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Crianças aprendem na sala de aula a protegerem-se do HIV

© UNICEF Moçambique/ Emidio Machiana
Jéssica (á direita), de 10 anos, desempenha o papel de uma rapariga que ficou grávida ainda muito nova. É uma peça de teatro apresentada aos colegas de turma no âmbito do programa de prevenção do HIV nas escolas, apoiado pelo UNICEF.

Maputo, 22 de Fevereiro de 2008 – Todas as semanas, activistas do Kidlimuka – uma associação de pessoas vivendo com HIV/SIDA – visitam escolas primárias em Maputo para discutir com os estudantes como se podem proteger do HIV. Através de debates e discussões animadas, as crianças aprendem as habilidade de vida que precisam para pôr em práctica o que sabem e fazerem escolhas informadas.

Mas não é só conversa. O programa de prevenção nas escolas inclui teatro interactivo que permite às crianças identificarem e prevenirem situações de risco.

Hoje, os alunos da quinta e sexta classe da Escola Primária 7 de Setembro regressaram rapidamente para a sala de aula depois do intervalo maior, esperando ansiosamente pela chegada do activista do Kindlimuka, Francisco Magaia, de 28 anos de idade.
 
Mas para surpresa das crianças, quando a porta da sala se abriu, um grupo de colegas seus irrompeu pela sala de aulas gesticulando e falando alto. Não levou muito tempo até a turma perceber que se tratava de uma peça de teatro ilustrando os desafios que as crianças e adolescentes enfrentam no seu dia a dia.

Sob a direcção do activista Magaia, os pequenos actores representaram várias estórias ilustrando comportamentos de risco que as crianças na sua idade enfrentam em casa, na escola e na sua comunidade.

“Na peça de teatro eu representei uma menina que ficou grávida ainda muito nova, e as consequências disso para a sua vida. A mensagem que eu queria transmitir a todos é que devemos ter relações sexuais só depois de terminar os estudos e quando quisermos formar família”, disse Jéssica Eugénia, de 10 anos de idade.

Em Moçambique, estima-se que cerca de 8.9 por cento das raparigas entre os 15 e os 19 anos e 2.9 por cento dos rapazes na mesma faixa etária sejam HIV-positivos.

© UNICEF Mozambique/ Emidio Machiana
Hélton (meio) de 11 anos, desempenha o papel de uma criança tornada órfã pelo SIDA, que recebe apoio dos seus amigos. A peça é apresentada na turma como parte do programa de prevenção do HIV nas escolas, apoiado pelo UNICEF.

O programa de prevenção nas escolas procura alcançar crianças dos 10 aos 14 anos – a faixa etária considerada “Janela de Esperança”– providenciando-as informação e capacitando-as com conhecimentos e habilidades para a prevenção das infecções de transmissão sexual e do HIV/SIDA.  

“Este grupo é o de maior risco” explica Simião Vasco, Coordenador do Programa de Consciencialização para a Prevenção do HIV/SIDA nas Escolas, na associação Kindlimuka. “O nosso trabalho nas escolas visa garantir que tenham informação e habilidades suficientes para que façam as melhores escolhas nas suas vidas”.
 
As crianças e adolescentes são estimulados a participar de forma activa. Simião Vasco explica que esta abordagem participativa garante que as crianças aprendam também a passar a mensagem para outras crianças na escola e nas suas comunidades. 

Os activistas do Kindlimuka não só organizam debates e actividades na sala de aulas, mas também ajudam a criar núcleos onde as crianças aprendem novas habilidades de vida através de debates, desporto, actividades culturais e teatro.

O UNICEF tem vindo a providenciar apoio técnico e financeiro ao Programa de Consciencialização para a Prevenção do HIV/SIDA nas Escolas desde 1999. O apoio abrange a formação dos activistas, produção de materiais de informação, educação e comunicação, e criação de clubes de escola, entre outros. O programa é actualmente implementado em todas as províncias do país por cerca de 10 associações de pessoas vivendo com HIV/SIDA, que fazem parte de uma rede nacional. 

Entre 2005 e 2007, este programa alcançou quase um milhão de crianças – das quais 52 por cento são raparigas. Cerca de 918 activistas foram treinados em ensino de habilidades de vida e 1269 clubes de escola foram estabelecidos ao longo do país.

 

 
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