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Promovendo a saúde e o desenvolvimento das crianças em comunidades remotas

© UNICEF Moçambique/ Emídio Machiana
Agente de saúde Cândida Chaves, responsável pela Vigilância Epidemiológica no distrito de Xai-Xai, vacina crianças da Escola Primária de Bango contra o Tétano.

Xai-Xai, Outubro de 2007– São as primeiras horas da manhã. No Hospital Rural de Chicumbane a agente de saúde Cândida Chaves está já de serviço, preparando-se para um longo dia no terreno. Hoje ela vai supervisionar as actividades de uma brigada de saúde que se desloca para Bango, uma comunidade remota de cerca de 3.900 habitantes na província de Gaza. À medida que as últimas caixas de vacinas são colocadas no veículo, Chaves e duas enfermeiras fazem uma última vistoria antes de se porem na estrada, para garantir que nada é deixado de fora.

O veículo está lotado de vacinas, balanças para pesar as crianças, medicamentos para tratar as doenças da infância mais comuns, instrumentos para observar mulheres grávidas, pílulas para planeamento familiar e tratamento de infecções de transmissão sexual.

“Tudo o que é necessário para providenciar serviços de saúde básicos para a comunidade”, diz Chaves entrando no veículo.

A jornada de meia hora de estrada alcatroada, que cedo dá lugar a troços de areia, leva-as através de paisagens onde camponeses trabalham a terra, pastam gado e vendem hortícolas.

“Duas vezes por semana visitamos uma comunidade diferente, e tentamos revisitar a mesma comunidade pelo menos uma vez por mês para vacinação”, explica Chaves, que é responsável pela vigilância epidemiológica no distrito.

À chegada à Escola Primária de Bango um algomerado de mulheres aguarda pacientemente com as suas crianças, apesar da chuva que tinha já iniciado. O Director Pedagógico da escola tinha mobilizado os alunos para alertarem as mulheres e mães da comunidade para trazerem as suas crianças pequenas. Na fila está também Ana Paula, que trouxe a sua filha Madalena de 1 ano e 10 meses de idade para ser pesada e observada.

“Minha filha Madalena tem diarreias, tem tido o corpo muito quente desde a semana passada. Trouxe ela para aqui porque a medicação dela acabou e ela ainda está doente”, disse Ana Paula.

© UNICEF Moçambique/ Emídio Machiana
Madalena de 1 ano e 10 meses de idade com sua mãe Ana Paula (sentadas á direita), recebendo cuidados de saúde trazidos por uma brigada de agentes de saúde para a aldeia de Bango no distrito de Xai-Xai.

Como muitas outras crianças vivendo em zonas rurais, a pequena Madalena enfrenta grandes desafios para sobreviver. De cerca de 715,000 recém-nascidos todos os anos no país, a volta de 89.000 perdem a vida antes de atingirem um ano de idade, e outros 39.000 antes de atingirem os cinco anos de idade. As doenças que mais causam a morte de crianças são a malária, diarreia, infecções respiratórias agudas e doenças preveníveis através de vacinas.

Nos últimos 20 anos, impressionantes progressos têm sido feitos na melhoria das oportunidades de sobrevivência e da saúde das crianças moçambicanas. Contudo, os ganhos no bem estar materno e da criança não têm sido uniformes ao longo do país, e um grande número de mulheres e crianças, especialmente as vivendo em áreas remotas, não estão a ser alcançadas.

“Estou a gostar do trabalho da brigada de saúde porque vêm para perto da minha casa. Teria dificuldades em deslocar-me até ao posto de saúde com a criança. Quando terminar de ser atendida com a Madalena aqui, vou para casa buscar meu outro filho de 4 anos”, disse Ana Paula preparando a pequena Madalena para ser pesada pela enfermeira Matilde.

As brigadas e unidades móveis de saúde são parte da iniciativa Atingir Todos os Distritos (RED), que tem por objectivo levar a vacinação a comunidades remotas e combina-las com outras intervenções de saúde como a nutrição, malária e saúde materna.

A iniciativa Atingir Todos os Distritos é parte de uma ampla estratégia implementada pelo Ministério da Saúde com o apoio do UNICEF e outros parceiros, para expandir as intervenções de grande impacto relacionadas com a sobreviência da criança, de modo a alcançar com intervenções prioritárias todos os recém-nascidos e crianças em todos os distritos.

É já final de tarde em Bango quando a última criança é vacinada pela equipa de saúde. O sol já espreita por entre as nuvens. Depois de assegurarem que nenhuma criança foi esquecida, a equipa arruma o seu equipamento e regressa ao Hospital.

 

 
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