Imprensa

Centro de imprensa

Notícias

Comunicados de imprensa

Discursos oficiais

Vídeos

Fotografias

Rede de jornalistas amigos da criança

Dia Internacional da Criança na Rádio e Televisão

Calendário de eventos

Informação prática

Contacte-nos

Galeria de fotos

 

AfricaSan +5: Segunda conferência sobre saneamento e higiene começa hoje na África do Sul

Ministro das Obras Públicas e Habitação Chefia Delegação de Moçambique

Maputo, 18 Fevereiro 2008 – A Segunda Conferência sobre Saneamento e Higiene, realiza-se este ano de 18 a 20 de Fevereiro de 2008, em Durban (RSA). A AfricaSan +5 tem por objectivo promover programas de saneamento e higiene melhorados em África, e identificar acções para acelerar o progresso em direcção às metas nacionais e aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODMs) na área do saneamento e higiene.

A AfricaSan+5 dá seguimento à Primeira Conferência sobre Saneamento e Higiene realizada em 2002, que contribuiu para a formulação dos ODMs, especialmente na área do saneamento: reduzir em metade o número de pessoas sem acesso ao saneamento básico e higiene até ao ano 2015. 

A conferência deste ano coincide com a declaração, pelas Nações Unidas, de 2008 como Ano Internacional do Saneamento, e constitui o evento mais importante para celebrar a efeméride em África. Entre os principais temas a serem abordados destacam-se o aumento dos programas sustentáveis na área de saneamento e higiene, o financiamento à larga escala de programas de saneamento, a liderança no saneamento e prestação de contas a nível institucional, a salvaguarda do ambiente e saúde pública e a criação de uma rede de conhecimento para advocacia e realização de acções.

Para representar Moçambique participarão neste evento o Ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Pedro Zacarias, o Director Nacional de Águas, Julião Alferes e o Chefe do Departamento de Saneamento na Direcção Nacional de Águas, Valdemiro Matavela, ambos do MOPH, o Director de Saúde da Cidade de Maputo, António Paulino Rodrigues em representação do MISAU, representantes de ONGs, do UNICEF e do WSP-AF.

A AfricaSan+5 é co-organizada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a Conferência Ministerial Africana sobre Águas (AMCOW); o Comité de Conselheiros do Secretário Geral das Nações Unidas sobre Águas (UNSGAB), o Programa de Água e Saneamento em África (WSP-AF); o Conselho Colaborativo sobre o Aprovisionamento de Água e Saneamento (WSSCC); a OMS e o UNICEF.

Porquê o saneamento?

Estima-se em 2.6 mil milhões de pessoas em todo o mundo – cerca de 41 por cento da população mundial – sem acesso ao saneamento adequado. Por conseguinte, carecem de protecção contra doenças que se podem prevenir, entre outras as parasitoses, a hepatite A e as diarreias, responsáveis por milhares de perda de vidas humanas por dia, principalmente crianças pequenas, e por enfermidades crónicas e malnutrição que prejudicam a qualidade de vida e a produtividade de milhões de pessoas.

A África Subsahariana possui a mais baixa cobertura em saneamento conforme um relatório global preparado conjuntamente entre a OMS e o UNICEF. Apenas 60 por cento da população Africana tem acesso aos serviços melhorados de saneamento, e o continente necessita aumentar a cobertura para mais de 221 milhões de pessoas a fim de conseguir alcançar a meta definida nos ODMs até ao ano 2015.

Expandir o saneamento em Moçambique: os desafios

Dados epidemiológicos indicam que Moçambique possui alta incidência de doenças de origem hídrica ou de transmissão fecal-oral (parasitoses, diarreia, cólera) ou relacionadas com água tal como a malária que é uma das principais responsáveis pela perda de vidas, principalmente de mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos de idade.

Apesar de se ter feito um progresso considerável ao longo dos últimos anos, o saneamento continua a ser uma das áreas mais subdesenvolvidas de Moçambique.

Pouco mais de 45 por cento da população tem acesso ao saneamento adequado. Calcula-se que a cobertura nacional do saneamento seja de 36 por cento nas zonas rurais e 47 por cento nas zonas urbanas. Os ODM para o saneamento rural é atingir-se 50 por cento servindo 8.4 milhões de pessoas e para as zonas urbanas é de 80 por cento servindo 6.1 milhões. Mais de 300.000 crianças necessitam de acesso à um saneamento melhorado todos os anos para atingir a meta dos ODM para o saneamento em 2015.

O fraco e desigual acesso ao saneamento adequado é responsável por surtos regulares de cólera e a diarreia e constitui, também, uma das principais causas de mortalidade infantil em Moçambique.

A falta de acesso ao saneamento seguro infringe também os direitos da criança à educação e protecção. Mais de dois terços das escolas primárias não têm instalações água e de saneamento, uma situação que afecta de forma negativa a presença nas escolas, em particular a das raparigas. As raparigas têm mais probabilidades de faltar à escola quando correm o risco de ter que se expor para fazer as suas necessidades sem nenhuma instalação própria.

Melhorar as condições básicas de vida

Em Moçambique, os Ministérios das Obras Públicas e Habitação e da Saúde, com o apoio de vários parceiros incluindo as Nações Unidas, trabalham para aumentar a cobertura de saneamento, melhorar a prestação de serviços e reduzir a incidência de doenças de origem hídrica, tais como a cólera e diarreia.

Os parceiros de cooperação, incluindo as Nações Unidas, fornecem apoio técnico e financeiro para melhorar o acesso ao saneamento adequado incluindo a planificação, implementação, monitoria e avaliação efectivas dos programas de saneamento e estabelecimento de parcerias para desenvolver tecnologias de saneamento inovadoras. Os membros da comunidade são igualmente integrados na implementação dos programas particularmente na auto-construção das latrinas familiares e nas actividades de promoção de higiene.

Abordagens de género centradas nas crianças são utilizadas para promover a participação dos jovens e assegurar que as necessidades das raparigas são centrais na implementação do programa.

Os facilitadores e activistas comunitários recebem formação na consciencialização da comunidade sobre a higiene e a importância de saneamento para combater doenças oportunistas relacionadas com a infecção pelo HIV.

As autoridades provinciais e as ONGs instalam ou reabilitam latrinas separadas para raparigas e rapazes no âmbito da iniciativa Escolas Amigas da Criança. Este Programa é coordenado pelo Ministério da Educação e Cultura com o apoio técnico e financeiro de parceiros, entre os quais o UNICEF.

Este ano o Governo de Moçambique vai lançar em Março uma Campanha Nacional de Saneamento do Meio e da Promoção de Higiene. A Campanha terá como foco a (i) promoção de higiene, (ii) eliminação das fezes, (iii) gestão do lixo e controlo de insectos e animais, através da construção de latrinas, (iv) remoção de lixos sólidos e (v) lançamento de centros de formação e demonstração de saneamento nas zonas rurais.

O dia de lançamento da Campanha será declarado Dia Nacional de Saneamento do Meio e da Promoção de Higiene.

Para mais informação, queira contactar:

Governo:

Ana Charles, Ministério da Saúde: (cel 82 689 3755) a_charlita042000@yahoo.com.au

Arménia Mucavele, Ministério da Saúde:(cel 82 452 1190) armeniamucas@yahoo.com.br

Valdemiro Matavela, Ministério das Obras Públicas e Habitação-DES: (cel 82 843 8910) matavald@dnaguas.gov.mz

Parceiros:

Peter Hawkins, WSP-AF/Banco Mundial Maputo: (cel. 82 8009650) phawkins@worldbank.org

Glória Moreira, OMS Maputo: (cel 82 313 1480) moreirag@mz.afro.who.int

Angelina Xavier, UNICEF Maputo:(cel 82-316 5350) axavier@unicef.org

Gabriel Pereira, UNICEF Maputo: (cel 82 316 5390) gpereira@unicef.org

 

 
Search:

 Email this article

unite for children