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Crianças e membros da comunidade juntos na gestão da água e saneamento na escola

© UNICEF Moçambique/ Emídio Machiana
Ivane Alfredo, de 24 anos de idade, é membro do Conselho de Escola e do Comité de Água e Saneamento. Ela garante a boa gestão da fonte de água e a limpeza das latrinas.

Província da Zambézia, Abril de 2008 – A vida das crianças e da comunidade ao redor da Escola Primária Completa de Limuila, no distrito de Maganja da Costa, tem vindo a melhorar desde o ano passado, com a instalação de uma fonte de água potável e de latrinas melhoradas separadas para rapazes e raparigas.

“Quando não havia água passávamos mal. Tínhamos de trazer água de casa em garrafas, o que não era suficiente, pois acabava logo. Agora já temos água a todo o momento para beber e para limpeza das latrinas” afirma Mariamo, de 13 anos, aluna da quarta classe naquela escola.

“As latrinas antigas não tinham água, cheiravam mal e não tinham sítio para sentar. Estas já têm sítio limpo para sentar e água corrente. Já podemos lavar as mãos depois de usar as latrinas”, acrescenta Mariamo motivada.

Desde o início do programa Escolas Amigas da Criança no distrito de Maganja da Costa, em 2006, foram até ao momento construidas cerca de 68 fontes de água beneficiando mais de 34.400 alunos e 19.000 membros das comunidades à volta da escola. Estão também em construção infraestruturas de saneamento em cerca de 35 escolas no mesmo distrito.

Uma componente fundamental desta iniciativa é o Programa de Educação para a Higiene, que está a ser implementado em todas as 128 escolas do distrito. O programa promove o envolvimento dos Conselhos de Escola – composto por membros da comunidade, professores e alunos – na gestão e manutenção de infraestrutueas de água e saneamento.

Até ao momento foram estabelecidos Comités de Saneamento em 73 escolas envolvendo 1168 alunos e 73 professores, para além de membros da comunidade.

© UNICEF Moçambique/ Emídio Machiana
Mariamo, de 13 anos de idade, é aluna da quarta classe na EPC de Limuila. Ela está satisfeita com a construção das latrinas melhoradas porque têm um sítio limpo para sentar e água corrente para lavar as mãos.

Salazar, de 30 anos de idade, pai de um dos alunos da Escola Primária Completa de Limuila, é um dos membros do Conselho de Escola que tem participado na gestão e manutenção da fonte de água, que desde o ano passado funciona através de paineis solares.

“Fui treinado para garantir a manutenção da bomba de água. Quando a bomba avariou recentemente, nós membros da comunidade adquirimos as peças e reparamos a avaria rapidamente”, conta Salazar orgulhosamente. 

A participação de mulheres na gestão da água e infraestruturas de saneamento é também bastante estimulada.

“Há dois anos fui eleita pelo Conselho de Escola para para integrar o Comité de Água e Saneamento. Minha tarefa é garantir a boa gestão da água, a limpeza da fonte e das latrinas” explica Ivane Alfredo, de 24 anos, que tem dois filhos a estudar na EPC de Limuila.
“Faço também a cobrança de uma quantia simbólica aos utilizadores desta fonte de água, para garantir que temos sempre dinheiro para a compra das peças em caso de avaria”, acrescenta.

No entanto, conforme esclarece Ivane, as pessoas vulneráveis, particularmente crianças, são encorajadas a usar a fonte de água mesmo quando não podem pagar a quantia simbólica. Elas também contribuem para a gestão da fonte mantendo-a limpa e em bom estado de conservação. 

“Desde que temos esta fonte aqui perto que deixamos de beber água do rio. Assim já não temos diarreias nem apanhamos cólera e malária com tanta frequência” conclui Ivane.

Segundo o Director da Escola Primária Completa da Limuila, José Roben Falaquina, o envolvimento da comunidade tem tido efeitos positivos no ambiente escolar. Para além da prevenção de muitas infecções e infestacções, uma importante barreira para as crianças frequentarem a escola foi ultrapassada.

 “O número de alunos está a aumentar, o acesso da rapariga é maior agora, as desistências estão a diminuir e há melhor gestão da escola com a participação da comunidade”, afirma o Director José Falaquina.

Maganja da Costa é um dos sete distritos a ser apoiados através da iniciativa Escolas Amigas da Criança, que espera alcançar cerca de 1.000 escolas em todo o país até 2010. O objectivo é providenciar melhor acesso a um ensino de qualidade, criando um ambiente de ensino e de aprendizagem inclusivo, amigo da criança, sensível às necessidades particulares das raparigas e que protege as crianças em situação de vulnerabilidade.

 

 
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