulho.

Hortência trouxe a sua filha de 14 anos de idade, Maria, para ser observada na consulta de criança em situação de risco. Maria é um dos vários exemplos de crianças nascidas de mães seropositivas, mas livres do SIDA graças ao programa de Prevenção da Transmissão Vertical (PTV) implementado naquele centro de saúde desde 2004, com apoio do UNICEF.

“Quando fiz o teste do HIV durante a gravidez, o resultado foi positivo”, diz Hortência. “Como queria que minha filha nascesse com saúde vim a todas as consultas, cumpri com o tratamento e com todas as recomendações que me deram aqui”.

Logo depois do parto, a recém-nascida Maria tomou também a sua dose do antiretroviral Neverapina, e Hortência conseguiu amamenta-la exclusivamente durante os seis primeiros meses, conforme o recomendado. Uma vez por mês ela vinha ao controle para assegurar que tudo estava bem com a saúde de Maria.

“Maria já foi submetida ao teste do HIV. O resultado foi negativo. Sinto-me muito feliz e encorajada”, confessa Hortência enquanto ajuda a enfermeira a pesa-la. 

Mas Hortência reconhece que nem sempre foi fácil. O papel do Grupo de Apoio de Mães Seropositivas do Centro de Saúde de Xai-Xai foi determinante para que conseguisse ultrapassar o receio e efeitos do estigma e da descriminação que no início sofreu. Com o apoio deste grupo ela conseguiu continuar a ter esperança e a acreditar que valeria a pena seguir com o programa de PTV.

© UNICEF/MOZA-01638/G.Pirozzi
Uma enfermeira introduz o programa de PTV a mulheres grávidas.

“Quando informei ao meu marido sobre o resultado do teste, não fui bem recebida. Ele não quis fazer o teste e começou a discriminar-me. Mas o Grupo de Apoio fez-me sentir melhor porque encontrei nele outras mulheres com o mesmo problema. Ajudamo-nos umas as outras” explica Hortência.

Hortência conta que com o Grupo de Apoio aprendeu como lidar com o HIV e SIDA e como melhor cuidar de Maria para que ela tivesse um crescimento saudável. Mulheres mais experientes do grupo, com a ajuda das enfermeiras do centro de saúde, ensinaram como melhor preparar refeições nutritivas para a pequena Maria e regras básicas de higiene para a criança, entre outras boas práticas.

“Graças ao Grupo de Apoio não tive nenhuma dificuldade em cumprir com o PTV. Tornei-me até numa activista. Principalmente agora que minha filha nasceu livre do SIDA tenho partilhado a minha experiência com outras mulheres grávidas aqui no centro, na minha família e lá no bairro”, afirma Hortência com orgulho.

Os Grupos de Apoios de Mães Seropositivas são uma parte integral das intervenções do programa de PTV promovidas pelo Ministério da Saúde desde 2004. O objectivo é ajudar as mulheres grávidas e mães seropositivas a fazer face às barreiras sócio-culturais, e providencia-las informação pertinente e apoio psicossocial.

Um estudo conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Center for Disease Control (CDC), o International Training & Education Center on HIV/AIDS (I-TECH) e o UNICEF, concluiu que os Grupos de Apoio são uma importante intervenção que pode ser efectiva na melhoria dos resultados dos programas de PTV no país.

Progressos significativos têm sido alcançados na redução da transmissão do HIV de mãe para filho nos últimos anos. O número de unidades sanitárias dispondo de um programa de PTV aumentou de 222 em 2006 para 740 em 2009.

O Ministério da Saúde pretende expandir os serviços de PTV para todas as unidades sanitárias do país com enfermarias oferecendo serviços de saúde prenatal e materna, cobrindo 861 unidades sanitárias em 2011 – cerca de 90 por cento do total de unidades sanitárias.

 

 
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