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Avaliação das Actividades de Teatro Comunitário: Relatório Final

© UNICEF/MOZA-1601/Giacomo Pirozzi
Gentilde Silva é membro do grupo de teatro comunitário da Casa da Cultura na Beira. Ela apresenta uma peça a uma grande audiência no mercado da Munhava, o bairro mais populoso da cidade da Beira. O grupo é parte da rede de Teatro do Oprimido.

Maputo, Novembro de 2009 – Em 2008, o UNICEF contratou uma empresa de consultoria para avaliar a efectividade, eficiência, sustentabilidade, relevância e impacto das actividades do projecto de “Mobilização Social através da Rede de Teatro Comunitário”.

Este projecto surge de uma parceria iniciada em 2005 entre o UNICEF e o Grupo de Teatro do Oprimido (GTO), no contexto da mobilização social através do teatro comunitário participativo.

As actividades incluem peças teatrais com conteúdos que visam sensibilizar a população para a necessidade de mudarem de atitude e de comportamento nas áreas de educação da rapariga, protecção dos direitos da criança, prevenção da cólera, malária e HIV. O projecto abrange as províncias de Nampula, Cabo Delgado, Gaza, Maputo, Manica, Sofala, Tete e Zambézia.

 Metodologia

A avaliação foi feita nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia. A base de amostragem do inquérito foi o Censo 2007 (INE, Resultados Preliminares do Censo 2007) e a lista de localidades, povoações e aldeias que foram abrangidas pelo projecto GTO (Relatório Trimestral GTO-Maputo, 2008).

A lista fornecida pelo GTO mostra a relação das aldeias que se beneficiaram do projecto, as faixas etárias da população que assistiu aos programas de teatro/vídeo e o número efectivo de beneficiários. A população beneficiária nos últimos três meses anteriores ao inquérito foi também usada como parte da base da amostragem.

© UNICEF/MOZA-2320/T.Delvigne-Jean
Peça de teatro comunitário pelo Grupo de Teatro do Oprimido.

A amostra final foi de 82 áreas de trabalho, tendo sido inquiridas cerca de 3900 pessoas de 7 anos ou mais anos de idade, distribuídas em cerca de 1312 agregados familiares.

Conclusões

  • De forma geral, os inquiridos estão muito satisfeitos com o programa e acreditam estar a contribuir para a melhoria da qualidade de vida e do bem estar das comunidades.
  • O programa esta a ser eficaz no alcance dos seus objectivos, isto é, sensibilizar a população para a mudança de atitude e de comportamento nas áreas de educação da rapariga, promoção dos direitos da criança e prevenção da cólera, malária e HIV.
  • Contudo, existe um conhecimento limitado das actividades do GTO nas zonas rurais, uma vez que actua com maior incidência nas sedes dos distritos.
  • O programa mantém a sua relevância. No entanto, algumas melhorias no processo, como mudanças ou ajustamento no enfoque das mensagens – maior incidência do em outras questões que não sejam exclusivamente o HIV e SIDA, relacionadas com os direitos da criança, melhoria  das condições de vida, etc – poderão melhorar ainda mais o impacto do programa.
  • Algumas situações culturais podem estar por detrás de alguma resistência no processo de implementação do programa, havendo necessidade de melhorar o alinhamento entre as práticas aceites nas respectivas regiões e as boas experiências que o projecto pretende introduzir.

Recomendações

Em face das constatações, a avaliação recomenda:

  • Diversificar o foco do programa não só em HIV e SIDA mas também aumentar a disseminação das outras questões relevantes incluídas no programa.
  • Consciencializar os coringas (animadores) de que o HIV e SIDA deve ser um assunto transversal e outras áreas de serviços incluídas no programa merecem igual atenção e prioridade.
  • Levar as mensagens do programa para zonas rurais mais recônditas, onde se constatou ser bastante limitado o conhecimento e a informação sobre o programa.
  • Harmonizar o trabalho do GTO com outros parceiros que operam na região, no que respeita aos programas, mensagens e metodologias de trabalho.
  • Avaliar a possibilidade de separar as peças de teatro dos adultos e das crianças.
  • Capacitar os coringas distritais e encontrar formas de garantir a sua permanência uma vez capacitados.
  • Usar meios audiovisuais de maior impacto em algumas sessões de teatro.
  • Fortalecer a orientação do programa para o desenvolvimento de habilidades participativas.
  • Reforçar o sistema de monitoria e avaliação a todos os níveis.
  • Incentivar dentro do programa as oportunidades de partilha de experiências entre os diferentes coringas, parceiros e actores relevantes.
  • Melhorar o alinhamento das peças aos aspectos sócio-culturais de cada região.

 

 
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