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Programa de reabilitação nutricional ajuda crianças em risco

© UNICEF Moçambique/Emidio Machiana
Delfina e seo filho João, de 14 meses de idade, na enfermaria de pediatria do Hospital Central de Xai-Xai.

Moçambique, Dezembro de 2009 – É já fim da manhã na cidade de Xai-Xai, capital da provincia de Gaza. Na enfermaria de pediatria do Hospital Central de Gaza, o pequeno João, de catorze meses de idade, brinca alegremente no colo da sua mãe Delfina. João tem boas razões para se sentir revigorado: há bem pouco tempo comera com bastante apetite a sua refeição terapêutica, preparada sob a supervisão atenta de uma enfermeira bem treinada e atenciosa.

“Vim para uma consulta com João na semana passada, porque ele estava com os pés inchados. Depois de ser observado disseram-me que estava com desnutrição grave”. Explica Delfina.

Crianças como João, com desnutrição aguda grave e complicações médicas, são de imediato internadas e integradas no Programa de Reabilitação Nutricional, onde são tratadas com os leites terapêuticos conhecidos por F-75 e F100 – providenciados com apoio do UNICEF.

O Programa foi estabelecido no país pelo Ministério da Saúde e inclui a disponibilização de um pacote integrado de saúde e nutrição básica, composto por intervenções como a alimentação de lactentes e crianças pequenas, nutrição materna, suplementação com micronutrientes, desparasitação e monitoria do crescimento.

Para além disso, as mães são envolvidas em actividades de educação nutricional, com demonstrações práticas sobre como preparar refeições equilibradas e enriquecidas, sobre as boas práticas de higiene e sobre os cuidados de saúde em relação às doenças mais frequentes da infância.

“Desde que aqui estamos, há cerca de uma semana, João tem recebido medicamentos e leite especial. Aprendi também como fazer papas melhoradas. Ele já está muito melhor agora!” nota Delfina com alívio.

Dados recentes indicam que a percentagem de crianças com desnutrição crónica em Moçambique ronda os 44 por cento, sendo a percentagem de crianças menores de cinco anos com baixo peso para a sua idade de 18 por cento. A prevalência de desnutrição aguda ronda os 4 por cento.

Em resposta ao problema da desnutrição aguda grave, as autoridades de saúde introduziram também o tratamento da desnutrição em ambulatório, com o envolvimento da comunidade, e o seguimento nas consultas externas nas unidades sanitárias.

As intervenções incluem a suplementação com vitamina A, triagem nutricional e tratamento e reabilitação nutricional das crianças desnutridas, educação nutricional, promoção do aleitamento materno exclusivo nas comunidades e formação de trabalhadores comunitários de saúde.

Um dos benefícios desta abordagem é que permite que o tratamento da desnutrição aguda grave sem complicações seja feito em casa, em ambiente familiar, através da administração de um alimento terapêutico pronto para uso (ATPU) – cuja fórmula é geralmente conhecida por PlumpyNut, também providenciado com apoio do UNICEF e da Clinton Foundation.

As crianças como o João, que precisam de ser hospitalizadas para controlar as complicações médicas, podem beneficiar deste tratamento em ambulatório após o tratamento das complicações.

Mas não é tudo. A província de Gaza apresenta a taxa de prevalência do HIV e SIDA mais alta do país, atingido cerca de 27 por cento entre as mulheres grávidas. Em várias enfermarias de pediatria, incluindo na do Hospital Central de Xai-Xai, tem se constatado que cerca de metade das crianças sofrendo de desnutrição aguda grave estão infectadas pelo HIV.

João também não escapou à pandemia. Delfina acaba de receber a notícia de que o problema de desnutrição do pequeno João está associado ao HIV. Mas, ela está esperançada de que com o tratamento disponibilizado no hospital, ambos irão sobreviver.

“O que nós fazemos aqui é o tratamento das infecções oportunistas e tratamento antiretroviral para mulheres grávidas, crianças, adolescentes e adultos com HIV. Temos um canto de pediatria especializado para o atendimento à criança.” explica a Dra Eunice, uma das médicas de serviço naquele dia.

O Programa de Reabilitação Nutricional e o tratamento pediátrico do HIV e SIDA, ambos apoiados pelo UNICEF e outros parceiros, estão bastante interligados e fazem parte da Atenção Integrada das Doenças Neonatais e da Infância (AIDNI). Trata-se de uma abordagem introduzida em Moçambique por forma a responder de forma abrangente às principais causas de mortalidade de crianças, e promover melhores práticas de cuidados de saúde e nutrição para as crianças no seio das famílias.

 

 
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