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Promovendo a educação da rapariga para assegurar um início de vida saudável para todas as crianças

© UNICEF/MOZA-02619/Thierry Delvigne-Jean
Uma professora lê para os seus alunos numa sala de aulas da Escola Primária de Diba, no distrito da Maganja da Costa, província da Zambézia.

8 de Setembro, Dia Internacional da Alfabetização

Maputo, 8 de Setembro de 2008 - “A alfabetização é o melhor remédio” é o tema das celebrações do Dia Internacional da Alfabetização este ano.

O analfabetismo está directamente correlacionado com a baixa esperança de vida, elevados níveis de mortalidade infantil, desemprego e consequentemente com insuficientes rendimentos para garantir as necessidades básicas de um agregado familiar.

“Como sabemos, o acesso das crianças a adequados cuidados de saúde e à educação está directamente relacionado com o nível de educação das mães” diz a Representante do UNICEF em Moçambique, Leila Pakkala.

Pesquisas têm mostrado que as mulheres educadas são menos propensas a perder a vida durante o parto, têm geralmente crianças mais saudáveis e tendem mais a mandar as suas crianças para a escola. São também mais capazes de se proteger a si próprias e às suas crianças do HIV e SIDA, do tráfico e da exploração sexual.

Em Moçambique, cerca de 52 por cento da população não está alfabetizada, com grandes disparidades entre zonas rurais e urbanas.

Contudo, significativos progressos foram alcançados ao longo dos últimos anos, e as crianças moçambicanas têm agora melhores oportunidades de aprender do que anteriormente. Actualmente, 83 por cento das crianças estão matriculadas na escola primária, comparadas com 32 por cento em 1992. Durante este mesmo período, cerca de 500 novas escolas têm sido construidas e 3.500 professores recrutados anualmente.

Mas muitos desafios ainda persistem. Existe apenas um professor para cada 74 alunos, mais de metade das crianças abandonam a escola primária antes de atingirem a quinta classe. As crianças vivendo em famílias mais pobres, crianças tornadas órfãs e raparigas estão particularmente em risco de abandonarem a escola e a não retornarem.

Para fazer face a estes desafios, o UNICEF e parceiros têm estado a apoiar o Governo de Moçambique a expandir o acesso à escola e a melhorar a qualidade do ensino primário, especialmente para raparigas e crianças vulneráveis.

Com o apoio do UNICEF, está a ser implementado em sete distritos uma abordagem inovadora  para melhoria das escolas entre 2006 e 2010.  A Iniciativa Escolas Amigas da Criança, um modelo com o potencial de ser replicado em todo o país, é um pacote de intervenções que criam um ambiente de ensino e aprendizagem inclusivo, amigo da criança, sensível a questões relacionadas com o género e visando a protecção de todas as crianças, particularmente raparigas e crianças vulneráveis.

A iniciativa inclui a provisão de material de ensino e aprendizagem; formação em ensino e gestão escolar; educação em habilidades de vida em tópicos como prevenção do HIV e SIDA e empoderamento das raparigas; instalação de fontes de água e saneamento escolar; educação em matéria de saúde e nutrição baseada na escola; protecção, apoio psicossocial e acesso a serviços sociais para crianças; bem como mobilização social da comunidade para promover os direitos da criança, a educação da rapariga e a prevenção do HIV e SIDA.

Até finais de 2009, esta iniciativa irá alcançar mais de 300 mil crianças em 750 escolas primárias do país.

 

 
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