UNICEF lança relatório sobre a situação da infância em ÁfricaMaputo, 25 de Novembro de 2008 – É hoje lançado em Nairobi o relatório do UNICEF “Situação da Infância na África 2008: Sobrevivência Infantil”, pelo antigo Presidente da República de Moçambique, Joaquim Chissano, e pelo Primeiro Ministro da República do Quénia, Raila Odinga. Trata-se de uma das mais importantes publicações globais do UNICEF, que apresenta informação actualizada e análises da situação da criança no continente africano e propõe acções concretas e programas que podem salvar milhões de vidas. O relatório inclui ainda um ensaio apresentado por Joaquim Chissano, no qual destaca a importância da boa governação para que sejam alcançados resultados tangíveis para a criança. “O que é preciso são lideranças comprometidas a nível nacional e na comunidade, parceiros comprometidos, recursos e excelente governação para a realização das mudanças substanciais e positivas para a vida da criança”, disse Joaquim Chissano no seu ensaio. Durante a sua visita de dois dias à capital do Quénia, Joaquim Chissano deverá também abordar assuntos relacionados com a sobrevivência da criança em África com líderes governamentais e do sector privado, e testemunhar em primeira mão os desafios enfrentados e as soluções avançadas ao nível das comunidades. Uma das maiores conquistas destacadas no relatório é a significativa redução da taxa de mortalidade de menores de cinco anos, em cerca de 14 por cento entre 1990 e 2006, em vários países da África ao sul do Sahara. Para além disso, as mortes por sarampo diminuíram em 90 por cento entre 2000 e 2006. Melhorias foram igualmente registadas nas condições para a saúde da criança. O uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticida entre crianças menores de cinco anos de idade triplicou em cerca de 16 países do continente. O aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida aumentou de 22 por cento em 1996 para 30 por cento em 2006. No caso específico dos países da África Austral, o acesso ao tratamento antriretroviral para crianças menores de 15 anos aumentou de 12 por cento em 2005 para 17 por cento em 2006. “O relatório revela-nos que os desafios para a melhoria das condições para a sobrevivência da criança em Africa são enormes, mas não impossíveis. Os resultados mostram que com o compromisso de todos, significativos progressos podem ser alcançados”, disse Leila Pakkala, Representante do UNICEF em Moçambique. Segundo o relatório, a Africa ao sul do Sahara continua a ser um dos locais menos favoráveis para a sobrevivência de uma criança até aos 5 anos de idade. Cerca de uma em cada seis crianças morre antes de atingir os cinco anos de vida na região. Só em 2006, 5 milhões de crianças perderam a vida em Africa antes do quinto aniversário natalício, o que perfaz cerca de 14.000 crianças por dia. Cerca de 45 por cento da população na África ao sul do Sahara não tem acesso a fontes melhoradas de água potável, dos quais 45 milhões são crianças. Mais de 60 por cento continuam sem acesso à saneamento adequado, indica o relatório. Neste âmbito, o relatório salienta a necessidade de colocar a sobrevivência infantil no centro da agenda de desenvolvimento e direitos humanos em África, para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Para que estes objectivos sejam efectivamente alcançados, o relatório recomenda que sejam feitos investimentos em larga escala dirigidos para a melhoria dos sistemas de saúde na África ao sul do Sahara, para capitalizar os ganhos recentes e ajudar as crianças que tenham acesso inadequado a cuidados de saúde. Para mais informação queira contactar: Thierry Delvigne-Jean, Especialista de Comunicação, UNICEF Moçambique; Tel: (+258) 21 481 121; tdelvignejean@unicef.org Gabriel Pereira, Oficial de Comunicação, UNICEF Moçambique, Tel : (+258) 21 481 181; Celular: (+258) 82 316 5390; gpereira@unicef.org (Em Nairobi, acompanhando o lançamento do relatório) Emidio Machiana, Oficial de Comunicação, UNICEF Moçambique, Cel: (+258) 820305100; email: emachiana@unicef.org
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