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Estudo Nacional sobre a Mortalidade Infantil, 2009: Sumário dos resultados

© UNICEF Moçambique

Moçambique, 30 de Setembro de 2009 – O Ministério da Saúde, com o apoio do UNICEF e do London School of Hygiene and Tropical Medicine, conduziu em 2008 um Estudo Nacional Sobre a Mortalidade Infantil. O estudo teve por objectivo para medir as taxas de mortalidade neonatal, infantil e de menores de cinco anos em Moçambique para todas as causas relevantes aos programas, utilizando os dados recolhidos ao nível da comunidade.

Metodologia

O estudo usou a autópsia verbal (VA) como método principal para a recolha de dados. A autópsia verbal (VA) trata de entrevistar membros de uma família ou provedores de cuidados sobre as circunstâncias por detrás da morte de uma criança depois da ocorrência do evento.
 
O estudo abrangeu todas as mortes de crianças identificadas através do Inquérito Nacional sobre as Causas de Morte (INCAM), que registou as mortes de crianças de todas as idades numa amostra representativa de 388 agregados de cerca de 2.000 habitantes de todas as 11 províncias de Moçambique, entre 1 de Agosto de 2006 a 31 de Julho de 2007. O INCAM identificou cerca de 10.000 mortes das quais cerca de 4500 eram crianças com menos de cinco anos de idade.

Para além disso, o estudo fez uso de quase 500 crianças menores de cinco anos que morreram nos hospitais rurais e urbanos como casos de referência. Estes casos foram examinados por médicos (os examinadores médicos) que usaram todas as informações disponíveis não apenas da VA mas também dos  registos médicos da criança para atribuir a causa de morte.

Sumário dos resultados

  • Para o período neonatal (menos de um més de vida), o estudo revela que as três principais causas de morte são: a prematuridade (35%), asfixia perinatal (24%) e sepsis do recém-nascido (17%), representando, no total, 76% da mortalidade neste grupo etário. As restantes mortes são causadas por doenças infecciosas (12%) e outras causas não infecciosas (12%).

  • No período pós-neonatal (1-12 meses), a principal causa de morte é a malária (33%), seguida da infecção respiratória aguda (IRA) (19%), SIDA (11%), doenças diarréicas (10%), meningite (3% ) e outras doenças infecciosas (10%). As doenças não infecciosas são responsáveis por 14% das mortes.

  • A malária é responsável por quase metade (46%) das mortes no grupo etário dos 12 meses a quatro anos de idade. As outras causas são a SIDA (13%), doenças diarréicas (8%), IRA e a desnutrição (6% cada), outras doenças infecciosas (4%, incluindo a meningite) e 16% para as outras doenças não infecciosas.

  • Ao nível das zonas geográficas, as maiores proporções de mortes por doenças diarréicas são registadas em Inhambane (12%) e Cabo Delgado (11%).

  • As mortes por SIDA são, de certa forma, maiores em zonas urbanas (11%) do que nas zonas rurais (9%), sendo a Província de Maputo (18%) e a província de Gaza (16%) as que registam as maiores fracções de mortalidade.

  • Com relação à malária, as áreas rurais registam as percentagens mais elevadas de morte (34%). A malária é responsável por mais de um quarto das mortes de crianças com menos de cinco anos em todas as províncias à excepção da Província de Maputo e Cidade de Maputo (18%).

  • As Infecções Respiratórias Agudas (IRA) representam 13% a 14% das mortes de crianças abaixo dos cinco anos nas quatro províncias: Zambézia, Tete, Manica e Cabo Delgado.
© UNICEF Moçambique

Conclusões:

O estudo confirma a malária como a principal causa de mortalidade infantil no país, responsável por cerca de um terço das mortes de menores de cinco anos.

  • Casos neonatais específicos (asfixia perinatal, sepsis do recém-nascido e prematuridade) são a causa secundária, contribuindo para cerca de 16 por cento das mortes em menores de cinco anos.

  • Infecção respiratório aguda (IRA) e SIDA, cada uma contribuindo em cerca de 10 por cento para a morte de crianças, seguida de doenças infecciosas intestinais responsável por cerca de 7 por cento.

  • O método de autópsia verbal (também conhecido por método King-Lu) provou ser útil na atribuição de fracções de mortalidade por causas específicas.

Recomendacões

  • O país deve prosseguir e intensificar os seus esforços com vista a reduzir a incidência e as taxas de letalidade da malária: (i) aumentando a proporção de crianças que usam redes mosquiteiras tratadas com insecticidas (actualmente estimado em 23%) – e reforçando, se necessário, o programa de pulverização; e (ii) aumentando a percentagem de casos tratados com medicamentos anti-maláricos no prazo de 24 horas do início dos sintomas (actualmente 23%).

  • O país deve prosseguir e intensificar os seus esforços para reduzir a mortalidade neonatal, aumentando a proporção de partos assistidos por profissionais de saúde (actualmente 55%), bem como sua capacidade de intervenção obstétrica e encaminhamento atempado dos partos que necessitem de assistência especializada.

  • Existe uma necessidade de aumentar a proporção de casos suspeitos de pneumonia que procuram os serviços de saúde (actualmente 65%) e recebem tratamento com antibióticos (actualmente 22%).

  • É também necessário aumentar a percentagem de mulheres grávidas que recebem informações sobre o HIV e SIDA (actualmente 60%) e que são testadas (actualmente 29%) durante as suas consultas pré-natais, e de mulheres seropositivas e seus bebês que recebem tratamento adequado para a prevenção da transmissão vertical.

  • Embora as estatísticas apontem para avanços significativos na redução das mortes por doenças diarréicas, o nível de utilização da terapia de reidratação oral (actualmente 54%) deve ser aumentado, e os conhecimentos dos provedores de cuidados devem ser aperfeiçoados para reduzir a mortalidade desta causa de morte eminentemente prevenível.

  • Esforços especiais devem ser concentrados nas províncias da Zambézia e Cabo Delgado, visto que apresentam altas taxas de mortalidade por várias das causas mais importantes de morte em menores de cinco anos.

 

 

 

 

Publicação

Estudo Nacional sobre a Mortalidade Infantil, 2009: Sumário


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