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Avaliação do Programa de Consciencialização sobre HIV e SIDA nas Escolas

© UNICEF Moçambique/E.Machiana
Hélton (meio) de 11 anos, desempenha o papel de uma criança tornada órfã pelo SIDA, que recebe apoio dos seus amigos. A peça é apresentada na turma como parte do programa de prevenção do HIV nas escolas, apoiado pelo UNICEF.

Maputo, Junho 2009 - Em 2008 o UNICEF contratou a empresa Ernst & Young para realizar uma avaliação do impacto do Programa de Consciencialização sobre o HIV e SIDA nas Escolas, apoiado pelo UNICEF. O programa foi iniciado na província de Maputo em 1999, em 2002  expandido para as províncias de Manica, Sofala, Zambézia e Gaza, em 2005 para Tete e Nampula e em 2007 para as restantes províncias do país.

O programa foi implementado em cada uma das províncias por associações de pessoas vivendo com HIV/SIDA que eram coordenadas pela RENSIDA. Essas associações providenciam activistas que orientam sessões com alunos entre a 4ª e 5ª classes. A UNICEF participou como agência financiadora. Alunos entre os 10 e 14 anos de idade foram tomados como população alvo para a implementação do programa, assim como para a presente avaliação.

O programa enquadra-se nos esforços do governo moçambicano e de parceiros de cooperação e desenvolvimento operando em Moçambique para consciencialização de pessoas sobre o perigo que o HIV/SIDA representa para o desenvolvimento social e económico sustentado do país. Ademais, o programa procura em última instância contribuir para o alcance do Objectivo do Milénio de combate ao HIV/SIDA.

A avaliação ocorre em 2008 depois de 4 anos (2004-2008) desde que a primeira avaliação ao programa foi efectuada de modo a se identificar as mudanças ou o seu potencial para que medidas correctivas sejam tomadas em fases subsequentes de implementação.

Em linha com os termos de referência, a avaliação tinha como objectivos analisar os resultados do programa sobre (i) o nível de conhecimento sobre HIV/SIDA de acordo com o programa de ensino; (ii) atitude em relação a pessoas portadoras de HIV/SIDA e crianças COV; (iii) potencial comportamento em situação de risco; (iv) contexto de implementação do projecto na escola e na comunidade e (v) partilha de conhecimento com familiares.

A avaliação do programa cobriu todas as províncias do país e assentou no uso de grupos de discussão focal dado que a administração de questionários provou ter baixas taxas de resposta segundo à equipa de avaliação da UNICEF. Outras fontes como professores ou representantes de escolas foram consultadas para ajudar a aceitação, relevância e impacto do programa nas diferentes comunidades em que foi implementado.

A colecta de dados foi precedida por uma fase piloto na província de Maputo e em face das limitações identificadas do guião de colecta de informação com alunos, algumas correcções ao guião foram efectuadas. A amostra foi de 873 alunos (dos quais 434 dos inquiridos eram rapazes e 439 raparigas), representando um total de 63 escolas (maioritariamente nas zonas rurais) nas 10 as províncias do país, (das quais 34 escolas dentro do programa e 29 fora do programa). De salientar que o intervalo de idades dos alunos inquiridos foi de 10- 14 anos  e o número médio de alunos por escola foi de 10 alunos.

Uma limitação importante da avaliação é que embora a amostra calculada e a real sejam estatisticamente representativas para o país, algum cuidado na leitura deve ser feito pois a comparação que é feita entre províncias ou regiões sul, centro e norte do país, é feita com sub-estratos que podem não ser representativos.

No entanto, a comparação é feita pelo potencial que têm em revelar fraquezas num local em relação aos outros, e por isso, a necessidade de maior esforço ser concentrado nessas regiões nas fases seguintes do programa ou num outro futuro. Outra limitação do programa é que os indicadores do programa não são facilmente quantificáveis e nem há um baseline do programa, contra o qual o progresso pudesse ser medido.

A análise dos indicadores do programa revelou eficácia do programa devido aos resultados alcançados para os seus principais indicadores, pois:

  • Parte substancial demonstrou ter conhecimentos fundamentais sobre HIV/SIDA, o que significa que (i) 86 % dos alunos já ouviu de falar de HIV/SIDA, dos quais 47 % são rapazes e 53 %, raparigas; (ii) 53 % dos alunos sabe o que é HIV/SIDA, sendo 50% rapazes e 50 %, raparigas e;

  • A maior parte adquiriu e desenvolveu habilidades para a vida, conforme o preconizado pelo programa.

Na aprendizagem e sedimentação do conhecimento dos alunos, houve outras fontes não relacionadas com o programa que tiveram a sua quota-parte nos resultados, pois, 36,1 % revelou ter aprendido na escola o que sabe sobre HIV/SIDA e habilidades para a vida, mas também de outras fontes como a mãe (14%), o pai (10%), irmãos (12%) e amigos (10%). Isto significa que o programa em si teve sucesso e manteve-se relevante ao longo da sua implementação, mas o seu sucesso está acoplado à contribuições do meio social dos alunos.

Considerando ainda a diferença de comparação de resultados entre escolas dentro e fora do programa, a avaliação recomenda que haja harmonização, partilha ou cooperação com outras agências que trabalham em HIV/SIDA nas escolas com alunos entre os 10 e 14 anos de idade.

 

 

 

 

Publicação

Avaliação do Programa de Consciencialização sobre HIV/SIDA nas Escolas


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